Segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cinema e música na madrugada de BH

Começou o projeto CINEMADRUGADA!

A primeira sessão foi na última sexta-feira 7, com os filmes A Bela da Tarde, de Luis Buñuel, e A Dama do Lotação, de Neville de Almeida.

Fui com boas expectativas porque o projeto mescla cinema e música no Cineclube Unibanco Savassi.

Funciona assim: enquanto uns assistem ao filme, outros dançam na pista. Eu tinha pensado que não daria muito certo, mas foi legal!

Tenho duas ressalvas.

Parece que a produção do evento não testou a cópia antes e a projeção de A Bela... teve que ser interrompida para tentar ajustar a cor. Não conseguiram! Mesmo assim, foi possível constatar toda a beleza de Catherine Deneuve.

Os filmes exibidos eram em dvd.

* * *

Constrangedor assistir ao filme de Neville logo após ver a famosa película do diretor de Os Esquecidos.


Deu um pouco de dó do na época musculoso Nuno Leal Maia e da protagonista Sônia Braga.

Por  lá, há quem tenha gostado dos diálogos inspirados no conto de Nelson Rodrigues.

* * *


Enfim.


Um projeto legal de Belo Horizonte.

Com público.

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Programação:
 
Sexta, 21 de novembro
23:10 - Blow Up (Michelangelo Antonioni, 1966)
01:30 - A Lira do Delírio (Walter Lima Jr., 1978)

Sexta, 05 de dezembro
23:10 - Muito Além do Jardim (Hal Ashby, 1979)
01:30 - 2001: Uma Odisséia No Espaço (Stanley Kubrick, 1968)

Sexta, 19 de dezembro
23:10 - Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)
01:30 - O Dragão Chinês (Wei Lo, 1971)


 

Votos: 4
Domingo, 02 de novembro de 2008

Curadoria de infinita mãos



São Paulo e Rio de Janeiro já adotaram o MovieMobz. Em tantas outras capitais brasileiras a mobilização de sessões para cinema pela Internet também já está disponível...


Pois bem.


Os mineiros residentes na capital gostam muito de dizer que a cidade não está na rota cultural do país. Mas público e receptividade são fundamentais em qualquer evento.


Finalmente, no dia 30 de outubro, os belo-horizontinos compareceram à primeira sessão mobilizada na Internet pelo MovieMobz. O título escolhido foi a belíssima e comovente animação Persépolis, da iraniana Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud.


Às 21h da última quinta-feira, o Usina Unibanco “sedia” uma de suas salas para o grupo que organizou a sessão. Turminha grande, diga-se de passagem, como quase nunca se vê por lá. Oitenta por cento dos lugares estavam ocupados.


A sensação de compartilhar uma ida ao cinema com pessoas que escolheram juntas um filme para ser exibido na tela grande é bem legal. Apesar de a maioria não se conhecer, fica a sensação de afinidade no ar.


Be-á-bá do MovieMobz


Para quem nunca ouviu falar, funciona assim: você se cadastra no site, escolhe um filme entre os títulos disponíveis no catálogo, a sala, o dia e o horário em que quer assistir à película. Uma outra opção é participar de sessões já mobilizadas na rede.


Quando determinada sessão atinge um número suficiente de pessoas, o site encaminha um e-mail aos interessados avisando que a sessão vai acontecer.

Quem quiser me encontra por lá, estou cadastrada como Val Mendes.




Uma observação sobre Persépolis

É linda a cena em que a pequena Marji, deitada na cama e prestes a sair do Irã para estudar na Europa, conta por que a avó tinha um cheiro tão bom.


A menina explica que todos os dias pela manhã sua avó colhe jasmim no jardim e coloca as flores dentro do sutiã.




Votos: 4
Segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Indie 2008: manual de uso


                  Usina Unibanco, sábado, 11/10/08

 


Os 10 mandamentos do Indie

1 - Ver a fila à sua frente engordar e não poder reclamar porque também guardou lugar para um amigo

2 - Fôlego para encarar sessões duplas, triplas ou até quádruplas

3 - Chegar atrasado, conseguir entrar em uma sessão concorrida e assistir ao filme no chão

4 - Bom humor para ficar na fila e correr o risco de não entrar na sessão

5 - Fazer massagem no pescoço do amigo que assistiu a um filme na primeira fila

6 - Lanche barato e rápido na fila

7 - Roupa confortável para encarar as filas de pé

8 - Ser supreendido por um cheiro de coxinha no meio da sessão

9 - Casacos à mão para se defender do ar-condicionado

10 - Conversar sobre os filmes com alguém que não conheça

* * *

“As pessoas vêm para o Indie é para serem vistas na fila!!!”.

“Olhem esses cartazes de papelão! Esse ano faltou dinheiro!..”

No meio da tarde do último sábado 11, um amigo ouviu essas frases no segundo dia do festival de cinema que atrai o maior público em Belo Horizonte.

Comentários estranhos eu também ouvi na sessão de abertura na quinta-feira 9. O filme de Philippe Garrel, A Fronteira da Alvorada, não agradou ao público convidado. Ao final da exibição, as pessoas só queriam falar do ‘fantasma’ da bela protagonista.

(Mas no Indie cabe a diversidade de gentes).

Dezessete países estão representados na mostra 2008.

* * *


          Anywhere USA, A fronteira da alvorada e A cabeça de mamãe

 

Na oitava edição, 134 filmes em sete dias. Uma das maiores angústias do festival é o critério de escolha do que se ver. Sinopses disponíveis no site e uma publicação impressa tentam ajudar o público ansioso por uma boa experiência estética e sonora.

Curioso é que dos três filmes que assisti, todos tinham erro no resumo. Além de A Fronteira..., o francês A Cabeça de Mamãe, da diretora estreante Carine Tardieu e Anywhere USA, de Chusy Haney-Jardine.

Esse último teve exibição concorrida. As pessoas se acomodaram também no chão, bem ao espírito Indie. De diferente, a presença de uma das produtoras - que é belo-horizontina - e cartaz nos murais do Usina Unibanco de Cinema com recomendação de Quentin Tarantino.

Simultaneamente, a mostra Indie Brasil exibia Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader, documentário que conta a história do poeta baiano Waly Salomão e que tinha lugares vazios.

Conversando com uma convidada na sessão de abertura do Indie 2008, ela contou que os filmes brasileiros são os que têm menor público.   



por Valéria Mendes
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Votos: 6
Tags: indie  cinema  festival  2008  bh 
Segunda-feira, 08 de setembro de 2008

“Eu nunca soube o que é ver, pois nunca vi”

Cristina Teixeira de Oliveira, 33 anos, não é cantora, não é operadora de tele-marketing e nem trabalha fazendo imitações. No entanto, ela também ganha a vida com a voz. Cristina é vendedora de bilhetes lotéricos no Centro de BH. Quem já passou, durante o dia, pela rua Goiás, esquina com rua da Bahia , já deve ter ouvido a moça: “Mega-Sena acumulada, 25 milhões é o prêmio acumulado da Mega-Sena pra hoje. Acumulou a Mega-Sena pra hoje”.

(Clique aqui e ouça Cristina trabalhando. Sempre passo por ela, por volta das 2 da tarde. Nunca comprei bilhetes lotéricos em minha vida, mas sempre quis parar para conversar com aquela moça. Nesta semana, parei e pedi um pouco de seu tempo).
                                                                                                        
            

Cristina é cega desde que nasceu. “Eu nunca soube o que é ver, pois nunca vi. Não consigo definir uma cor, nem nada. Tenho glaucoma congênito”, conta. Para ela, entretanto, “o fato de já ter nascido assim fez com que as coisas fossem mais fáceis”.  Mas em que sentido? (estranhei) “É claro que temos nossas limitações, mas uma pessoa que enxerga e perde a visão durante a vida tem muito mais dificuldades que eu. São pessoas acostumadas com tudo, levam uma vida ‘normal’, e, de uma hora pra outra, perdem a visão, então elas se sentem com muito medo, ficam inseguras”.

Cristina trabalha há 14 anos vendendo bilhetes lotéricos. Foi seu primeiro e único trabalho. “Eu sempre tive sorte para vender”. Sorte e voz. Por trabalhar de segunda a sexta, das 7h30 às 16h (com exceção das tardes de segunda e quarta), Cristina quase sempre fica rouca à noite. “Tomo muita água, água filtrada. Quem trabalha com vendas e usa muito a voz  não pode tomar coisas geladas, deve evitar ao máximo. Eu uso também própolis na garganta, faço gargarejo com água morna com sal”.

Antes de trabalhar no lugar atual, ela ficava na rua Curitiba, em frente à Galeria do Ouvidor. “Mas fui obrigada a sair de lá, por dois motivos”. O primeiro deles foi a chegada de lojas como Ricardo Eletro e Casas Bahia, “que colocavam som muito alto, o que me impossibilitava de gritar”, diz. “A  outra razão é o pessoal de uma joalheria, que implicava comigo, alegavam que eu atrapalhava a loja, pois a funcionária que trabalhava no caixa estava errando muito as contas... diziam que eu gritava muito alto”.

Cristina não sabe dizer ao certo quantos bilhetes vende ao dia, pois depende do prêmio ou se a Mega-Sena está acumulada. Ela acredita que, por ser mulher, isso ajuda. “Geralmente os homens dão mais preferência para as mulheres... não que eu esteja discriminando,  mas, em geral, as pessoas são mais solidárias a nós...”

Durante nossa conversa, que durou cerca de 10 minutos, quatro clientes se aproximaram. Todos já a conheciam e a chamavam pelo nome. Um deles já chegou cumprimentando: “Cristina, tudo bem? Me dá uma mega-sena, aí! Quero um bilhete premiado”, brincou. “Esse aqui, Flávio, está premiadíssimo, disse Cristina, sorrindo”. O senhor compra bilhetes toda semana: “dou preferência a  ela, pois faço duas coisas ao mesmo tempo: ajudo e arrisco a sorte”, falou, já saindo, antes que eu fizesse mais perguntas...

                                                                                                   

Quando chega um cliente, ela nota na hora. “Tenho uma noção muito boa, consigo perceber pela sombra, quando se aproxima uma pessoa”. “Você percebeu, então, quando eu estava chegando?”, perguntei. “Percebi, só não percebo quando estou distraída. Se eu estiver atenta, andando devagarzinho, dá pra eu sentir que há alguma coisa na minha frente, não dá pra definir o que é, mas sinto a sensação de algo, aí sei que devo parar para não trombar”.

 Já aconteceu de alguém dar o dinheiro errado, de má-fé, sem que ela percebesse? “Uma vez ou outra já aconteceu, sim”, disse. “Mas pessoas que compram comigo toda semana, ou quase todos os dias, geralmente não fazem isso, não.”.

Para não atrapalhar mais seu trabalho, agradeço pela conversa, e me surpreendo com a pergunta: “A entrevista vai passar na televisão para gente assistir?”. Não, Cristina, vai ficar só no site mesmo. “Ah, mas que pena, mas quando precisar pode voltar, tá?”, completa.

Eu me despeço e me afasto. As pessoas em volta estão com pressa, entram em um banco, sacam dinheiro, as pessoas param, esperam, atravessam a rua, os carros buzinam, enquanto dois moços sentam na calçada, uma mulher de salto alto arruma o cabelo e Cristina volta ao trabalho: “Mega-Sena acumulada, 25 milhões é o prêmio acumulado da Mega-Sena pra hoje. Acumulou a Mega-Sena pra hoje”.


Votos: 8
Domingo, 31 de agosto de 2008

Vou de táxi?

Marcos Vieira/EM/D.A Press, Eugenio Gurgel/Esp.EM/D.A Press, Sidney Lopes/EM/D.A Press



Há quem diga que os taxistas são o termômetro do pensamento da sociedade. Em BH, existem seis mil carros rodando pela cidade e 36 mil é o número de corridas feitas diariamente na capital mineira.


Quanta conversa, quantas histórias. Sem contar que com um trânsito cada vez pior na cidade, o tempo dentro do táxi tem se estendido em horários de pico.

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Outro dia, pedi um táxi por telefone para chegar ao trabalho sem atraso. No caminho, um carro de passeio nos ultrapassou pela direita. Foi a deixa que o motorista precisava para abrir o falador: - Olha só o espertinho! Mas nas Olimpíadas não tem jeitinho brasileiro para ganhar medalha não! Lá, é competência mesmo. E emendou: - Prefiro perder para os argentinos do que para uma cambada de preto!

Qual é a cor da Seleção Brasileira de Futebol?

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A Bhtrans diz que a frota de táxis que roda em BH é suficiente para atender à demanda da população. “Nunca registramos reclamação de usuário de que falta táxi ou de taxista reclamando que não tenha corrida para ele”, contou-me a assessora de comunicação

Continha rápida: trinta e seis mil corridas divididas por seis mil carros dá um total de seis corridas diárias para cada motorista. Parece pouco?

* * *

A bandeirada em BH é R$ 3,30. Imagino que esse valor serve para que o motorista tenha prejuízo em nehuma corrida. Mas tem trabalhador querendo propor manual para usuário desse meio de transporte.

Ao pagar uma corrida que custou R$6,90 com uma nota de R$20, levei um sermão.

- Ô minha filha, você sabe quanto tempo eu estava parado no ponto de táxi? Duas horas. Duas horas, repetiu ele. E agora? Vou voltar para o final da fila, ele mesmo respondeu. Quando você for fazer corridas curtas assim, nunca escolha um táxi que está em um ponto, pegue um que esteja circulando. Ou então avise ao motorista: - Olha eu vou fazer uma corrida curta, você me leva? Aí ele pode escolher te levar ou não! Tô falando isso para o seu bem, não me leve a mal. Tô avisando, os motoristas estão cada vez mais nervosos. E eu não tenho troco para te dar! Olha só o prejuízo que você me deu!

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Táxi para o aeroporto de Confins. Cinqüenta minutos, mais ou menos, de conversa entre passageiro e motorista. A pauta da semana ou do dia - já não me recordo - era do avô que foi preso por abusar sexualmente da neta, uma criança.

Do sexo masculino, meu condutor opinou: - É um absurdo prenderem um homem velho, pai de família... Essas meninas estão cada vez mais espertas, não são inocentes assim com muita gente pensa. Eu aposto que ela provocava, usava saias curtas...

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Aconselharam-me outro dia: - Por que você não compra um mp3 player e entra no ônibus e no táxi com o fone no ouvido. Ninguém vai puxar papo com você.



Votos: 9
Tags: conversa  taxi  taxista  bh 
Quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Com vocês, Papai Noel e Kate Marrone, ilustres vereadores

Vocês sabiam que o Papai Noel do Bairro, de barba branca, cumprida e com roupa vermelha, pode ser um dos nossos próximos vereadores? Também podem o Célio Miranda Menino Bom, o Alberto Cowboy e a Sônia Barbosa Kate Marrone. Como ocorre em toda eleição, chega a ser engraçado, de tão bizarro, o horário eleitoral para vereadores (e para prefeito?). Alguém já viu os dessa temporada? Quem estiver em casa por volta das 13h ou 20h30, recomendo. Neste ano, eles estão mais criativos do que nunca.

                    
                                                                                            Foto: Thiago Ventura/Portal UAI

Criatividade é o que não falta, mesmo. Um candidato (foto acima), fã do roqueiro Raul Seixas, diz que irá acabar com os corruptos, se eleito. Ao terminar sua fala de apresentação, ele canta “Viva a Sociedade Alternativa, Viva!”. Ainda no tema musical, o Vovô do Rock, outro candidato, diz que é pela “valorização do Rock em BH”. Importante, não? Fundamental para resolver os problemas sociais de BH.

Há ainda aqueles que, na falta de criatividade, tentam algum bordão. Walter do Bicho, por exemplo, “brinca” com o trocadilho infame "Esse é o bicho!". Já um outro gosta mesmo é de rimas: Lindomar Já Ouviu Falar. Perceberam a rima rica? No quesito rivalidades, um tal de Raposão diz que é contra uma tal candidata do Galo. Falando em aves, um candidato diz que é filho do Sabiá. Ah, sim, OK! Já o Hamilton Cabeleireiro é corporativo: “Cabelereiro vota em cabelereiro”. E idiotas votam em idiotas?

Nas eleições passadas, havia uma evangélica que, após pedir nosso voto, terminava seu discurso dizendo que “feliz é a nação cujo Deus é o senhor”. Acho eu, porém, que "felizes" somos nós, os belohorizontinos, que temos candidatos assim, que fazem de coisa tão séria, como a política, mera piada!

Votos: 7
Segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Fala, brasileiro!

Um apanhado de frases feitas, clichês, convicções, desabafos ao léu, falas ditas para ninguém que todo mundo escuta...




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09 de agosto, sábado, 19h.
NA PADARIA, falou o apocalíptico trabalhador de um posto de gasolina

- Eu quero um de carne, um de frango e um de queijo.
- 70 bilhões para fazer as Olimpíadas! Tem que matar todo mundo mesmo!
- No México, se eu trabalhasse sábado e domingo, tinha casa própria e carro 0 km!
- Pobre só descansa quando o mundo acaba!   

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11 de agosto, segunda-feira, 11h33.
NA REDAÇÃO, falou a indignada jornalista

- Cada vez mais a gente depende da tecnologia para tudo. Pô, eu vou ao banco, chego lá para tirar dinheiro e falam que tá tudo fora do ar! Como assim? O dinheiro é meu, eu quero ele!

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11 de agosto, segunda-feira, 18h28.
NA RUA, o desabafo de um dos seus moradores

- Olha lá, ela tem orgulho, tem nojo. Não passa perto de mendigo.

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12 de agosto, terça-feira, 16h55.
NO PONTO DE ÔNIBUS, a falante mãe

- Ê paisinho fuleiro esse nosso! Um doido derruba a placa do ônibus e até quando isso vai ficar caído aí?
(...)
- Eu me considero uma mulher muito bonita ainda. Setenta e dois anos, oito filhos, quatro rapazes e quatro moças. Mas sabe qual é o segredo? A alegria.
(...)
- Uma coisa esquisita, eu não gosto de poesia. Pra mim, a poesia é a natureza... E a mulher! Nossa, eu acho a mulher uma coisa muito bonita. Se bem que hoje em dia elas têm conseguido se enfear, né?
Ela ri  muito.
(...)
- Uma das minhas filhas, a que nasceu de sete meses, tinha uma cinturinha desse tamaninho, tinha até apelido de Susie. Mas outro dia eu falei: - Você tá horrorosa! É ridículo pintar esse olho de preto. Parece vampiro! Ela não falou nada, mas graças a Deus, hoje ela não pinta mais.

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13 de agosto, quarta-feira, 14h50.
NO TRABALHO, uma jornalista

- Hoje, quase que o pedreiro me viu pelada! Mas teve uma vez que um pintor me viu todinha pelada e eu contei chorando para o meu pai. Ele nem terminou de pintar o que tinha que pintar porque meu pai mandou ele embora. Imagina! Eu topando dentro de casa com alguém que me viu pelada?

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14 de agosto, quinta-feira, 17h42.
NA ACADEMIA, duas meninas

- E aí, amiga? O que achou?
- Tá linda! Vai arrasar com esse look de oncinha na sala de musculação.

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15 de agosto, sexta-feira, 0h15.
EM UMA FESTINHA DE ANIVERSÁRIO, um zeloso provedor

- Na minha casa tem duas coisas em que é proibido economizar: no café e no arroz.

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16 de agosto, sábado, 22h50.
NO APARTAMENTO VIZINHO, os inclassificáveis amigos do Rogério.

- Ele agora tá pegando a empregada.
- Quê isso, cara!
- Tem nada a ver não, ela é de maior.
Risos geral.
- Rá, rá, rá, o Rogério passou o rodo na neguinha!


Votos: 11