Quarta-feira, 02 de julho de 2008

PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

 

Ligue e contribua para a aprovação da Lei que criminaliza a Homofobia no Brasil – PLC 122/2006.

 

0800 61 22 11

 

Você pode mandar uma mensagem, pedindo voto favorável, para 03 (três) senadores e ou senadoras por ligação. É possível ligar de telefone público e até mesmo do seu celular. A ligação é GRATUITA

 

Neste momento é de extrema PRIORIDADE enviar mensagens para os/as senadores que compõem a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. É nesta comissão que está tramitando o PLC 122/2006. Ao ligar, você pode sugerir que sua ligação seja encaminhada a um desses senadores da comissão.

 

Para a primeira ligação, o atendente fará um breve cadastro, por isso tenha em mãos o CEP da sua residência ou trabalho. Nas próximas ligações seu cadastro é identificado rapidamente. Uma sugestão de MENSAGEM:

 

"Ao Senhor Senador e ou Senhora Senadora - cite o nome do senador eleito por você ou - A todos os Senadores da Comissão de Assuntos Sociais,

 

Eu peço que vote(m) contra o preconceito. Vote(m) contra a violência. Vote(m) SIM ao relatório da Senadora Fátima Cleide para aprovar o PLC 122/2006 contra a homofobia, nesta comissão. Esse ato é simbolizar que o Senado é contra a violência cometida contra todos os brasileiros e brasileiras GLBT."

 

 

 

Votos: 0
Tags: HOMOFOBIA    SENADORES    GLBT 
Terça-feira, 01 de julho de 2008

EU NÃO QUERO FILHO GAY!!!!!!!

A modelo curitibana Isabeli Fontana, de 24 anos, disse ontem, segunda-feira, que não gostaria de ter um filho gay. A declaração da ex-mulher do ator paulista Henri Castelli,  foi feita no programa da "Hebe", no SBT (que aliás já está em outro horário: 20 horas agora)

 

A discussão sobre homossexualidade veio à tona devido à presença do ator Lugui Palhares, o Carlão na novela "Duas Caras", de Aguinaldo Silva. Na trama, o personagem tinha um envolvimento com o cozinheiro Bernardinho (Thiago Mendonça).

 

Hebe perguntou se Lugui era gay. O ator respondeu que não, apontando sua mulher para "provar". Sentada no famoso sofá, Isabeli comentou que, se fosse seu filho, não queria que ele fosse gay. Depois, ela tentou minimizar a fala afirmando que conhece gays e os adora. (Antes tivesse ficado muda e dando risada no sofá)

 

À Hebe, o ator Lugui Palhares disse que não era gay, pois tem uma mulher, mas aproveitou o comentário infeliz da modelo para defender o respeito aos homossexuais dizendo à Isabeli que se o filho dela fosse gay teria que amá-lo do mesmo jeito e compreendê-lo.

 

A modelo, já vendo a besteria que fez,  concordou falando que tentaria compreendê-lo. Isabeli é mãe de dois filhos (Zion, 5, e Lucas, 1). Já esteve no ranking das principais modelos do mundo, elaborado pelo site Models.com, um dos principais termômetros da profissão.

 

Casou-se com o ator Henri Castelli, em dezembro de 2005 e tiveram um filho, Lucas, em outubro de 2006. O fim da relação foi noticiado em abril de 2007. O primeiro filho da modelo é Zion (pronuncia-se záion, mas tanto faz a pronúncia, é feio dos dois jeitos), que nasceu em março de 2003, fruto de seu casamento com o modelo catarinense Álvaro Jacomossi.

 

Comentário: 

 

São pessoas como você, querida, que precisamos banir do meio.  Você não quer filho gay, como se ele tivesse a chance de escolha. E nós queremos pessoas como você só no catálogo - muda - e olhe lá! 

 

 

 

Votos: 0
Tags: GAY  FILHO  MODELO  ISABELI  HEBE 
Terça-feira, 01 de julho de 2008

DEFENSORA DOS GAYS

  

Desembargadora Maria Berenice Dias fala sobre união homoafetiva no ‘Marília Gabriela Entrevista’

 

Na semana em que o GNT dedica sua programação à diversidade sexual, o “Marília Gabriela Entrevista” deste domingo, dia 29, às 22h, convida a desembargadora gaúcha Maria Berenice Dias para debater o tema. A entrevistada foi a primeira mulher a ingressar na magistratura do Rio Grande do Sul, é defensora da união civil entre homossexuais e criadora da expressão “homoafetividade”. Autora dos livros: União Homossexual – o preconceito e a justiça, Conversando sobre... homoafetividade e Manual das Sucessões, ela aborda no programa a nova idéia de família, a discriminação entre os sexos e os avanços da legislação brasileira nas questões familiares.

 

Maria Berenice revela ter sido discriminada assim que entrou na magistratura gaúcha e conta que o exame que as mulheres fizeram para conquistar a vaga foi diferente do dos homens. “Perguntaram se eu era virgem”, fala. Uma das pioneiras na defesa das uniões homoafetivas, neologismo criado por ela, diz: “Temos uma lei em que a família é uma unidade de afeto e eu não vejo justificativa para que os homossexuais não sejam inseridos. O conceito de casamento é muito ligado à religião – ‘crescei e procriar-vos’ - e na relação homossexual isso não existe”.

 

“A união entre o mesmo sexo assusta porque quebra paradigmas”, acredita a gaúcha. A partir daí, as duas relembram os diversos casos de morte de homossexuais no Brasil, e a convidada questiona: “Por que as pessoas se preocupam tanto com a orientação sexual dos outros?”. Gabi pergunta se a justiça brasileira tem sido liberal ou se ainda há resistências. Maria Berenice responde que existe muita resistência da sociedade e que isso reflete no legislativo. “Há uma omissão total do legislador que deixa as pessoas excluídas. A justiça é conservadora. Se não tem lei, não tem direito”, conclui. Ela dá um panorama geral da lei nos países nórdicos, no Canadá e na Espanha, locais em que a união homoafetiva é reconhecida.

 

Dedicada às questões familiares, a magistrada esclarece o funcionamento do processo de adoção por casais homossexuais e relata um caso de sucesso no Rio Grande do Sul. Aproveitando a polêmica sobre o registro de uma criança com dois pais, levantada pela novela Duas Caras, ela fala: “Houve avanço na mídia. Na primeira novela, um casal de lésbicas teve que ser incendiado por causa da reação pública, e a reação é a marca do preconceito”. Finalizando o assunto, diz: “Os homossexuais são vistos como sendo de segunda categoria, parecendo que eles não teriam famílias normais. Não vejo problema nas crianças terem dois pais ou duas mães, desde que haja envolvimento afetivo”.

 

Além da falta de abertura na legislação e do preconceito da sociedade, outro grande obstáculo a ser vencido que a gaúcha percebe é a homofobia dos próprios homossexuais. Heterossexual, ela conta que uma vez os colegas da faculdade da filha, diante da militância da mãe na causa homoafetiva, chegaram a questionar a sexualidade de Maria Berenice. Tomando o episódio como exemplo, diz: “Parece que não podemos defender outras causas a não ser a própria!”. Gabi elogia o trabalho da convidada e pergunta qual é sua maior vitória. A resposta: “Ter recebido o título de juíza dos afetos”.

 

Frase do final do programa: “O afeto é uma realidade digna de tutela”.

 

O programa vai ao ar todo domingo, às 22h e nos horários alternativos: segunda, às 3h30; terça, às 22h30; quarta, às 4h e às 10h e sábado, às 10h30 e às 15h.

Votos: 0
Sexta-feira, 27 de junho de 2008

PAIS, FILHOS E GAYS

A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana

 

SERÁ POSSÍVEL escolher as preferências sexuais de um filho? Não, não falo de preferências por ruivas, loiras ou morenas. A questão, levantada pela cibernética “Slate”, vai mais fundo: será possível mexer na base neurobiológica de uma criatura e “reprogramá-la” para ela gostar do sexo oposto?
Talvez. Conta a “Slate” que longe vão os tempos em que a homossexualidade era encarada como escolha pessoal ou produto do meio. A homossexualidade é um fato natural -como a cor dos olhos, a pigmentação da pele-, e estudos recentes apóiam a tese ao mostrarem diferenças visíveis no cérebro de homos e héteros.  Parece que os gays têm cérebros muito semelhantes aos das mulheres hétero. E parece que as lésbicas têm cérebros muito semelhantes aos dos homens hétero.

 

Mas os estudos não ficam restritos a esse retrato. Os cientistas dão um passo além e sugerem que importantes influências hormonais, durante e pouco depois da gestação, determinam a constituição neurobiológica do indivíduo. E, se os hormônios desempenham papel principal, abre-se a porta prometida: “reorientar” os hormônios, “reorientar” a preferência sexual do bebê. A possibilidade recebe aplausos. A Igreja Católica, confrontada com tal cenário, esquece a sua própria doutrina sobre os limites da manipulação médica e apóia decididamente a busca de uma “terapia” capaz de “curar” a “doença” homossexual.


Mais impressionante é a opinião da maioria: questionada sobre a possibilidade de conhecer a orientação sexual do filho por meio de um teste pré-natal, a generalidade não hesitaria em recorrer ao aborto ou à “reprogramação” caso a sexualidade da criança apontasse para o lado “errado”. No fundo, quem não salvaria um filho do preconceito social ou da “doença” homossexual?
Fatalmente, a questão é desonesta. Aceitar as premissas do debate lançado pela “Slate” -aceitar, no fundo, que, por meio da ciência, é possível reverter a orientação sexual de um ser humano- é aceitar, implicitamente, que a homossexualidade é uma doença. E, aceitando-o, permitir que a medicina a trate exatamente como trata qualquer doença.


A realidade não legitima a fantasia. A síndrome de Down ou a espinha bífida, por exemplo, são doenças no sentido mais básico do termo: elas impedem que um ser humano tenha uma vida plena. Podemos discutir se a medicina deve e pode “manipular” genética ou biologicamente uma vida humana para erradicar esses males. E podemos discutir se esses males legitimam a interrupção da gravidez.
Mas essas discussões são distintas do problema inicial: reconhecer a Down ou a espinha bífida como fatores objetivamente incapacitantes de uma vida normal.


A homossexualidade não é uma doença. Pode ser motivo de preconceito social, dificuldade relacional, neurose pessoal -mas não é impeditiva de um funcionamento pleno do indivíduo nem põe em risco a sua sobrevivência futura. Nada disso significa, porém, que não exista uma base neurobiológica capaz de explicar a orientação sexual. É possível e até provável. Exatamente como é possível e provável que certas propensões da personalidade humana -para a depressão, para a liderança, para a criatividade- estejam já inscritas na nossa natureza.


Mas isso não autoriza a medicina a procurar o paradigma do Super-Homem, dotado da dosagem certa de humor, capacidade de chefia, talento para a pintura e para o sapateado. A busca de super-homens é uma quimera longa e trágica na história humana. Resta a questão final: e os pais? Confrontados com a possibilidade de “reprogramarem” a orientação sexual de um filho ou de descartarem-no via “aborto terapêutico”, terão os pais o direito de pedir à medicina esse instrumento seletivo e subjetivo?


Aceitar essa possibilidade é aceitar que, no futuro, os pais poderão determinar a vida futura dos filhos. Escolher a orientação sexual; o temperamento; a vocação intelectual; a excelência atlética ou estética.
Não duvido que a maioria, confrontada com tal hipótese, reservasse para a descendência o cruzamento ideal entre Brad Pitt, Albert Einstein e Pelé.


Mas um tal gesto seria uma tripla violência: contra a medicina e a sua função especificamente curativa; contra o mistério e a diversidade da vida humana; mas também contra os próprios filhos, condenados a habitar vidas que não lhes pertenceriam, mas que foram desenhadas pela vaidade, soberba e tirania de seus progenitores.

 

Nota: Este texto é de João Pereira Coutinho e foi publicado no jornal Folha de São Paulo de hoje. O texto reflete a opinião dele (e a minha também) sobre o assunto como ser humano e como homossexual.

 

Votos: 0
Tags: gay    homossexual    pais    filhos