saude para todos!


Sexta-feira, 12 de março de 2010

Alerta sobre a sibutramina



Um alerta muito importante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.  Achei o assunto tão grave que transcrevo a nota oficial da Anvisa.


Com relação à operação realizada, nesta quarta-feira (10), na fábrica da empresa de alimentos Ledal Química do Brasil Ltda.,em Goiânia (GO), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que:


1 – A Agência interditou a fábrica da empresa que adicionava a substância sibutramina de forma ilegal em alimentos;


2- O uso de sibutramina é proibido em alimentos;


3 – No Brasil, a sibutramina é classificada como medicamento sujeito a controle especial (Portaria 344/98 <http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=17235&word=>) e a sua venda exige a retenção de uma via da receita nas farmácias e drogarias;


4 – O uso de medicamentos a base de sibutramina não foi proibido;


5 – A Anvisa, por meio da Câmara Técnica de Medicamentos, está avaliando o estudo, denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), que demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.

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Segunda-feira, 08 de março de 2010

Recado do neurologista




PASSANDO A LIMPO A TPM. SUAS ORIGENS E SOLUÇÕES


Por Ricardo Teixeira*



É no mínimo intrigante quando nos deparamos com resultados de pesquisas no Brasil e no exterior mostrando que até 90% das mulheres sofrem de algum grau de tensão pré-menstrual, problema que hoje é mais corretamente chamado de síndrome pré-menstrual (SPM), pelo fato dos sintomas não se limitarem à tensão nervosa, ansiedade e irritabilidade. Outros sintomas comuns incluem alterações no padrão de sono e do apetite, humor deprimido, dor de cabeça, inchaço no corpo e dor na mama.


Não é difícil reconhecer o impacto da SPM na vida das mulheres se fizermos uma conta curiosa. A menstruação costuma começar entre os 12 e 13 anos de idade e termina por volta dos 50 anos. Mesmo descontando dois anos sem menstruação em mulheres que têm dois filhos ao longo da vida, contando com o período de amamentação, a mulher experimentará cerca de 450 ciclos menstruais na sua fase fértil. Se considerarmos que os sintomas da SPM duram uma média de 6 a 7 dias por ciclo, fechamos nossa conta com quase 3.000 dias de sintomas durante a vida: oito anos! Resumindo: as mulheres com SPM passam mais de 10% suas vidas com sintomas pré-menstruais.


E sendo a SPM uma condição tão freqüente, admite-se que ela possa representar uma vantagem evolutiva que herdamos dos nossos ancestrais e que talvez já não nos sirva muito mais. Nossos ancestrais fêmeas aumentavam suas chances de gerar descendentes devido a um comportamento mais “amigável” na fase fértil e mais “arisco” na fase infértil, como é o caso do período pré-menstrual. Entre os primatas, que apresentam comportamento sexual promíscuo, essa estratégia permite que o macho escolha a fêmea com mais sinais de fertilidade para copular.


Comparadas a mulheres de sociedades coletoras / caçadoras, as mulheres de hoje têm a primeira menstruação quase 4 anos mais cedo, têm menos filhos sendo que o primeiro em idade mais avançada e com períodos de aleitamento mais curtos, têm a menopausa também mais tardiamente. Tudo isso leva a mulher moderna a apresentar três vezes mais ciclos menstruais do que a mulher em ambiente mais primitivo, e, a princípio, pode sofrer até três vezes mais com os sintomas da SPM ao longo da vida.


O mais comum é que os sintomas da SPM sejam leves ou moderados, mas em cerca de 5-8% dos casos os sintomas adquirem sua forma e apresentação mais severa, também chamado de transtorno disfórico pré-menstrual. Nesses casos a mulher apresenta sintomas com significativo impacto no seu trabalho / escola, atividades sociais ou relacionamentos afetivos.

 
O cérebro está cheio de receptores aos hormônios sexuais em regiões que regulam o comportamento e as emoções, como é o caso da amígdala e o hipotálamo. Entende-se atualmente que mulheres com SPM têm uma maior sensibilidade cerebral às flutuações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual podendo influenciar a liberação de neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, comportamento e funções cognitivas, especialmente a serotonina. Sabemos que os sistemas de serotonina são capazes de modular os efeitos comportamentais dos hormônios sexuais (ex: agressividade), fato bem apoiado pelo efeito positivo de medicações que elevam os níveis de serotonina em mulheres com SPM. Além disso, sistemas hormonais que controlam a concentração de água e eletrólitos no corpo também podem ser influenciados pela flutuação hormonal, o que poderia explicar os sintomas de inchaço. Entretanto, esse ainda é um tema bem controverso.


Há muito que se fazer para reduzir o impacto da SPM no dia-a-dia. Estratégias medicamentosas é que não faltam, passando por suplementação de cálcio, magnésio, vitamina B6, intervenções hormonais, e antidepressivos que aumentam as concentrações de serotonina (tanto de forma contínua ou só na segunda metade do ciclo). Além disso, medidas comportamentais são bem vindas, tais como atividade física e técnicas de relaxamento. Quanto à dieta, é freqüente a recomendação de restrição de calorias e fracionamento da dieta, mas não há evidências científicas suficientes para “prescrevermos” uma dieta específica. Além disso, estudos com dietas com alto teor de carboidratos complexos sugerem benefícios às mulheres com SPM, talvez por aumento nas concentrações cerebrais de serotonina. É a história do chocolate como melhor amigo da mulher na fase pré-menstrual...


* Ricardo Teixeira é doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Escreve todas as segundas-feiras neste blog.



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Sexta-feira, 05 de março de 2010

De salto alto



O uso do salto alto eleva a estima de uma mulher. Ela se torna mais elegante e atraente. Há locais e tipos de trabalho que exigem o uso de saltos.


Já as bolsas são acessórios inseparáveis para carregar maquiagem, absorventes, agenda, material de trabalho e tantas outras coisas indispensáveis.

 

Mas fisioterapeutas alertam que essa beleza pode custar caro para a saúde. O sapato inadequado e a bolsa pesada influenciam diretamente na postura, podendo causar problemas não apenas nos pés, mas nos ombros, coluna, joelhos e diversas partes do corpo.

 

Segundo especialistas, algumas dos problemas mais frequentes em mulheres que usam salto alto são tendinite, encurtamento dos músculos da panturrilha, lordose, fraqueza muscular, problemas e dores no joelho e na coluna, ruptura de ligamentos no tornozelo e torções. Já as bolsas pesadas são vilãs dos ombros, joelhos e coluna.
 


A fisioterapeuta Elineth Braga, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), ressalta que as mulheres só devem carregar, no máximo, bolsas com até 10% do seu peso corporal. E que o uso das bolsas em apenas um lado do corpo pode desencadear dores nos ombros, lombar e joelhos, além de desvios na coluna. “O ideal é que a mulher use bolsas pequenas e alterne entre os ombros, dando preferência para bolsas no formato de mochilas”, adverte Braga.

 
Com relação aos saltos dos sapatos, Elineth Braga adverte  para os cuidados na hora de escolher. “O salto mais recomendado para uso diário é o de 3 a 4 cm. As mulheres devem optar por calçados do tipo anabela e plataforma que, por terem o salto alto por toda a extensão da sola, diminuem a pressão nas pontas dos pés, proporcionam mais equilíbrio e distribuem melhor o peso do corpo. O resultado estético pode não ser o mesmo, mas, em termos de saúde e bem estar essa mudança de hábito vale a pena.”, afirma a fisioterapeuta.


Elineth ressalta ainda a importância de fazer exercícios de alongamento dos músculos da coxa e panturrilha três vezes por semana como medida preventiva. “Aconselhamos também fazer um rodízio entre saltos mais altos e mais baixos, não deixando que os pés se acostumem a um tipo específicos e salto. Do contrário, toda vez que mudar a altura do calçado a mulher sentirá dores, mesmo que esteja usando tênis”, ressalta Braga. A fisioterapeuta comenta ainda sobre a importância de escolher sapatos abertos. ”O uso de sapatos fechados e apertados pode favorecer o aparecimento precoce de joanetes”, conclui.


Tipos de salto e seus efeitos


Agulha




O sapato com este salto e bico fino não é recomendado nem para a mais especial das ocasiões. Causa desequilíbrio porque reduz muito a participação do calcanhar na sustentação do corpo, além de deixar os dedos muito desconfortáveis.


Fino




O modelo com salto fino "achatado" oferece mais equilíbrio que o tipo agulha, mas não deixa a mulher livre de torções de tornozelo e dores nos dedos e na planta do pé.


Plataforma





Este salto oferece uma melhor distribuição da pressão exercida pelo corpo sobre os pés. A ponta angular facilita a impulsão do corpo ao caminhar.


Centro




O salto que sai do meio do calcanhar facilita o equilíbrio do corpo. Esse modelo deixa os dedos confortáveis e pode ser uma opção para as mulheres que não abrem mão da elegância a toda hora.



Quadrado






O modelo grosso e quadrado é um dos eleitos pela maioria das mulheres que querem manter a elegância por longos períodos do dia. Esse tipo de sapato deixa o calcanhar bem apoiado, o que ajuda no equilíbrio do corpo.


3 a 4 cm





O sapato baixo, com salto de até quatro centímetros, é o único recomendado por especialistas para o uso diário constante.



Anabela






O sapato com este tipo de salto diminui as dores porque distribui bem a pressão do corpo sobre a planta dos pés.


Quer saber mais: acesse o site do CONFFITO


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Quarta-feira, 03 de março de 2010

Seja 12 por 8






Este é o lema da campanha da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para informar e conscientizar a população sobre a importância de manter a pressão arterial estabilizada. Pela primeira vez, a campanha enviará mensagens pelo  twitter, orkut, facebook e blogs, além de contar com um hotsite exclusivo.


O slogan Eu sou 12 por 8 será amplamente divulgado nessas mídias sociais e contará com uma série de embaixadores para promover o assunto. “Estamos buscando artistas, atletas, apresentadores de TV e personalidades que vão aderir e usar o seu prestígio para essa grande causa”, conta o presidente do Departamento de Hipertensão da SBC, Marcus Bolívar Malachias.


O cardiologista lembra que a pressão alta atinge 30% da população adulta brasileira, cerca de 30 milhões de pessoas, e é responsável por 47% dos infartos, 54% dos AVCs (derrames) e 25% dos casos de insuficiência renal.


A hipertensão mata 7,6 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano. Cerca de 80% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento, como o Brasil, sendo que mais da metade das vítimas têm entre 45 e 69 anos.


Nesta década, a hipertensão não tratada já fez mais de 70 milhões de vítimas fatais. “O mais grave é que apenas um brasileiro em cada quatro sabe que tem a doença e dos que sabem, poucos se tratam”, Malachias. A hipertensão não apresenta sintomas.



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Terça-feira, 02 de março de 2010

A cura da osteoporose




Uma equipe internacional, liderada por cientistas do Centro Médico da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, anunciou a cura da osteoporose. Na pesquisa, camundongos e ratos receberam uma dose diária de um composto experimental que inibe a síntese da serotonina no intestino.


Pesquisas recentes demonstraram que a serotonina no intestino retarda o desenvolvimento ósseo. Esta última descoberta pode levar a novas terapias que gerem um novo osso. Os medicamentos atuais contra a osteoporose só atuam para tentar evitar o colapso do osso velho.


Os resultados da pesquisa foram publicados no último exemplar da revista Nature Medicine. O próximo passo é testar o novo composto em humanos.





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Segunda-feira, 01 de março de 2010

Recado do neurologista



O Dr. Google está formando
cidadãos com uma nova consciência



Por Dr. Ricardo Teixeira


A informação sobre saúde nunca foi tão democratizada como hoje. Há muito pouco tempo esse conhecimento era quase que exclusivo dos profissionais da saúde e a internet virou esse cenário de cabeça para baixo. A situação não é tão diferente da história da bíblia na antiguidade, época em que só o sacerdote tinha acesso à palavra de Deus. Não era possível para um homem comum ter um exemplar da bíblia, pois era tudo muito sofisticado e caro, e além do mais, só existia a versão em latim. Estamos numa fase de transição conhecendo um novo homem e um novo paciente que tem acesso à informação como nunca antes pensada. E é por isso que os meios de comunicação de massa têm hoje uma responsabilidade cada vez maior no incremento da cultura em saúde da população.

 
A comunicação em saúde tem sido definida como a principal moeda de saúde do século 21, e nos Estados Unidos, ela vem sendo encarada como a mais importante área da ciência relacionada à saúde nesse século, fazendo parte dos objetivos Healthy People 2010, a agenda oficial de saúde pública do governo americano. No Brasil, deliberações das Conferências Nacionais de Saúde apontaram informação, educação e comunicação como elementos estratégicos para consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a conquista da cidadania plena no Brasil. O investimento em cultura em saúde é imperativo e para se ter uma idéia de sua importância, estima-se que nos EUA anualmente são gastos entre 106 e 236 bilhões de dólares anuais por conta do baixo nível de cultura em saúde da população e suas conseqüências como a não procura de ajuda médica quando necessária, a dificuldade em assumir hábitos de vida saudáveis e erros no uso de medicações.

 
A internet certamente está colaborando para a criação de um cidadão com maior capacidade de tomar decisões sobre sua própria saúde. Os médicos estão se acostumando a compartilhar com o paciente a tomada de decisão, o que é o ideal da relação médico-paciente. O paciente, por sua vez, ainda está aprendendo a buscar informação relevante e confiável, assim como inserir de forma afinada o conteúdo de suas pesquisas no momento da consulta médica. Alguns estudos chegam a demonstrar que os médicos acreditam que a relação médico-paciente é prejudicada quando o paciente faz uma pré-consulta com o “Dr. Google”. Por outro lado, é bem reconhecido que o paciente informado faz com que a qualidade do atendimento médico seja melhor. Esse é um fenômeno que está em evolução, tanto no que diz respeito ao médico, como também no caso do paciente.

 
Na escola médica, há muito que se ensinar sobre o modelo de participação do paciente nas tomadas de decisão e isso pode ser treinado. Uma coisa é o médico perguntar: “Você prefere que eu tome as decisões a respeito do seu tratamento ou você mesmo pode tomá-las?”. Provavelmente teremos uma diferente resposta se o médico perguntar: “Você quer que eu tome decisões sobre seu tratamento sabendo o que é importante para você, ou sem saber o que é importante para você? Comunicação em saúde é uma disciplina que deve fazer parte do currículo das escolas de medicina. O aprofundamento do conhecimento nessa área não se destina apenas a uma melhor construção da relação interpessoal médico-paciente, mas envolve também a melhor compreensão da dimensão intrapessoal do paciente, incluindo suas crenças, valores e atitudes. E não pára por aí. Médicos e demais profissionais da saúde, conscientes da importância da comunicação em saúde, têm mais chance de se envolverem na criação e implantação de ações de promoção à saúde em níveis mais abrangentes do que a tradicional medicina médico-paciente. Esse é um ponto de alta relevância na formação do médico. Não tem nada de periférico. Vale lembrar o recado de Escurinho, músico pernambucano radicado na Paraíba: O PRINCÍPIO BÁSICO É A COMUNICAÇÃO.


Ricardo Teixeira é doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Escreve todas as segundas-feiras neste Blog.

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Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Recado do dermatologista


PARA QUE SERVE O ROACUTAN


Por RicardoFenelon


Temos recebido grande volume de perguntas de leitores sobre o medicamento Isotretinoína, cujo nome comercial é Roacutan. Antes de passar às respostas solicitadas, apresento a seguir informações gerais sobre a substância.

 

Roacutan é um medicamento indicado para as manifestações mais graves de acne (acne sística ou conglobata), ou para os casos em que a acne poderá deixar cicatrizes na pele como seqüela (cistos e cistos purulentos). Para esses casos, não há tratamento mais eficaz que o uso da Isotretinoína (nome científico do Roacutan). De uso oral, age diretamente na glândula sebácea, provocando uma redução considerável em seu tamanho e atividade. Por conseqüência, essa  diminuição reduz também a produção de sebum (gordura), que torna pele e couro cabeludo oleosos, e leva ao aparecimento da acne. Só um dermatologista pode avaliar se o uso do medicamento é necessário ou não, após exame individual de cada paciente. Para casos menos graves de manifestações da acne, há outras opções terapêuticas.


O remédio é indicado para pacientes a partir dos 14 anos de idade. Embora eficaz, o produto causa inúmeros efeitos colaterais, em pacientes de ambos os sexos: lábios e nariz ressecados, inflamação nos lábios, vermelhidão ou dermatite na face, sangramento nasal (epistaxe), prurido (coceira), conjuntivite, queda de cabelos, entre outros. A principal restrição dirige-se a pacientes do sexo feminino. Não se pode engravidar durante o uso da Isotretinoína. A substância pode levar à má formação fetal. Se ainda houver qualquer distúrbio hormonal na paciente, o tratamento com o Roacutan poderá não ter a eficácia esperada.



Sobre os efeitos colaterais do medicamento, também já está comprovado que o Roacutan interfere nos processos de cicatrização. Por isso, é necessário suspender sua ingestão seis meses antes da realização de qualquer procedimento cirúrgico. Há ainda uma pesquisa, que foi apresentada em um congresso da Academia Americana de Dermatologia, que aponta que 6% dos pacientes que tomam o medicamento podem apresentar depressão. De acordo com esse estudo, o quadro depressivo se reverte em uma a duas semanas, com a suspensão da ingestão do medicamento. Registro que há quase duas décadas faço uso do Roacutan nos tratamentos que prescrevo. Nunca tive um caso de depressão entre os pacientes.



Além de ter que ser indicado por um especialista, o tratamento com Roacutan deve ser monitorado minuciosamente pelo médico, e seguido à risca pelo paciente. Além da avaliação de um dermatologista de confiança, deve-se passar também por um check-up endocrinológico antes de começar a fazer uso dessa medicação. Importante: nunca tome Roacutan, ou qualquer outro medicamento, por conta própria.


 
CONVERSA COM OS INTERNAUTAS


Amigos, a minha proposta ao contribuir com artigos para o Blog da Maria Vitória é tratar do bem mais valioso que um indivíduo pode ter: a  saúde.  Todas as perguntas são muito bem-vindas, pois me dão a oportunidade de compartilhar conhecimentos e esclarecer algumas dúvidas, dentro dos preceitos éticos da Medicina. Disponham. A seguir, respondo algumas questões encaminhadas por  internautas.


Bom dia. Tenho o cabelo e a pele muito oleosos (mas muito mesmo) uso produtos prescritos por dermatologistas, mas ainda assim pareço uma "salgadeira" ambulante, parece sempre que acabei de fritar algo. Este medicamento poderia auxiliar? Atualmente tenho poucas espinhas, mas meus poros são muito abertos e tenho muitos cravos. Obrigado pela atenção.
Adriana Resende


FENELON: O Roacutan promove uma redução significativa do tamanho e da atividade das glândulas sebáceas. Assim, há uma redução da oleosidade no rosto, no couro cabeludo e em toda a pele. Antes de decidir por um tratamento com esse medicamento, é necessário passar por uma avaliação médica criteriosa, tanto com um endocrinologista, quando com um dermatologista de sua confiança. Se houver qualquer alteração hormonal no organismo, ou ovários policísticos, o tratamento com o Roacutan poderá não ter a eficácia esperada. Pacientes grávidas ou com intenção de engravidar também não podem ingerir a substância, pois correm o risco de ter um bebê com má formação fetal.


Quanto tempo depois de uma cirurgia (otoplastia) pode se fazer o uso do roacutan?      
Juliana 

   

FENELON: O Roacutan interfere nos processos de cicatrização da pele, porque diminui a concentração de uma enzima chamada colagenase. Como conseqüência, pode levar à formação uma cicatriz gigante. De uma maneira geral, em caso de cirurgias programadas, suspende-se a ingestão de Roacutan seis meses antes do procedimento cirúrgico. No seu caso, que já passou pela cirurgia, você deve procurar o seu cirurgião para que ele avalie o processo de cicatrização e a libere para um tratamento com isotretinoína.


Olá doutor eu começei a toma isotretinoína ha alguns dias e sou fumante eu gostaria de saber quais os riscos que terei nessa mistura,minha médica naum me respondeu direito quando falei q não tinha conseguido parar de fumar so me falou q o cigarro causa o envelheçimento precoçe da pele por favor me responda!!    
Gilda de Souza


FENELON: Não existe nenhuma relação entre o cigarro e a isotretinoína. Entretanto, o cigarro irá lhe fazer mal como um todo, afetando várias áreas do seu organismo, entre elas a pele. A nicotina dos cigarros atua como um vaso constritor, diminuindo a oxigenação da pele e provocando degeneração da fibra elástica. Assim, fumantes perdem a elasticidade e o viço da pele. Outras substâncias químicas existentes no cigarro atingem o colágeno (proteína que dá sustentação à pele) de uma maneira profunda, causando um envelhecimento precoce.
 É provado que uma pessoa que fuma possui um envelhecimento físico aparente de dez anos a mais do que um não fumante. Um estudo realizado com mulheres pós menopausa, ou seja, que possuem uma menor produção de hormônios femininos e de colágeno, comprova que as rugas em fumantes são três vezes mais intensas do que nas que nunca fumaram. Na região facial os danos são maiores. As áreas de seqüela são periorbital (pés de galinha), fronte (testa) e perilabial (ao redor da boca). Também há conseqüências mais graves. A substância alcatrão agride a mucosa bucal, e facilita o aparecimento do câncer de boca


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Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Festa para os vovôs



Sábado é comemorado o Dia do Idoso. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5 a 10% da população com idade acima de 60 anos sofre algum tipo de acidente doméstico grave. A falta de condicionamento físico também compromete a realização de tarefas simples do cotidiano como se vestir, brincar e cuidar dos netos.


Para evitar os riscos de quedas são necessários cuidados simples, que facilitam a vida do idoso como pisos antiderrapantes, corrimões, rampas de acesso, entre outros. Outro fator importante é a altura e tamanho dos móveis. Segundo o fisiatra  Gilson Shinzato, os objetos de maior uso devem estar ao alcance do idoso, bem como cadeiras, poltronas e camas precisam ser de fácil acesso e contarem com apoios para os momentos de levantar, sentar e deitar.


Porém, esses cuidados não bastam para manter a saúde do idoso. A alimentação é um dos fatores que auxiliam no controle do organismo, no que diz respeito aos índices de hipertensão, diabetes, colesterol e outras doenças. Um cardápio composto de fibras, vitaminas e minerais ajudam a manter a força e o equilíbrio do idoso. Uma pessoa adulta deve ingerir em média 800 mg por dia de cálcio, mineral encontrado em leites, iogurtes, feijão branco, queijos, entre outros. Já, acima dos 75 anos de idade, a restrição de gorduras não é aconselhada para aqueles que são frágeis, sofreram uma redução no peso, ou tem apetite fraco.


A nutricionista Lílian de Carla Sant''anna explica que as mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento interferem no apetite, consumo e absorção de nutrientes. "A associação de doenças, fatores psicossociais, condições sócio-econômicas, interação entre nutrientes e medicamentos, isolamento familiar e social também estão diretamente ligadas à alimentação do idoso. Nesses casos, o consumo de alimentos saudáveis irá auxiliar na redução das doenças  e contribuir para o ritmo favorável de envelhecimento", completa.


Ela dá dicas de alimentação saudável para os idosos:


Faça pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches saudáveis por dia. Evite pular as refeições;

Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz,milho, trigo, pães e massas), tubérculos como a batata, raízes como mandioca/ macaxeira/ aipim, nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural;

Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches;

Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde;

Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis;

Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina;

Diminua a quantidade de sal na comida;

Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.



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Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aparelho auditivo mais barato



Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP desenvolveram um aparelho auditivo digital de baixo custo. Ele é construído a partir de componentes eletrônicos padronizados, que podem ser comprados no mercado.


É uma espécie de modelo "genérico" de aparelho auditivo retroauricular (usado atrás da orelha), batizado de Manaus. Outra vantagem é o de ser um produto nacional, em um mercado dominado por empresas internacionais.


"O Manaus apresenta um custo de produção artesanal de US$140,13, considerado baixo quando comparado aos disponíveis no mercado", conta o engenheiro eletrônico Sílvio Penteado, do Laboratório de Investigações Acústicas (LIA) da FMUSP e autor de uma tese de doutorado sobre o tema. "Numa produção seriada esse preço poderia chegar a US$100,00", completa. Os existentes no mercado custam cerca de R$ 12 mil.


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Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Recadinhos



Eleonor e Tony, agradeço a participação de vocês. Os médicos acessaram a seção COMENTAR e responderam as dúvidas de vocês. Basta vocês acessarem LER COMENTÁRIO.  Espero que ajude!


Maria Vitória



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