Ah o estresse! Esse mal da modernidade danifica o corpo, a mente e adoece a alma. E prejudica os olhos.
O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto afirma que o distúrbio esgota alguns nutrientes. Destaca o magnésio, potássio e cálcio que mantêm o bom funcionamento de todos os músculos, inclusive dos orbiculares que respondem pelo movimento das pálpebras.
Por conta desse esgotamento é cada vez mais freqüente o número de pacientes que chega ao consultório com espasmo palpebral.
Outro efeito do estresse sobre os olhos é o acúmulo de radicais livres que acelera a oxidação das células e pode levar à perda da visão.
Ele argumenta que em diversos estudos internacionais há evidências de que incluir na dieta antioxidantes – betacaroteno, luteína, zeaxantina, vitamina E, vitamina C – associado a zinco protege os olhos dos danos causados por essas substâncias.
Isso não quer dizer que a suplementação recupere a visão ou impeça o desenvolvimento da degeneração macular, maior causa de cegueira irreversível no mundo. Entretanto, um estudo do National Eye Intitute, órgão do governo americano, aponta que a suplementação com antioxidantes reduz em 25% a progressão da doença.
Para prevenir a catarata ele diz que o melhor protetor é a luteína que filtra a luz azul, responsável pela oxidação do cristalino. Outros nutrientes como óleo de linhaça e ômega-3 são benéficos para o olho seco que se agrava no inverno com o aumento da estiagem.
Queiroz Neto diz que o ressecamento da lágrima associado ao acúmulo de poluentes no ar torna os olhos mais vulneráveis a alergias e contaminações por vírus ou bactérias. Todos estes nutrientes são encontrados nos alimentos.
O médico ainda faz um alerta: "Os suplementos só devem ser usados sob prescrição médica. Isso porque altas doses de zinco podem causar câncer de próstata e entre fumantes o betacaroteno em grande quantidade aumenta o risco de câncer no pulmão".
Está em todos os jornais, sites e noticiosos da TV e de emissoras de rádio. A Agência Nacional de Vigilância Nacional de Saúde (Anvisa) proibiu a venda do antiinflamatório Prexige. Estudos científicos relatam distúrbios hepáticos provocados pelo remédio.
Com a medida, pessoas com artrite, artrose, hérnia de disco na coluna vertebral e outros casos de dores crônicas estão assustadas: o que fazer agora. Os técnicos da Anvisa orientam que esses pacientes procurem seus médicos.
A suspensão do Prexige alerta também para um hábito perigoso, o de se automedicar com antiiflamatórios comuns, à base de diclofenaco. Eles são os campeões de venda entre os medicamentos para alívio de dor no país. E geralmente sem receita médica.
Um estudo feito com 1,6 milhão de pacientes pela Universidade de Newcastle, na Austrália, mostra que essas substâncias aumentam em até 40% as chances de uma pessoa ter problemas cardiovasculares, como derrame e infarto.
O cardiologista Antônio Aurélio Fagundes Júnior defende a venda desses medicamentos somente com receita. "Apenas o médico pode avaliar as necessidades e os riscos para o paciente", diz ele. O toxicologista Anthony Wong é mais enfático: "A diferença entre remédio e veneno está na dose e no tempo de uso".
A infografia abaixo mostra como o diclofenaco age no organismo humano.
Créditos: Maria Vitória (texto) e Joelson Miranda (ilustração)
Postado por Maria Vitória
e-mail: maria.vitoria@correioweb.com.br
O caderno Bem Viver, do Estado de Minas, publica esta semana uma reportagem sobre o mieloma múltiplo, um tipo de câncer do sangue.
Em entrevista a jornalista Ellen Cristie, a médica hematologista Rosa Malena explica que o tumor maligno surge devido à proliferação de glóbulos brancos, responsáveis pela produção de anticorpos, que se infiltram na medula óssea. Essa invasão pode levar à anemia, destruição dos ossos, insuficiência renal e infecções de repetição.
É um câncer da medula óssea, não um tipo de leucemia. Acomete mais pessoas a partir dos sessenta anos, é mais freqüente em homens do que em mulheres e em negros mais do que em brancos.
A doença não tem cura, mas os portadores de mieloma podem ter boa qualidade de vida. Ciente da importância de se divulgar o mieloma múltiplo e aumentar a incidência do número de pacientes diagnosticados precocemente, a International Myeloma Foundation (IMF) inaugurou, no Brasil, sua central latino-americana, para atender pacientes com a doença e seus familiares.
Para ter mais informações, basta acessar o site da entidade.
Enviado por Maria Vitória, às 18h09
E-mail: maria.vitoria@correioweb.com.br
A busca pela beleza faz parte da história da humanidade. Desde a Antigüidade, os seres humanos usam poções, cremes e ungüentos para se tornarem mais belos. No segundo milênio, a medicina oferece inúmeras ferramentas para os que desejam realçar a imagem. São cirurgias plásticas para delinear o corpo, preenchimentos de rugas, peeligns para devolver a suavidade da pele, entre outros. Um mercado milionário e cheio de novidades.
A procura é tanta que surgiu até uma nova especialidade: a medicina estética. Porém, ela não possui reconhecimento oficial e os hospitais universitário não oferecem residência nesta área. Em busca de formação, centenas de médicos participam de cursos e passam a exibir o título de especialista.
O Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira estão preocupadas com a proliferação desses cursos de finais de semana e divulga hoje uma nota de alerta aos médicos. É um comunicado técnico, mas serve de advertência para os leigos que desejam ficar mais belos. Por isso transcrevo abaixo a íntegra do documento.
Curso de Especialização
ALERTA AOS MÉDICOS BRASILEIROS
Em vista de propaganda sobre Curso de Especialização em Medicina Estética e Cirurgia Plástica Estética, que promete aos médicos em geral certificação após curso sob auspícios da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia Plástica Estética, realizado uma vez ao mês aos sábados e domingos e participando de três atos cirúrgicos por módulo, a Comissão Mista de Especialidades torna público que:
- A cirurgia plástica no Brasil é representada frente às instituições oficiais (CFM – AMB – CNRM) pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP;
- A denominada medicina estética não é até esta data reconhecida como especialidade ou área de atuação médica;
- As Especialidades Médicas reconhecidas têm titulação registrada nos Conselhos Regionais de Medicina exclusivamente para Títulos da AMB (no caso a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e da CNMR – Comissão Nacional de Residência Médica;
- A SBCP e a AMB podem esclarecer minuciosamente sobre os programas e editais necessários para obtenção de títulos.
Por fim, esclarece e alerta os médicos brasileiros que este citado curso de especialização e outros deste formato não possibilitam registro de especialidade nos Conselhos de Medicina e conseqüente publicidade da mesma.
Conselho Federal de Medicina
Associação Médica Brasileira
Comissão Nacional de Residência Médica
Postado por Maria Vitória
e-mail:maria.vitoria@correioweb.com.br
Na matéria sobre acne em adultos, publicada hoje pela Revista do Correio, a repórter Flávia Duarte entrevistou o dermatologistas e cosmiatra Otávio Macedo, autor do livro Acne tem cura, em parceria com Lydia Preston.
A acne na idade adulta é mais comum entre homens ou em mulheres?
Mais comum em mulheres pelo grande estímulo androgênico que elas têm na pele. É comum também em síndromes de ovários policísticos. Nesses casos, além dos tratamentos clássicos com ácidos e isotretinoína, devem-se associar medicamentos antiandrógenos (certas pílulas anticoncepcionais e espirono lactona). O uso da luz azul (Clear Light) também é muito útil.
As espinhas do adulto desaparecem sozinhas? Qual o maior risco de não tratar o problema nessa idade?
Geralmente não desaparecem sozinhas. É necessário fazer exames hormonais para ter um diagnóstico correto. A grande complicação são as cicatrizes que a acne pode causar — um problema para a estética. É necessário o acompanhamento com dermatologista especializado para usar ácidos, antibióticos e isotretinoína, entre outros. Se surgirem cicatrizes, oferecemos o tratamento com o laser Fraxel, que apresenta excelentes resultados após a segunda sessão. Trata-se de um laser fracionado que não exige cuidados após sua aplicação. Em geral, são indicadas cinco sessões de Fraxel.
Há alguma relação entre a alimentação e o aparecimento de espinhas depois da adolescência?
Não há comprovação científica desse fato. Não proibimos a ingestão de doces, chocolates, mas orientamos uma dieta pobre em açúcar refinado para melhor qualidade de vida.
A acne não atormenta somente os adolescentes. Cerca de 40% a 50% dos adultos também se incomodam com as bolinhas vermelhas e com pus espalhados pelo rosto, braços e até nas costas. A minha mãe, dona Vitória, tem 75 anos e enfrenta esse drama.
A repórter Flávia Duarte e o ilustrador Valdo Virgo publicam uma infografia na edição deste domingo da Revista do Correio.
Clique e confira as informações do infográfico.

Fontes: dermatologistas Ricardo Fenelon e Otávio Macedo
Amigos, bom dia! Domingo é um dia propício para ler com calma as reflexões do médico Renato Maria Guimarães, geriatra e professor da Universidade de Brasília. Neste artigo ela fala das razões da longevidade das mulheres. Boa leitura!
Por que as mulheres vivem mais?
Renato Maia Guimarães *

Em todo o mundo as mulheres vivem cerca de cinco a sete anos mais do que homens. Se considerarmos este fato uma evidência de resistência, a faixa e a coroa indicativas de sexo forte devem ser transferidas para o sexo feminino. Não pode ser mais forte quem vive menos. As causas deste fenômeno, que os homens podem considerar uma injustiça divina, não são bem conhecidas.
Mulheres apresentam na sua constituição genética dois cromossomas X (XX) e os marmanjos um X e um Y (XY). Alguém já argumentou que o Y é um X sem uma das "pernas", e que seria este o motivo da vantagem feminina. Esta hipótese não parece verdadeira, uma vez que ter menos genes num determinado cromossoma pode não ter significado, pois a maioria dos genes que temos permanece inativas durante toda nossa vida.
Outros candidatos são os estrogênios, hormônio que protege a mulher de doenças cardíacas ou mesmo, sem pretender provocar a ira feminina, a perda sanguínea durante a menstruação, condição que reduz a quantidade de ferro no organismo. Este elemento está envolvido em processos oxidativos e sua redução, dentro de certos limites, pode ser benéfica. Nenhuma destas explicações é tão atraente como aquela relacionada à evolução humana.
No período neolítico quando o ser humano aprendeu o valor da agricultura e da criação de animais domésticos, o sexo masculino passou a ser dominante, pois eram os guerreiros que defendiam a pequena comunidade. As mulheres eram responsáveis pelo trabalho do dia-a-dia, incluindo cultivar, colher e preparar alimentos. Eram os homens, contudo, que primeiro se alimentavam deixando para quem realmente trabalhava (as mulheres) restos de alimentos. As mulheres mal nutridas apresentavam elevada mortalidade no parto, sendo que pelo menos um quarto morria. Assim a mulher moderna descende de outras que sobreviveram com pouca alimentação e com elevada resistência a complicações infecciosas do parto. Entre os homens provavelmente foram selecionados os que tinham mais força e estatura.
Ao longo do calendário, na medida em que a força deixou de ser fundamental (nossa caça se resume ao supermercado da esquina), este fator perdeu a importância. Já a seleção baseada na maior resistência imunológica, ainda que com menos força e estatura, favoreceu as mulheres. Os anos a mais podem expressar esta situação. Também esta hipótese pode não ser verdadeira, mas há de render assunto numa mesa de bar.
Aqui surge uma nova explicação. Será mais comum que homens bebam mais e saiam dirigindo automóveis sob o efeito do álcool. As estatísticas de morte no trânsito não mentem. Os mais exaltados podem afirmar que a testosterona é a arma mais letal que existe. Na juventude , quando o corpo transborda hormônios, a mortalidade de jovens do sexo masculino é muito elevada, na maioria das vezes associadas a comportamento de risco como velocidade e violência.
Mesmo sem explicações definitivas não se pode contestar que longevidade é um assunto para mulheres.
Renato Maia Guimarães
Especialista em Medicina Geriátrica
Texto baseado no livro Decida Você, Como e Quanto viver.
Apenas 4 em cada 10 brasileiros com diabetes ou hipertensão fizeram exame para avaliar a função dos rins.
Ou seja: mesmo sabendo que fazem parte do grupo de risco para o desenvolvimento de doença renal crônica, essas pessoas não estão atentas a outros complicadores e podem já conviver com algum grau de insuficiência renal.
A estatística faz parte de uma pesquisa nacional encomendada pela Fundação Pró-Renal e realizado pelo Instituto Datafolha.
Durante o estudo foram entrevistadas 2110 pessoas, com 16 anos ou mais, de 150 municípios brasileiros, entre os dias 26 e 27 de março deste ano.
Dados mundiais mostram que mais de 500 milhões de pessoas têm algum grau de disfunção renal. Elas sofrem com uma deterioração do funcionamento dos rins que podem durar vários anos. Com o avanço da doença, os pacientes passam a depender de sessões de hemodiálise ou de um transplante para sobreviver.
Clique na infografia abaixo para saber mais sobre a insuficiência renal.
Crédito: Maria Vitória (texto) e Rubens Paiva (ilustração)
A indústria do tabaco continua a esconder informações do público sobre os efeitos nocivos e tóxicos do cigarro e outros derivados do fumo.
Um estudo publicado esta semana no American Journal of Public Health revela que pelo menos há quatro décadas essas empresas sabem da presença do Polônio (PO-210), uma substância radioativa, tanto no tabaco quanto na sua fumaça.
Os fabricantes tentaram remover o PO-210 de seus produtos, mas não conseguiram.
O PO-210 é tido como responsável por 1% de todos os cânceres de pulmão nos Estados Unidos, onde também mais de 1.600 mortes são atribuídas à substância. Além disso, 11.700 mortes em todo o mundo, por ano, também são atribuídas ao PO-210.
Estima-se que fumantes de um maço e meio de cigarros por dia são expostos a mais radiação que receberiam se fossem submetidos a 300 raios-X do tórax por ano.
O estudo, em inglês, está disponível no site do American Journal of Public Health e também no site da Aliança Contra o Tabaco (ACT) .

A foto do repórter-fotográfico Paulo H. Carvalho, mais conhecido com P.H., ilustra bem o tema deste bilhete.
Apesar do frio e o corpo coberto com agasalhos, a exposição excessiva aos raios ultravioletas do sol é um risco também durante o inverno. O alerta é do oftalmologista Newton Kara José Júnior, chefe do setor de catarata do Hospital das Clínicas de São Paulo.
"A maior parte das pessoas não relaciona o inverno, mesmo os dias mais secos e de muito sol, com as medidas de proteção que lembramos sempre no verão, como o uso de óculos escuros com filtro para raios UVA/UVB e aplicação do protetor solar nas áreas expostas do corpo", explica.
"É preciso lembrar que os efeitos nocivos do sol para a visão e a pele são cumulativos, ou seja, sem proteção durante os meses de inverno, o risco é maior", completa.
A exposição excessiva ao sol provoca câncer de pele e acelera o surgimento de distúrbios como a catarata e a degeneração macular relacionada à idade.