Há dois tipos de torcedores do Flamengo. Aqueles que realmente entendem de futebol e aqueles que limitam-se a babar e grunhir.
Lamentavelmente, é esse segundo grupo que faz a (péssima) fama da torcida.
Felizmente, esse blog é escrito apenas para o primeiro grupo.
O "bombado" post anterior, sobre a piada inventada pela imprensa esportiva de que o Flamengo tinha o melhor elenco do país, provocou pelêmica. Mas em pouco mais de 24 horas mostrou-se 100% acertado.
Vejamos:
1 - O que está escrito: Quando o time começa a perder, a diretoria surge com nomes mirabolantes.
(Os dirigentes do Flamengo acabam de anunciar que o atacante nigeriano Kanu, atualmente no Portsmouth, da Inglaterra, foi oferecido ao clube)
2 - O que está escrito: Os dois atacantes titulares - e o reserva que entrou - jogaram ridiculamente na quarta-feira. E não vêm jogando nada há muito tempo.
(Caio Júnior barrou Tardelli para a partida contra o Cruzeiro, mas não promoveu a entrada de Maxi - até porque daria na mesma. Preferiu colocar mais um volante e adiantar Toró)
3 - O que está escrito: O time está longe, mas muito longe, de ter um grande elenco.
(A diretoria, o lateral esquerdo Juan e o técnico Caio Júnior passaram a quinta-feira inteira dizendo que o clube tinha "flagrantes carências" no elenco)
Ao grupo de flamenguistas - e mesmo de outros clubes - que entendem de futebol, continua o meu convite a ler o 4-4-1. Aos que só sabem babar e grunhir, por favor, que o façam em outras bandas.
SRN, do Coimbra.
OBS: A partir de hoje, os comentários, infelizmente, passarão a ser moderados. Torcedores extremamente mal-educados - todos do meu time, o que é lamentável - nos levam a tomar essa medida.
Já perdi a conta de quantas vezes alertei aqui para o JESO's, os já famosos "Jornalistas Esportivos Semeadores do Óbvio". São eles que repetem mecanicamente uma série de bobagens, e os torcedores, desavisados (ou vendados mesmo), saem dizendo as mesmas coisas sem sentido como se houvesse lógica em tanta asneira.
Como nesse latifúndio me cabe o Flamengo, vamos a ele.
Acabou agora há pouco o martírio de assistir ao time perder ridiculamente para o Palmeiras. Perder mais uma vez, ressalte-se.
Nos últimos cinco jogos (15 pontos disputados), o time perdeu três e empatou duas. Ou seja, fez dois míseros pontos. Um desempenho digno de clube da zona de rebaixamento.
Pior que isso, nesses cinco jogos o Flamengo fez apenas dois gols. Os dois irregulares.
Um com a mão, e outro em passe com a mão. Ambos contra a Portuguesa. Isso significa que o último gol de verdade do time foi no dia 13 de julho.
Ah, mas ainda está no G-4, pode cair para o G-7, fica firme no G-32... Tudo bobabgem. Letras e números autistas para tentar tornar interessante um campeonato que é chato demais. Aborrecido, desinteressante... (E antes que gastem o latim, eu já achava o torneio xarope mesmo quando liderava com folga).
Uma lista interminável de comentários xerocados, que só servem para iludir o torcedor (seja ele de qual time for...)
No caso rubro-negro, a falácia maior é a história do "grande elenco". - Ah, o Flamengo tem um grande elenco, repetiram, incessantemente, os bobões. E o torcedor, tadinho, acreditou.
O Flamengo nunca teve grande elenco. Ele tinha - e ainda tem - um time cheio de volantes. São sete: Jônatas, Kleberson, Ibson, Toró, Jaílton, Cristian e Airton. E desses, só dois são razoáveis (Ibson e Airton).
Grande elenco seria se houvesse substitutos à altura para Léo Moura e Juan. Grande elenco seria se no lugar de Angelim não entrasse o bagaço dispensado do Palmeiras (que, aliás, falhou no gol do ex-time). Grande elenco seria se tivéssemos três meias de ligação (hoje a gente não tem NENHUM). Grande elenco seria se, após a saída dos dois atacantes titulares, existisse um reserva goleador, e não a anta chamada Obina.
O Flamengo não tem nem nunca teve grande elenco. E a prova disso são esses cinco jogos que fizeram o pobre bando desabar na tabela.
- Ah, seu Coimbra, mas nós ainda vamos contratar dois craques, blá, blá, blá...
É, eu sei. Quando o time atua de forma medíocre, lá vem a genial diretoria rubro-negra dizer que vamos trazer Schevchenko, Zidane e Cristiano Ronaldo... Conheço essa história há mais tempo do que vocês imaginam.
E mesmo que venham Felipe e Vágner Love, entendam, torcedores: nenhum dos dois chegará em condições físicas de mudar o time.
Bom, e como desgraça pouca é bobagem, vamos às notas do espetáculo circense desta noite.
Bruno (7) - Fez uma defesa fantástica e não teve culpa no gol. Dá pena de ver um goleiro desta categoria atuando num time de várzea.
Léo Moura (4) - Não sei se foi o Dunga, mas depois da Seleção nunca mais se encontrou.
Fábio Luciano (7) - O único que se salvou na defesa.
Ronaldo Angelim (3) - Estava mal até se machucar. Entrou Dininho (1), que mostrou por que foi dispensado do Palmeiras.
Juan (4) - Não jogou nada e arrastou o time para baixo.
Jaílton (4) - Um chute para fora e nada mais.
Cristian (3) - Depois do jogo contra o Vasco, caiu de produção de uma maneira inexplicável.
Toró (2) - Sem ritmo nenhum, demorou a sair. Deu lugar a Airton (6), que nitidamente estava em melhores condições. Prova de que Caio Júnior desconhece seus próprios jogadores.
Ibson (1) - Um desastre completo, foi o pior em campo (Obina já é hors-concours).
Diego Tardelli (1) - Deveria ter cumprido mais uns cinco jogos de suspensão.
Obina (0) - Uma palhaçada. Saiu e entrou Maxi (1), que não ajudou em nada.
Caio Júnior (1) - Está completamente perdido. Desde que decidiu ficar, seu time se transformou numa patética quadrilha em decadência.
SRN, do Coimbra.
E que venha o Cariocão 2009.
O Botafogo fez um bom clássico contra o flamengo. Teve dificuldades no início quando errou passes de forma absurda, mas jogou bem melhor do que o adversário na segunda etapa. Por isso, mesmo na condição de visitante, a torcida alvinegra silenciou a maioria flamenguista no Maracanã.
O jogo valeu especialmente pelo segundo tempo, quando Lúcio Flávio entrou em campo e, em dobradinha com Carlos Alberto, comandou as ações ofensivas alvinegras. Resultado: o Botafogo dominou amplamente o adversário, que, mesmo com alguns perigosos contra-ataques, ficou atordoado com a sequência de golpes recebidos. O flamengo só não foi a nocaute por conta de sorte (duas bolas na trave!) e da crônica incompetência de Jorge Henrique na hora decisiva das finalizações.
A decisão de barrar uma das maiores estrelas botafoguenses mostra que Ney Franco vai montar o time de acordo com suas convicções, não pelo critério de antiguidade. Ou seja: a disputa pelas posições está totalmente em aberto. E isso faz bem ao time - basta observar a disposição que L.Flávio entrou no intervalo, distribuindo bolas com inteligência e auxiliando na marcação logo nos primeiros minutos.
Agora, com uma sombra para cada estrela, a tendência é que os antigos titulares absolutos (Jorge Henrique, Túlio, LFlávio) se liguem mais nas partidas e se empenhem ainda mais para não ficarem assistindo o jogo ao lado do técnico.
Quando precisar resolver a parada dentro de casa, vale a pena mandar o time para o ataque e manter a escalação do time no segundo tempo desse domingo no Maracanã: Lúcio Flávio e Carlos Alberto na criação, Wellington e Jorge (ou Gil) na frente. Zé Carlos, claro, no banco.
O Botafogo, enfim, demonstra maior consistência nesse final de primeiro turno. Mas, para subir rapidamente na tabela, tem que converter a superioridade em gols. Não dá para desperdiçar tantas oportunidades em tantas partidas.
Saudações alvinegras do
Pereira
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A surpreendente goleada de 4 x 0 em cima do Galo (Galeada?) nessa quarta-feira, além de tirar um pouco da pressão e assim jogar a responsabilidade de vitória do clássico de domingo para o mandante da partida, também ajudou na resposta da pergunta que a torcida alvinegra tem formulado há algumas semanas.
Carlos Alberto ou Lúcio Flávio?
O primeiro tempo da partida contra o Atlético-MG, bem como o segundo tempo contra o São Paulo, mostrou que não há espaço para os dois no mesmo time - não ao mesmo tempo.
Diferentes temperamentos, formas diferentes de jogar, estilos beeeeeem diferentes de levar a vida.
E a mesma função: contribuir decisivamente, com passes ou chutes, para os gols alvinegros.
Nesse momento, acredito que o Botafogo precisa mais do estilo enérgico e vai-encarar do CA do que do bom-mocismo estóico e conformado do LF. E o segundo tempo contra o Atlético-MG, quando Lúcio foi substituído e Carlos Alberto passou a comandar as ações, retratou com exatidão esse momento.
Mas, ao contrário de parte expressiva da torcida alvinegra, não desejo banco eterno, muito menos a dispensa do atual capitão do time. Pelo contrário: acredito que L.Flávio, no segundo tempo, pode desempenhar papel importante na partida. Tem visão de jogo diferenciada e capaz de definir em apenas um lance. É quase-craque.
Além do que, para o próximo domingo, a balança pende mais para o lado do ex-fluminense por razões fora de campo. Por motivos que ele prefere manter na obscuridade, Carlos Alberto revelou recentemente, de forma enfática, que jamais vestiria a camisa do Flamengo. E que tem motivação especial de ganhar quando joga contra o time da Gávea - que, por sinal, anda fazendo bonito também na Liga Mundial de Vôlei, como demonstraram no Canindé os líberos Tardelli e Angelim, aptos a barrar o titular brasileiro do time do alvinegro Bernardinho. Te cuida, Serginho!
Domingo será o dia de ver o que representa, dentro de campo, essa motivação do Carlos Alberto. Se essa motivação vai ser convertida em gols ou numa expulsão. E se a sua ascensão como líder do time acarretará no progressivo afastamento de Lúcio Flávio, que já vem sendo (justamente) substituído por Ney Franco nas últimas partidas.
Saudações alvinegras do
Pereira
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Não é caso de xingá-la de vagabunda ou palhaça. Porque esse não é o propósito deste blog, que preza e sempre prezará pela ótima educação, mas cabe uma reflexão.
Deve ser muito triste, extremamente triste, quando alguém escolhe uma profissão e não tem capacidade para exercê-la.
Vejamos: as profissões não nos são impostas. São escolhidas.
Então, digamos que você, enfim, decide o que vai fazer da vida - mesmo que essa profissão seja "bandeirinha de futebol" -, e descobre, de repente, que não tem qualquer competência para tal. Deve ser mesmo deplorável. Vexatório, eu diria.
É o caso da jovem Marcia Bezerra Caetano, bandeirinha do jogo Flamengo x Vitória, hoje, pelo Campeonato Brasileiro, que anulou - porque quis - o gol legítimo do Flamengo no início do segundo tempo. Um gol que, ressalte-se, mudaria o resultado partida, já que ela ainda estava 0 x 0.
Marcia Bezerra, essa da foto acima, não é ladra, mau caráter ou uma anta desprovida de cérebro. É apenas incompetente para a profissão que escolheu. Totalmente incompetente. E volto a dizer: ela mesma escolheu.
Só que incompetência não tem cura. A bizarrice desta noite, que prejudicou nitidamente o Flamengo num momento difícil da competição, vai voltar a acontecer pelas ineptas mãos da jovem Marcia Bezerra em várias outras partidas em que ela for escalada.
Só para registro, Marcia Bezerra é do tradicional estado de Rondônia. E só foi aprovada para atuar em competições masculinas em abril deste ano. Ela tem experiência de dois meses e meio no futebol profissional masculino.
Quem quiser ver um profissional em atuação depressiva da sua própria profissão pode acessar http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM858036-7824-GOL+ANULADO+DO+FLA+ARBITRO+MARCA+IMPEDIMENTO+DE+DIEGO+TARDELLI+NO+MINUTO+DO+TEMPO,00.html
Quanto ao Flamengo, só três coisas a dizer.
1) Um time que pretendia ser campeão brasileiro não pode perder para Coritiba e Vitória. Nem dentro nem fora de casa.
2) Que camisa é aquela? Sério.
3) Caio Júnior, na boa: pára de inventar. Você não é o Muricy, meu caro. E, a propósito, aquela oferta que te fizeram do Qatar, Emirados, o que quer que seja, ainda está de pé?
SRN do Coimbra.
P.S. - Sei que o colega de repartição Pereira vai se lembrar de Ana Paula de Oliveira. Nesse caso, ele ainda ficou no lucro. Ana Paula, pelo menos, saiu dos gramados para a capa da Playboy... Já Marcia Bezerra Caetano...
Caros amigos, depois de umas merecidas férias, estou de volta. E já aviso logo: vai começar a decadência flamenguista. Mas antes queria deixar para os amigos vascaínos uma consideração sobre a primeira semana do Dinamite:
"Como dizia o célebre Chapolim Colorado, 'desconfiei desde o princípio'. Esse negócio do Roberto convidar o Kléber Leite para freqüentar a sua casa, de anunciar uma “parceria” com a flamengada e de fazer questão de assistir ao jogo ao lado do Márcio Braga não poderia nunca mesmo dar certo. Pior do que a derrota em campo foi o papelão deprimente feito pelo nosso presidente distribuindo sorrisos amarelos e agüentando provocações enquanto a imprensa fotografava e rolava de rir aplaudindo o Márcio Braga e sua trupe urubulina na tribuna do Maraca. Pelo visto, este é apenas o início de mais uma parceria do tipo “caracu”, onde o Vasco já entrou com... mal."
Saudações vascaínas,
Por Fonseca
Como todo bom rubro-negro, já vi muitos Flamengo x Vasco na vida. Muitos mesmo. Do famosíssimo gol de Rondinelli ao anterior a esse último - aquele em que Edmundo perdeu o pênalti - foram incontáveis. E saí vencedor na esmagadora maioria deles.
Nos anos 80, me diverti um bocado.
Nos anos 90, menos. Mas veio a transição de uma década para a outra e, com ela, o quarto tricampeonato: 99, 2000 e 2001. Todos em cima do Vasco. E, em pelo menos duas das finais, com um time pior.
De um tempo para cá, o Flamengo vem sendo tecnicamente muito superior ao Vasco. Na semifinal da Taça Guanabara deste ano, por exemplo, não me incomodei nem um pouco com o adversário. Não creio que nenhum rubro-negro tenha se preocupado. Tanto que o time venceu com facilidade, apesar dos 2 x 1.
Ontem, pelo Brasileiro, a mesmíssima coisa. Com facilidade, sem ser ameaçado em nenhum momento. Quase um Flamengo x Figueirense.
Antes da rodada de quarta-feira, contra o Atlético-MG, eu comecei a estabelecer metas para o time. É a única maneira - opinião muito particular, ninguém é obrigado a concordar, evidentemente - de tornar esse interminável torneio interessante para mim. Conversando com os amigos, determinei o seguinte: - Precisamos de 4 pontos nesses dois jogos.
E conquistamos. Empate com o Atlético-MG e vitória contra o Vasco.
Dito e feito, voltamos a colocar cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
(Como bem disse um amigo meu palmeirense, ontem, o problema é que o campeonato não é longo só para o Flamengo. É longo para todo mundo).
Enfim, como não confio muito nas metas do Caio Júnior - o sujeito disse, depois do jogo contra o time B do Fluminense, no Maracanã, que considerava aquela uma partida "fora de casa" -, resolvi estabelecer as minhas. As desta semana foram cumpridas, ótimo.
Vamos às próximas. E assim farei até o fim do primeiro turno. São quatro grupos de duas rodadas ( 12 e 13; 14 e 15, e assim por diante, até a 19). Há um grupo mais fácil (18 e 19) e um mais difícil (16 e 17). Mas vamos com uma coisa de cada vez.
Rodadas 12 e 13. Mais 4 pontos.
Os jogos são Coritiba fora de casa e Vitória-BA no Maracanã.
Os leitores rubro-negros certamente dirão que dá para conquistar 6 pontos. É evidente que dá. Mas vamos com calma, que a gente chega lá. Nos próximos posts vou colocar as metas para as próximas rodadas, baseado, claro no que acontecer nos jogos anteriores.
E, para estabelecer justiça, vamos às notas dos jogadores, de forma rápida e sucinta, nessa boa vitória sobre 3 x 1 sobre o Vasco (cabia mais, galera, cabia muito mais...)
Bruno (7) - Foi exigido duas vezes, e nas duas esteve bem. No gol do Vasco, nada pôde fazer.
Léo Moura (5) - Até sair, estava bem. Machucou-se e deu lugar a Luizinho (3), mais uma vez tenebroso, mesmo num jogo simples como o de ontem.
Fábio Luciano (8) - De novo comandou a defesa, orientando, principalmente, o menino Airton. E ainda encontrou um gol.
Ronaldo Angelim (8) - Fez uma das suas melhores exibições com a camisa do Flamengo ontem. Deu o bote certo em simplesmente todas as jogadas.
Juan (7) - Outro partidaço, como vem sendo ao longo do Brasileiro. Deve ser um dos raros laterais brasileiros que apóia e defende de verdade.
Airton (6) - Sempre disse aqui, no 4-4-1, que esse menino era bom. Ontem, já jogou melhor do que contra o Atlético-MG, e esteve seguro na função de proteção à zaga.
Cristian (8) - Pode parecer estranho, mas foi o nome do jogo. Cobrou a falta que resultou no gol de Fábio Luciano, cruzou a bola que quase resultou no quarto gol, de Souza, e fez um golaço para selar a partida.
Jônatas (5) - Não esteve bem mais uma vez. Mas ontem não comprometeu. Cansou e saiu para a entrada de Diego Tardelli (5), que pouco produziu.
Ibson (7) - De volta ao time, mostrou por que faz falta. Um lançamento genial para Juan, que acabou no pênalti, o gol, e uma ótima condução de bola pelo meio. O meio-campo titular do Fla é ele, Cristian e mais dois.
Marcinho (3) - A balada em BH não fez bem ao garoto. Que é bom jogador, mas está começando a achar que joga mais do que realmente joga. Menos, Marcinho, menos... Foi substituído por Obina (3), que errou um passe e não fez mais nada.
Souza (5) - Fora da área, fez o que se espera dele: bom domínio de bola e a preocupação de pelo menos dois defensores. Dentro da área, esteve especialmente mal posicionado ontem. No fim, quase faz um gol, mas é muito pouco para quem esquentou o banco na última rodada.
Caio Júnior (7) - Ao contrário da partida contra o Atlético-MG, quando tentou reinventar a roda, desta vez foi no feijão-com-arroz. E ele normalmente se dá bem quando coloca mais um atacante mesmo com o time ganhando.
SRN, do Coimbra.
Quando o Flamengo anunciou Caio Júnior como técnico, dois amigos aqui da repartição (nenhum deles flamenguista) disseram a mesma coisa: ele é bom, mas de vez em quando inventa demais.
Décima partida do treinador sob o comando do time, e essa faceta do Caio Harry Potter ainda não havia surgido. Mas eis que ela apareceu com força esta noite, no Mineirão.
Normalmente gostamos de dizer que o jogador X ou o jogador Y fez sua melhor ou pior partida no campeonato, mas contra o Atlético-MG, sem dúvida, Caio Júnior teve sua mais desastrada performance desde que assumiu o Flamengo.
A começar da escalação inicial, a la Joel Papai Smurf Santana, com quatro volantes e dois pobres coitados largados na frente. Depois, na saída de Jônatas para a entrada de Erick Flores. Nem é culpa do menino, que fez uma boa jogada logo que entrou e dali para frente errou tudo o que tentou. Mas na incoerência dos outros nove jogos que ele mesmo comandou. Ora, se era para deixar o time minimamente ofensivo, já que o Flamengo mal chutou ao gol no segundo tempo, o mais óbvio seria fazer entrar Diego Tardelli, ou mesmo Souza, recuando Marcinho para o meio.
Não bastasse essa bobagem, veio a contusão de Kleberson, e nada de Tardelli. E quem assina a súmula? Dininho (!!??), pesado, ruim, errando passes... Enfim, um desastre.
E no segundo tempo inteiro, o Flamengo pediu para perder. Implorou, na verdade. Mas o Atlético-MG errou demais. E, a exemplo da partida contra o Palmeiras, merecia ter saído vencedor.
Outras menções ruins, além de Caio Júnior, vão para Luizinho, Jônatas e Obina. E, mais uma vez, ficou nítido que quando um dos laterais não joga a vida é bem mais difícil.
Notas, para variar um pouco:
Bruno (7) - O tradicional "sem culpa no gol", ainda fez pelo menos duas ótimas defesas.
Luizinho (1) - Um desastre completo. Tinha uma avenida pela frente e não soube aproveitar. Errou uma quantidade absurda de passes e matou quase todas as jogadas de ataque que tentou. Na defesa, ainda pior. Péssimo na marcação, deixou buracos incríveis do lado direito do Flamengo. Passou da hora de o Flamengo subir alguém da base para a reserva de Léo Moura.
Fábio Luciano (7) - Uma das melhores partidas dele com a camisa do Flamengo. Pecou num lance besta, quando quis sair jogando. De resto, salvou o time com excepcional posicionamento.
Ronaldo Angelim (6) - A boa disposição que lhe é característica, sem interferir na qualidade da zaga.
Juan (6) - Alternou bons e maus momentos. No fim, cansou mais do que o normal.
Jaílton (5) - Desta vez, não comprometeu. Cometeu uns erros idiotas, mas já estamos começando a nos acostumar com eles.
Toró (6) - Enquanto jogou, foi bem. Saiu contudido para a entrada de Airton (6), que começou de forma atabalhoada, mas depois se achou em campo.
Kléberson (5) - Nem de perto foi o bom jogador da partida anterior, contra o Náutico. Também saiu machucado para a entrada de Dininho (3), que quase entrega o ouro no fim.
Jônatas (2) - Para quem pretende ser o substituto de Renato Augusto, decepcionou de forma desagradável. E, como de costume, ficou irritadinho quando deu lugar a Erick Flores (3), que fez uma bela jogada e depois desapareceu. Não era a partida para o garoto estrear, definitivamente.
Marcinho (6) - A nota é pelo gol. Depois caiu de produção. E, na boa: essa história de não comemorar gol contra time que o projetou é coisa para quem jogou no Flamengo e está em outro clube. Ficou com peninha do Altético-MG, Marcinho? Volta pra lá, então.
Obina (0) - O pior do time, disparado. Pior até que Luizinho. Não produziu absolutamente nada, deu dois balaços patéticos para fora do Mineirão e perdeu um gol incrível, no fim do jogo, quando estava 1 x 1. Não pode ser titular do Flamengo sob hipótese alguma.
Caio Júnior (1) - Como alertaram meus colegas de repartição, inventou demais. Deixou Souza e Tardelli no banco, numa partida em que Obina estava mais horroroso do que de costume, e Erick Flores muito longe da maturidade para entrar num jogo desses. No fim, em entrevista, ainda disse que esse havia sido "um dos melhores jogos do campeonato" (!?). Melhor pra quem, Harry Potter?

Há um ano, o Botafogo era o líder isolado do Campeonato Brasileiro. Decorridas as dez primeiras rodadas, eis a campanha alvinegra: 7 vitórias, 3 empates, zero derrotas - 24 pontos. O vice-líder, Goiás, tinha 19, seguido por São Paulo e Palmeiras.
Um deles, o tricolor paulista, foi campeão brasileiro - os outros não conseguiram nem vaga na Libertadores.
Na zona de rebaixamento, estavam Juventude, Flamengo (com oito jogos), América-RN e Náutico: dois deles acabaram na Série B.
Mais do que a liderança, mesmo com a perda do Estadual e da eliminação na Copa do Brasil, o Botafogo vivia momento impressionante de comunhão entre torcida, diretoria, comissão técnica e jogadores. E o exemplo mais representativo desse momento foi a festa que a torcida brasiliense fez para o time que esteve na capital para jogar contra o Atlético-PR, por conta da interdição do Maracanã para o Pan.
Festa nos treinos no Mané Garrincha (foto acima), antes, durante e depois do jogo (vitória de 2 x 0 nos rubro-negros, o primeiro um golaço de Lúcio Flávio com corta-luz genial do até então maior ídolo alvinegro), até explodir a bomba do doping de Dodô. Foram dias de intensa euforia, resumidos no grito alucinado: "Não é mole, não, o Botafogo é melhor que a Seleção..."
7/7/07: O dia do canto do cisne alvinegro. Dali em diante, o time rolou ladeira abaixo, com direito a picos de depressão, como na inacreditável desclassificação para o River Plate em Buenos Aires. E, até hoje, o Botafogo ainda sente os efeitos da frustração daquele momento - o chororô da Taça Guanabara tem relação direta com esse momento.
Que um pedaço tão expressivo da história recente do clube tenha, ao menos, servido de lição para os dirigentes alvinegros não cometerem novamente atos consecutivos de sandice, como a contratação de Mário Sérgio, a contratação do goleiro reserva do Paraná (!) para ser titular do Botafogo, a venda de André Lima, etc, etc, etc.
Saudações alvinegras
Do Pereira
Para conhecer os sete pecados alvinegros em 2007 e relembrar os momentos gloriosos do time no ano passado, dá um clique no endereço abaixo
Não lembro de o Flamengo ter liderado, em nenhuma das edições anteriores, o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Em 2003, terminou em oitavo. No ano passado, em terceiro. Mas em nenhuma das duas oportunidades chegou a disputar o título.
A torcida - essa sim, fantástica - faz sua parte com uma empolgação que impressiona até os adversários. Jogo de nona rodada, contra o Náutico, e lá se foram 47 mil pessoas ao Maracanã num sábado. Para se ter uma idéia, o "embalado" São Paulo não levou nem 10% disso ao Morumbi no domingo: 3 mil pobres coitados viram o time de Muricy tomar sufoco e empatar com o Ipatinga.
Do jogo de sábado, pouco a reclamar desta vez. Com 19 minutos do primeiro tempo, a partida já estava 2 x 0 para o Flamengo, o que transformou os outros 71 minutos num coletivo. Menos mal. O Náutico pareceu sem nenhum poder de reação e não justificou os 14 pontos da tabela. Fraquinho na armação e no ataque. Aquele camisa 10, Geraldo, se não me engano, deve ter feito a pior partida dele como jogador profissional.
Quando lerem sobre o Flamengo, não acreditem nos JESO´s (Jornalistas Esportivos Semeadores do Óbvio). Eles vão elogiar a estréia de Dininho (que esteve longe de ser boa) e dizer que Kleberson fez sua melhor partida no time (o que pode até ser verdade, mas também não foi lá essas coisas, exceção ao gol).
O time, com Obina titular, fica pior. É duro admitir, mas Souza é infinitamente mais habilidoso. A bola, nos pés de Obina, é quase uma bolinha de pinball, daquelas que não param quieta. E, para o baiano, acertar um passe ou a Lotomania está na mesma proporção.
Mais uma vez foram os laterais que resolveram o jogo. Léo Moura fez o primeiro, quase como um centroavante, e Juan deixou o cabeção do Ruy estirado no chão para acertar o cruzamento que resultou no segundo gol.
Com isso, e os tropeços de Grêmio e Cruzeiro, independentemente dos resultados do meio de semana, o Flamengo encerrará a 10ª rodada (mais de 25% do campeonato) na liderança. É muito e não é nada ao mesmo tempo. O Brasileirão é longo demais. E, a bem da verdade, um tanto chato.
Cansei de dizer aqui, entre os colegas de repartição, que o campeonato era chato. Sempre ouvi a mesma resposta: isso porque seu time não está em primeiro. Ok, agora ele está em primeiro, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, e volto a dizer: é chato, sim. Se fosse bom, não teríamos 3 mil pessoas no jogo do São Paulo. E o problema é bem simples: até 13, 12 rodadas do final, o torcedor não sabe ao certo por que está torcendo.
Outra pérola dos JESO´s é que esse mês de julho terá oito rodadas com jogos domingo e quarta e, ao final, saberemos quem vai disputar o quê no Brasileiro. Bobagem: o mês de julho vai acabar e continuaremos sem saber de nada.
É divertido está na liderança? É, sem dúvida alguma. Mas daí a dizer que isso vai se transformar em alegria generalizada em dezembro vai um loooooooongo caminho. Mais precisamente seis meses (ou meio ano, se preferirem).
SRN, do Coimbra.
Terminou ontem a Taça Libertadores da América. Infelizmente, nenhum clube brasileiro sagrou-se campeão. Uma pena...
SRN, do Coimbra.
Foi um golpe duro de ser assimilado. Ser derrotado nos pênaltis, depois de tudo que fizemos nesta Libertadores, é muito triste. Aceito as gozações numa boa, já era de se esperar. O que nos consola é que estávamos lá, lutando, na disputa do título. Perdemos ganhando o jogo. Não fomos eliminados de forma vergonhosa como outros que, na falta do que fazer, só ficaram "secando".
Dizer o quê mais da decisão de ontem? O time vacilou no início, sofreu um gol bobo, graças a mais um "baile" tomado pelo PerYgor na lateral. Mas foi valente, virou de forma categórica, mesmo sem jogar tão bem, numa noite inspirada de Thiago Neves. Conseguiu em uma hora de jogo fazer o placar que levaria, no mínimo, para a prorrogação.
Tínhamos mais meia hora de tempo normal (ou uma hora contando com o tempo extra) para fazer o gol salvador. Criamos chances para isso. Mas faltou fôlego nos minutos finais e, principalmente, na prorrogação. Nos pênaltis, as pernas estavam pesadas... e deu no que deu.
Nem vou ficar lamentando o pênalti não marcado no Washington e a conivência da arbitragem com a "cera" do goleiro Cevallos. O Fluminense tinha condições de ter feito mais um gol e não conseguiu. Sem fôlego, trocou o toque curto de bola pelos chutões e lançamentos longos. Perdemos este título lá em Quito. Não fosse aquele primeiro tempo tão ruim...
A torcida tricolor não merecia isso. Não mesmo. Foi um show de bandeiras, fogos, gritos de incentivo o tempo inteiro. De arrepiar qualquer apaixonado por futebol. Recebi mensagens de amigos vascaínos e botafoguenses parabenizando pela maravilha proporcionada nas arquibancadas. Uma noite emocionante, que teve um final infeliz, mas que valeu a pena por tudo que se viu, inclusive dentro de campo.
O sentimento geral não era de revolta com o time, mas de inconformismo, de injustiça pelo resultado. Agora não é hora de buscar culpados, de "caçar bruxas". Muito menos de demitir o Renato Gaúcho que, com todas as suas limitações como técnico, chegou longe.
Resta juntar os cacos, fazer um bom trabalho psicológico e buscar a recuperação no Brasileirão, que começa de verdade para o Fluminense no próximo domingo, contra o Goiás, de forma bastante amarga: na lanterna do campeonato, após oito rodadas, e sem o título da Libertadores.
É preciso ter força e muita calma nessa hora...
Do Nascimento

Conca, Thiago Neves e Washington, não se deixem abater.
Nós continuamos acreditando em vocês.
Saudações do Coimbra, do Fonseca e do Pereira.
Nada melhor que entrar no clima de uma decisão estando no lugar onde ela acontece. Depois de garantir na sexta-feira, ainda em Brasília, meus ingressos por vias nada legais (jurídica e, sobretudo, financeiramente falando), cheguei ao Rio na segunda à tarde. E desde então estou mergulhado mais do que nunca no sentimento de ser tricolor.
O Fluminense tomou conta das ruas da cidade. São bandeiras sendo vendidas a cada esquina, penduradas nas janelas dos apartamentos, tremulando pelos carros. Tem torcedor vindo de vários cantos do Brasil e de outros países até.
Claro que também tem flamenguista vendendo bandeira da LDU ou camisa da "Fla Liga", mas isso já faz parte do espírito de porco do "ser urubu". Tiveram até a cara de pau de vestir o Guerrón de rubro-negro! Pra mim, só estão nos dando mais armas. Sem comentários...
Fui, claro, no último treino ontem à tarde. Laranjeiras lotada, a torcida botando pilha, soltando fogos, cantando o hino e os gritos de guerra, como se já fosse a arquibancada da grande final. O sentimento de confiança tomou conta de todos. O grito é um só: "Ô, ô, ô, eu acredito!!!"
Por mais que eu saiba que não será nada fácil reverter os 4 x 2 de Quito, não tem como não se deixar contagiar. Afinal, o Fluminense, mesmo com seus constantes apagões, teve a melhor campanha nesta Libertadores. Foi um time que mostrou raça, determinação, conquistou vitórias épicas.
Claro que isso não vai adiantar nada hoje à noite se os jogadores não mostrarem a mesma atitude dos duelos contra São Paulo e Boca Juniors. Mas temos que acreditar neste retrospecto sensacional no Maracanã. São 100% de aproveitamento (seis vitórias), apenas dois gols sofridos, 16 marcados.
Não é possível que aqueles gols do Dodô e do Washington (no finalzinho) contra o São Paulo; que aquela bola desviada pelo zagueiro do Boca no chute de Conca; que a defesa milagrosa do Fernando Henrique em Quito; que o próprio gol de Thiago Neves lá no Equador, não sejam algum "sinal" (ok, a emoção já tomou conta da razão, mas sou, antes de tudo, um torcedor)!
Fernando Calazans escreveu uma bela coluna hoje em um jornal carioca. Até que ponto a confiança vira soberba. Por mais falastrão que seja, Renato Gaúcho disse uma coisa certa: além de tentar arrumar o time após o desastre da semana passada, ele tem a obrigação de fazer os jogadores acreditarem na reação. O discurso é de otimismo, mas sinceramente não vejo exagero, pelo menos não vindo da equipe. Ninguém pode entrar numa final de cabeça baixa, pô!
A dúvida que paira sobre a escalação é se Dodô deve ou não começar jogando. Eu acho que sim, pois Washington tem ficado muito isolado na frente. Mas não acredito que o Gaúcho vá tirar o Cícero, o "meio-volante, meio-meia, meio-atacante, meio-nada". Nosso treinador vai guardar o