Blog do Vicente


24.07.2008

ESTÁ PÉSSIMA A SITUAÇÃO DE MANTEGA NO GOVERNO

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi escanteado pelo presidente Lula. Além de ter sido obrigado a se calar diante do aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), vem sendo acusado dentro do governo de ter avaliado mal o processo inflacionário que atormenta o país.


Dentro do Palácio do Planalto, ninguém crava a possibilidade de Mantega ser substituído. Mas é visível entre os principais assessores de Lula de que o ministro está mais fraco do que nunca. E se quiser permanecer no cargo terá de falar o menos possível, sobretudo quando o assunto for a política monetária conduzida pelo Banco Central.


O enfraquecimento de Mantega se explicitou com o lançamento do projeto para a criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). Lançado com pompas para ser um instrumento de financiamento às empresas brasileiras no exterior e para ajudar a conter o derretimento do dólar, o fundo se transformou em um mero aumento do superávit primário para ajudar o BC a controlar a inflação.


O ministro acreditava que, ao ceder nesse ponto, o presidente do BC, Henrique Meirelles, lhe daria em contrapartida um aperto mais moderado nos juros. Mantega acreditou tanto nisso, que passou a difundir o discurso de que a inflação alardeada pelo BC não era tão perigosa e que estava restrita ao "feijãozinho".


Além de levar um pito de Lula e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por estar falando bobagem, agora é avaliado como incapaz de enfrentar crises. Em compensação, seu maior desafeto, o presidente do BC, só fez aumentar o prestígio junto a Lula, a ponto de o presidente repetir seu discurso, "de que o governo fará o que for necessário para controlar a inflação".



Brasília, 21h52min

Votos: 0
Tags: Economia 
24.07.2008

PSBD ACUSA LULA DE EMPURRAR PAÍS PARA A ESTAGFLAÇÃO

A oposição resolveu tripudiar o governo usando como argumento a elevação de 0,75 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic). O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, divulgou nota afirmando que a decisão do Banco Central pode empurrar o país para a estagflação, misto de inflação com recessão.


"O BC passou um sinal aos agentes econômicos que a inflação é incontrolável, movimento que, por si só, é capaz de acelerar a inflação, ou melhor, levar-nos para a estagflação, que já ameaça a segunda metade do governo Lula", diz. Ele ressalta ainda que chega a ser irônico o BC dar um choque tão forte nos juros e, no dia seguinte, o IBGE informar que a inflação está caindo.


Segundo o senador, cada ponto percentual a mais na taxa Selic representa despesa adicional em juros de R$ 11 bilhões ao ano, quase o mesmo que se gasta com o Bolsa Família. Ele também enfatiza que os juros altos vão derreter ainda mais as cotações do dólar e desestruturar o setor produtivo ao reduzir sua competitividade.



Guerra acusa o governo Lula de tocar uma política "econômica esquizofrênica": expande a taxa de juros real para conter a demanda da economia e eleva a despesa fiscal com o aumento dos juros, "além de ampliar de maneira irresponsável os gastos federais com avalanches de contratações e aumentos de salários". Só neste ano, destacou Guerra, foram 56 mil novas contratações entre carreiras e funções comissionadas, resultando em expansão de 53% da folha do Tesouro Nacional até 2012.


"Essa é a verdadeira política anti-inflacionária do governo Lula, que deixa de fazer o que seria certo: primeiro, conter o vertiginoso aumento dos gastos correntes, uma verdadeira farra fiscal, comprometendo o futuro do Brasil e jogando o peso da gastança para os próximos governos; segundo, limitar a expansão do crédito", destaca.



Brasília, 18h59min

Votos: 0
Tags: Economia 
24.07.2008

E MANTEGA, HEIM?!?! FAZ QUASE 24 HORAS QUE O BC AUMENTOU OS JUROS E ELE NÃO DISSE NADA

Está todo mundo estranhando, ou mesmo admirando, o comportamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Apesar de toda a Esplanada dos Ministérios saber que ele é totalmente contrário ao choque de juros promovido pelo Banco Central, ainda não falou nada sobre a alta de 0,75 ponto percentual da taxa Selic.


Pelo visto, o enquadramento do presidente Lula funcionou. No início da semana, ele conversou com Mantega e Meirelles sobre o processo de controle da inflação e pediu aos dois que não batessem boca em público sobre a política monetária. A ordem é mostrar união em torno das políticas de governo.


A aposta, agora, é sobre quanto tempo Mantega ficará calado. Estão todos esperando por um pronunciamento dele no púlpito que ele mandou instalar na porta do Ministério da Fazenda.


Brasília, 17h38min

Votos: 0
Tags: Economia 
24.07.2008

APPY GANHA SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE REFORMAS

Já está definido o destino de Bernard Appy. Para que ele não seja rebaixado, de secretário para consultor do Ministério da Fazenda, o governo decidiu lhe dar uma secretaria extraordinária para cuidar das reformas institucionais, entre elas, a tributária.


A nova unidade, que terá menos de 10 funcionários, começará a funcionar no início de agosto. Por isso, adiou-se a posse de Nelson Barbosa na Secretaria de Política Econômica, marcada para o dia 21 de julho, para que ninguém ficasse sem cargo até a definição do futuro de Appy.


Appy, o último remanescente da era Palocci no alto escalão do Ministério da Fazenda, ficará baseado em São Paulo, como era desejo seu. Virá a Brasília sempre que necessário. Mas como reformas não são prioridade dentro do governo, ele não terá que fazer o "sacrifício" de pousar na capital federal com tanta freqüência.


Brasília, 16h22min

Votos: 0
Tags: Economia 
24.07.2008

BC APROVA COMPRA DO REAL PELO SANTANDER

Agora é oficial: o Banco Central aprovou, na terça-feira (dia 22), a compra do Banco Real pelo espanhol Santander. O negócio faz parte de uma transação internacional que envolveu a compra de toda a estrutura do holandês ABN Amro pelo consórcio RFS, formado pelo Santander, pelo belga Fortis e pelo Royal Bank of Scotland.


Com isso, nasce o terceiro maior banco privado do país, com R$ 282 bilhões em ativos, segundo os balanços de março compilados pelo BC, valor muito próximo do total de recursos em poder do Bradesco e do Itáu, os dois líderes. Quando o Banco do Brasil entra da estatística, o Real-Santander cai para a quarta posição.


Isoladamente, o Real é o quinto banco do  país, no ranking geral, e o Santander, o sétimo.


Brasília, 15h44min

Votos: 0
Tags: Finanças 
24.07.2008

PALÁCIO DO PLANALTO COMANDARÁ "OPERAÇÃO OTIMISMO"

O presidente Lula não só endossou o aumento da taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual pelo Banco Central, certo de que o aperto monetário será mais curto do que pensa muita gente, como mandou o governo preparar uma grande "operação otimismo" que se estenderá até o final do ano.

 

Por ordem de Lula, todos os ministérios envolvidos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) farão ampla divulgação de todas as obras que em andamento, como forma de martelar junto à opinião pública que o governo está trabalhando normalmente, a despeito da política de combate à inflação, um fator conjuntural.

 

Também serão alardeados os projetos na área social, como cobrou o presidente de 17 ministros em recente reunião. Para Lula, o governo está fazendo muito pelos mais pobres, mas não consegue passar para a população a dimensão do que está sendo realizado para melhorar as condições de vida do país.

 

Outra frente da "operação otimismo" será a divulgação dos grandes investimentos privados.Nas conversas internas, o presidente tem listado um monte de empreendimentos que vão ampliar a capacidade produtiva e resultarão em mais empregos. E ele quer que, ao se dar publicidade a esses investimentos, o governo incuta na cabeça das pessoas um sinal de confiança no futuro, de que a inflação é um problema conjuntural, que o aumento dos juros será passageiro e que o crescimento da economia vai continuar forte.

 

Brasília, 10h53min

Votos: 0
Tags: Economia 
24.07.2008

SELIC FECHARÁ O ANO EM 14,75%

ARTIGO

CARLOS THADEU FILHO (*)


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade aumentar a Selic em 0,75 ponto percentual, sem viés. Entendemos que essa aceleração vem após o pior da escalada inflacionária em 2008. Entretanto, essa é uma hipótese baseada em nossas projeções para atividade e preços.

 
Consideramos que a atitude do BC é correta (mesmo que atrasada), uma vez que não pode existir o risco de a inflação em 2009 escorregar muito fora da meta. É inegável que há um quadro bastante apertado para a inflação do ano que vem, mesmo se acompanhado de uma desaceleração das commodities.

 
No entanto, discordamos, mais uma vez , do termo "tempestivo" (usado no comunicado do Copom), posto que assume um padrão "conhecido" para a trajetória de juros no futuro. Repetimos - nenhum Banco Central conhece ex-ante o nível de equilíbrio da taxa de juros. Esse termo indica que o BC tem a preocupação em realizar rapidamente o dever de casa, e pode ser associado pelo mercado com um nível menor de taxa de juros no futuro.

Tal percepção reduz a eficácia dos canais de transmissão da política monetária; (i) estimula a expansão do crédito (pois o ajuste é entendido como de curto prazo e um recuo das concessões leva a perda de market-share), (ii) incentiva o consumo intertemporal (os agentes não abrem mão de consumir hoje pois se sentem seguros sobre o nível de emprego e salários).

 
Acreditamos que será repetido o incremento de 0,75 ponto na próxima reunião de setembro. Entretanto, há de se avaliar o efeito de uma possível melhora do nível de preço e uma eventual desaceleração da atividade sobre as expectativas dos agentes. Por enquanto, estamos revisando a taxa Selic para o fim do ano de 14,25% para 14,75%, contemplando mais um aumento de 0,75 ponto e dois na sequência de 0,5 ponto cada, visto que a inflação vai desacelerar.


(*) Economista-chefe da SLW Asset Management

Brasília, 06h01min


Votos: 0
Tags: Política  monetária 
24.07.2008

JUROS VÃO DERRUBAR CRESCIMENTO DO PIB PARA 3% EM 2009, PREVÊEM ANALISTAS

O Banco Central deixou o gradualismo de lado e aplicou um choque de juros no país, certo de que esse é o melhor remédio para retomar o controle da inflação e fazer com que os índices de preços convirjam para o centro da meta definida pelo governo, de 4,5%, já em 2009.


Contrariando a maioria das apostas do mercado, de alta de 0,5 ponto percentual, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto, para 13% ao ano, o patamar mais elevado desde janeiro de 2007. Foi o segundo maior ajuste da Selic em uma reunião do Copom do governo Lula. Em fevereiro de 2003, os juros avançaram um ponto, também para conter um forte surto inflacionário. A Selic começou a subir em abril, quando estava em 11,25%.


Com a nova alta da Selic — antecipada por alguns bancos, que mudaram suas apostas da noite para o dia —, o BC passou dois recados. O primeiro, bastante explícito, foi o de que o ciclo de aumento dos juros será curto mas maior do que o esperado, devido à forte deterioração das estimativas de inflação para este ano, que superaram os 6,5%, teto da meta, e para 2009, que indicam 5%.


O segundo aviso, implícito, foi o de que a fatura do arrocho monetário será cobrada no ano que vem, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) despencando de 5% para algo próximo de 3%. Em compensação, já no segundo semestre de 2009, a Selic poderá cair novamente, reativando a economia o suficiente para dar uma bela ajuda ao candidato do governo à sucessão do presidente Lula em 2010.


Foi esse segundo recado, por sinal, que fez o presidente da República dar carta branca ao time comandado por Henrique Meirelles para botar a inflação nos eixos. Os fortes reajustes dos preços estão punindo os mais pobres, o grosso do eleitorado de Lula, que lhe garantiu um segundo mandato em 2006, a despeito de todas as denúncias de corrupção no governo.


“Com certeza, o tombo da economia em 2009 será forte por causa do aumento dos juros. O crescimento ficará em torno de 3%”, disse o economista-chefe da Concórdia Corretora, Elson Teles. “Se o BC deixar a inflação voltar, os mais pobres devolverão tudo o que ganharam nos últimos anos com a estabilidade da economia”, complementou o consultor financeiro José Luiz Rodrigues.


Surpreendida pela postura mais rígida do Copom, a economista-chefe do Banco Real, Zeina Latif, prevê que os juros subirão mais 0,75 ponto na reunião dos dias 9 e 10 de setembro. Esse aumento deverá ser acompanhado de mais duas elevações de 0,5 ponto cada, com a Selic encerrando o ano em 14,75%.


“A tendência é de que o BC feche o processo de alta da Selic em dezembro”, afirmou Flávio Serrano, economista do Banco BES Investimento. Para o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, dependendo do comportamento da inflação, é possível que o aumento dos juros avance até o primeiro semestre de 2009.


Apesar de a maioria dos analistas apoiar o choque de juros, ou ação “tempestiva contra a inflação” como ressaltou o BC, o clima foi de frustração no Ministério da Fazenda. Tanto o ministro Guido Mantega quanto seus principais assessores acreditavam que o BC pesaria menos a mão nos juros, diante da forte queda dos preços das commodities agrícolas e do petróleo, que ontem fechou a US$ 124,20, com baixa de US$ 4,23 por barril.


Antes do anúncio da decisão do Copom, o presidente Lula afirmou que o combate à inflação é “questão de honra” para o governo “Se alguém imagina que a inflação vai voltar no Brasil, pode tirar o cavalo da chuva. Nós tomaremos todas as medidas que forem necessárias para que a inflação se mantenha controlada”, frisou. Inclusive o choque de juros aplicado pelo BC.


Brasília, 00h01min


Votos: 0
23.07.2008

VENCEU 0 0,75 PONTO. SELIC FOI PARA 13% AO ANO

O Comitê de Política Monetária (Copom) endossou a visão mais pessimista do mercado: elevou em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), para 13% ao ano, o maior patamar desde janeiro de 2007. Desde segunda-feira para cá, o mercado virou suas apostas, sob o comando de Bradesco, Pactual, Itaú e Unibanco Asset Management.

 

Até então, o consenso era de 0,5 ponto.

 

Com essa alta, o BC sinalizou que o aumento dos juros será mais forte para que as expectativas de inflação convirjam rapidamente para o centro da meta definida pelo governo, de 4,5%. Para este ano, o mercado projeta inflação de 6,53%. Para 2009, a estimativa é de 5%.

 

Brasília, 19h28min

Votos: 0
Tags: Economia 
23.07.2008

NA NOVA ZELÂNDIA, JUROS CAEM 0,25 PONTO

Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro decide qual será o tamanho do aumento da taxa básica de juros (Selic), se de 0,5 ou de 0,75 ponto percentual, o BC da Nova Zelândia anuncia corte de 0,25 ponto nos juros de lá, para 8% ao ano.


A Nova Zelândia sempre é citada pelo BC brasileiro como exemplo de país responsável no combate à inflação. Foi lá que surgiu o alardeado sistema de metas inflacionárias no início dos anos de 1990.


Brasília, 18h38min

Votos: 0
Tags: Economia 
23.07.2008

ESTÁ UM FUROR NO MERCADO POR CAUSA DO COPOM

Sem grandes explicações, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começou às 16h16 desta quarta-feira (dia 23), ganhou uma dimensão exarcebada. Tudo porque alguns grandes bancos mudaram as apostas para um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), apesar de a maioria ainda acreditar em 0,5 ponto.


Será que realmente há motivos para altas mais fortes da Selic com o petróleo desabando e as commodities agrícolas derretendo? Eu, particularmente, não vejo razão para uma mudança na política do BC, que sempre tem se pautado pela coerência.


Brasília, 17h09min

Votos: 0
Tags: Política  monetária 
23.07.2008

POSSIBILIDADE DE FALTA DE DINHEIRO DO BNDES É UM BOM PROBLEMA, DIZ MIGUEL JORGE

Muitos empresários andam reclamando da possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, não se abala e classifica essa hipótese como "um bom problema".


Segundo ele, quando o país não crescia, ninguém investia e sobrava dinheiro. "Agora, falta recursos
", ressalta ele. Para o ministro, não há problema nenhum em reservar uma parcela dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para dar fôlego ao banco.


E mais: Jorge não crê que a remuneração dos recursos liberados pelo fundo fique abaixo da correção obrigatória. "Você já viu quanto rendem os depósitos do FGTS?", indaga. Para quem não se lembra, o ministro refresca a memória: Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano.


Brasília, 15h30min

Votos: 0
Tags: Economia 
23.07.2008

O IMPACTO DA QUEDA DOS PREÇOS DAS COMMODITIES NAS CONTAS EXTERNAS DO PAÍS

Se, por um lado, o forte recuo das commodities, especialmente as agrícolas, deve aliviar a inflação no Brasil, por outro, afetará, de forma negativa, as contas externas brasileiras, muito dependentes desses produtos para garantir saldos comerciais positivos.


O grupo de economistas mais pessimistas afirma que, com a redução dos preços das commodities, o déficit em transações correntes tender a aumentar cerca de 1,5 ponto percentual até 2010. Ou seja, o rombo cravaria cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar semelhante ao registrado na administração Fernando Henrique Cardoso e que empurrou o Brasil para uma crise cambial sem precedentes.


Os mais otimistas alegam, porém, que boa parte da perda de receitas em dólar com o barateamento das commodities agrícolas exportadas pelo Brasil será compensada pela menor cotação do petróleo, que tem pesado na conta das importações e reduzido de forma substancial o saldo comercial. Além disso, argumentam que os juros altos continuarão atraindo dólares para o país, ajudando a financiar tranqüilamente o décifit em transações correntes.


Mesmo no Banco Central, são claras as divisões de opiniões. Mas a tendência é de prevalecer a tese mais otimista de que, mesmo maior, o buraco nas contas externas não tenderá a empurrar o país para a crise, especialmente se o Comitê de Política Monetária conseguir trazer as expectativas de inflação para o centro da meta em 2009, mantendo o ritmo de crescimento da economia forte, a ponto de atrair investimentos estrangeiros diretos para manter o balanço de pagamentos no azul.


Brasília, 12h39min

Votos: 0
Tags: Economia 
23.07.2008

FUNDOS ESTRANGEIROS APOSTAM CONTRA AS COMMODITIES

Os grandes fundos estrangeiros, muitos deles chamados de hedge funds, decidiram inverter posições e passaram a apostar pesado contra as commodities, diante os claros sinais de desaquecimento da economia mundial, movimento puxado pelos Estados Unidos, Japão e Europa, que representam mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) global.


Para se ter uma idéia da força desses fundos, desde o início de julho, quando os preços das principais commodities atingiram seu pico, o índice que mede a variação dessas mercadorias despencou 12%, pelos cálculos da Reuters. Essa queda foi puxada pelo milho, que, no acumulado do mês, recuou 27%, e pela soja, com perda de 16% Já o trigo, cuja cotação máxima foi atingida em 12 de março, perdeu, desde então, 37% de seu valor.


Esse índice também considera o petróleo, que, desde a semana passada, ficou US$ 20 mais barato, também por conta da perspectiva de menor demanda mundial.


Brasília, 12h18min

Votos: 0
Tags: Economia 
23.07.2008

QUANDO O ASSUNTO É JUROS, NÃO HÁ CONCORRENTE PARA O BRASIL

Apesar do movimento global de aperto na política monetária, o Brasil continuará sendo o campeão mundial dos juros altos, qualquer que seja o aumento da taxa básica (Selic) a ser anunciado nesta quarta-feira (dia 23) pelo Banco Central.


Nas contas Consultoria UpTrend, caso a Selic aumente 0,5 ponto percentual, como aposta a maioria dos analistas, os juros reais, que descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses, de 5,36%, ficarão em 6,9%, distantes do segundo colocado, a Austrália, com 5,75%, e sem comparação com a média dos 40 países analisados, de -0,2%.


Caso o Comitê de Política Monetária (Copom) forçe mais a mão e eleve a Selic em 0,75 ponto, os juros reais saltarão para 7,2%, consolidando um posto nada invejável e que, certamente, resultará em menor crescimento econômico.


Brasília, 05h30min

Votos: 0
Tags: Política  monetária 
23.07.2008

ALTA DA SELIC SE ESTENDERÁ ATÉ 2009

Apesar da deterioração recente das expectativas inflacionárias e dos números correntes de inflação acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%, o economista-chefe da Real Asset Management, Hugo Penteado, acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) não titubeará em anunciar aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira (dia 23).


Ele acredita, porém, que, ao contrário do que aposta o Palácio do Planalto, o processo de alta da Selic não se encerrará no final deste ano. Deve se estender por 2009, até atingir o pico de 15%, uma forma de combater à deterioração das expectativas de inflação que exclui alimentos e preços administrados.


Segundo Penteado, essa revisão para cima no total do ajuste a ser feito pelo Copom toma como base a grande incerteza sobre o comportamento das commodities que, dado a piora do cenário externo e de uma possível queda da atividade global acima do esperado, pode exercer forças deflacionárias nos próximos seis a nove meses.

 


No entender do economista, embora o Brasil tenha seu crescimento econômico totalmente explicado pelas famílias, governos e empresas, ou seja, pela demanda doméstica, uma reversão do cenário externo pode exercer uma força deflacionária para o país via menor disponibilidade de capitais para investimentos por um período não muito longo, mas o suficiente para causar um menor crescimento econômico em 2009, que já será diminuído com os juros avançando até os 15%.


Penteado destacou ainda que o Brasil não está totalmente imune às crises externas, assim como a China e a Índia também podem ser afetadas por uma inesperada recessão ou redução de atividade nos Estados Unidos, na Europa e no Japão ou no clube dos países ricos. Caso a China e a Índia sofram, os demais países emergentes arcarão com parte da fatura, pois esses dois países determinam a dinâmica econômica da Ásia e da América Latina, que é exportadora líquida de commodities.


Brasília, 00h01min

Votos: 0
Tags: Economia 
22.07.2008

TESOURO DIZ QUE JUROS MAIORES DOS TÍTULOS PÚBLICOS REFLETEM TEMOR COM A INFLAÇÃO

Procurados pelo blog para explicarem a alta de quase 0,5 ponto percentual nos juros pagos pelo Tesouro Nacional nos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (dia 22), conforme nota abaixo, técnicos do órgão argumentaram que os investidores passaram a cobrar prêmios maiores para financiar a dívida pública.


Essa cobrança decorre de dois motivos, que estão interligados: o aumento da inflação e a perspectiva de elevação da taxa básica de juros (Selic) pelo menos até o final do ano. Os investidores queram evitar surpresas desagradáveis mais à frente.


Os técnicos endossaram, porém, o discurso alardeado pela equipe econômica de que a inflação é um problema global e o Brasil está sofrendo menos que outras economias. Mas, independentemente desse cenário um tanto otimista, eles admitiram que o Tesouro Nacional precisa rolar sua dívida, mesmo que para isso tenha de arcar com custos maiores.


Brasília, 21h06min

Votos: 0
Tags: Economia 
22.07.2008

DISPUTA EM TORNO DA USINA DE JIRAU PODE RACHAR O GOVERNO

A ameaça de briga da Odebrecht contra o consórcio liderado pela Suez e a Camargo Corrêa, que ganhou a licitação para a construção da usina de Jirau, no Rio Madeira, preocupa um grupo do governo. Na visão dessa ala, um atraso na obra pode comprometer a programação de entrega de energia exatamente no período de maior descasamento com a demanda, em 2012.


Um dos ministros que apóia a Odebrecht alega que a empresa tinha que reagir ao resultado do leilão. Para ele, a proposta do consórcio Energia Sustentável de mudar o local da hidrelétrica de Jirau justificaria uma ação dura, pois é uma afronta ao edital.


Na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), porém, tal posição é questionável, pois o que importa é a produção de energia, com ou sem mudança no local da usina. O governo, segundo técnicos da Aneel, não comprou uma barragem, mas a produção de energia para suprir as necessidades do país.


Pelo visto, essa disputa ainda vai rachar o governo.


Brasília, 19h09min

Votos: 0
Tags: Economia 
22.07.2008

PARA PLANALTO, PIOR DA INFLAÇÃO JÁ PASSOU

A informação é do repórter Daniel Pereira, do Correio Braziliense: durante reunião da Coordenação Política do governo, nesta terça-feira (dia 22), o presidente Lula, o vice José Alencar e seis ministros (Dilma Rousseff, Guido Mantega, Paulo Bernardo, Tarso Genro, José Múcio e Luiz Dulci) constataram que o pior momento da inflação ficou para trás.


A avaliação foi de que as medidas adotadas pelo governo nos últimos meses, entre elas, o aumento da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, começaram a surtir efeito. Tanto que os números mais recentes da inflação já mostraram desaceleração. Com isso, a cúpula do governo acredita que não haverá tanta necessidade de o BC prolongar o arrocho na política monetária.


Na noite de segunda-feira (dia 21), Lula havia se reunido com Mantega e o presidente do BC, Henrique Meirelles, para discutir a conjuntura atual e o cenário traçado também foi mais positivo, com a inflação deixando de figurar no topo das preocupações do governo.


Agora, a prioridade é de dar visibilidade às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para Lula, o governo precisa mostrar otimismo, que está investindo e que não há motivos para se preocupar além da conta com a inflação.


Brasília, 17h11min

Votos: 0
Tags: Economia