21 de setembro de 2008

Os Cinquenta Melhores do Brasil.


Belo Horizonte, o seja Brumadinhorecebeu no ultimo mês de agosto o Campeonato Brasileiro de Parapente, foram cinqüentapilotos do Brasil inteiro que disputaram térmica a térmica as primeirasposições do ranking Brasileiro.

Durante a festa que durousete dias, tivemos seis provas válidas, com um descarte de resultado a cada trêsprovas, a regra de um descarte a cada três provas foi definida pela comissãotécnica antes do começo do Campeonato, pois havia a possibilidade do ventopermanecer leste e dificultar o início do vôo, visto que o vento leste propiciaa decolagem na rampa moedinha que possui apenas 120 metros de desnível.


As provas eram definidaspela comissão técnica a cada dia, dentro do Vale do Paraopeba que hoje éconhecido como Vale do Charme, segundo as condições meteorológicas de cada dia.



Ao contrário de outros certamesfeitos mundo a fora o Campeonato Brasileiro de Parapente ficou limitado a cinqüentapilotos, o que elevou o nível técnico do Campeonato na razão inversa do riscode acidentes que um Campeonato de Parapente pode apresentar. Somente os cinqüentamelhores e mais experientes pilotos do Brasil participaram do certame. SegundoEuler Darlan Neves Vice Presidente do Clube de Vôo Livre Belo Horizonte; “A tranqüilidadede se fazer um Campeonato onde somente os melhores e mais bem preparadospilotos de parapente do Brasil é muito grande, como todos puderam ver, apesarda infra estrutura de resgate para um possível acidente, que contava inclusivecom um Helicóptero na rampa, o índice de acidentes foi zero, mesmo tendo amaioria dos pilotos voado com protótipos, ou seja velas de altíssima performance,além do local que é considerado um dos mais técnicos e temidos do mundo.”



De fato a Serra da Moeda étida como um dos locais que mais mete medo nos praticantes de Vôo Livre doBrasil, o fato é que pouquíssimos pilotos além é claro dos que voam normalmentenaquele local, se aventuram a vir em campeonatos na Moeda, um conjunto formadopor um relevo repleto de minério de ferro, causador natural de térmicas fortese uma condição meteorológica invejável, pode ser a formula certa tanto paravôos de mais de 270 Km como foi feito no dia da abertura do campeonato peloPiloto Luciano Henrique ( Bahiano ), como para uma seqüência de colapsos eturbulências experimentadas por muitos incautos que já se aventuraram pelastérmicas da Serra da Moeda.


O Campeonato sagrou pelaOitava vez, o capixaba Frank Thomas Brown, patrocinado pela Sol Paragliders comoCampeão Brasileiro, em segundo o californiano naturalizado Brasileiro RichardPethigal, patrocinado Pela Swing Paralides e o catarinense Ewerton Secco,Patrocinado pela Advance Paragliders em terceiro Lugar. Na categoria feminina tivemoscomo campeã a carioca Kamira Rodriguês Patrocinada pela Sol Paragliders, e a gaúchaDomenica Tcacenco Patrocinada pela Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, aliásum ótimo exemplo a ser seguido por outras Prefeituras ao se pensar numapolítica séria de desenvolvimento do esporte.


Alémda presença ds pilotos do público e da imprensa, tivemos a grata visitado representante do Ministério do Esportes, o Diretor de Programas Dr.Alcino Rocha, que elogoiou muito a iniciativa tanto do clube local,CVLBH da Federação Mineira FMVL como da Associação Brasileira de VôoLivre ABVL pela realização de um evento de tal magnitude com um altoindice técnico e zero acidentes ou incidentes.

É isso aí galera, parabéns ao pessoal da ABVL,  FMVL edo CVLBH que fez a coisa acontecer mais uma vez.

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13 de agosto de 2008

Aprendendo a Voar.....

Galera devido minha grande paixão pela aventura e mais ainda pelo Vôo Livre, pensando em mostrar o caminho para aqueles que buscam a felicidade bem acima das montanhas, pedi a um grande amigo e um dos melhores instrutores de Parapente do Brasil na atualidade que desse aqui as primeiras dicas prá quem quer se aventurar pelo infinito céu azul. O texto é muito legal e repleto de dicas importantíssimas prá quem quer aprender a voar sem ter que se quebrar. Divirtam-se e bom vôo !!!

 

APRENDENDO A VOAR

 

 

Se por uma razão que até mesmo você desconhece, repentinamente o vôo livre chamou sua atenção e o desejo de tirar os pés do chão e alcançar as nuvens começou a te atrair, então este texto pode ser uma leitura interessante.

 

Presumindo que você já se decidiu quanto à modalidade (Asa Delta ou Parapente), vamos começar com as perguntas clássicas: “Como, quando, onde e por quê?”. Não necessariamente nesta ordem.

 

Por quê? – Pense no verdadeiro motivo que o está levando a querer voar. Pode parecer chato, mas é tão importante quanto saber por que você quer se casar. Afinal o vôo livre vai fazer parte de sua vida diária daqui para frente. E é quase como um casamento, tem o romance, a paixão, o prazer, os gastos e também os momentos difíceis.

Considere:

- Você achou tudo bonitinho, colorido, uma gracinha e quer voar. Esqueça! Vai dar mais trabalho do que você pensa. Faça um vôo duplo com um piloto e pronto.

- Você acha que vai impressionar as garotas, fazer sucesso com seu equipamento importado e sua pinta de piloto Pro. Esqueça! Provavelmente vai morrer de medo nos primeiros vôos e vai acabar pagando o maior mico. É melhor fazer um vôo duplo, tirar umas fotos e colocar no seu Orkut!

 

 

 

- Você se acha corajoso, aventureiro, que topa qualquer parada, não tem medo de nada e está afim de muita adrenalina. Esqueça! Você vai nos dar muito trabalho tentando ser mais um candidato a acidentes. Procure uma pista de kart e solte a adrenalina por lá.

- MAS! Se você fica hipnotizado com as nuvens, com o vôo dos pássaros, sente o vento bater no seu rosto e te chamar. Sabe que tem um pouco de medo, mas mesmo assim tem vontade de saber como é. BINGO! Então você é um sério candidato ao vôo livre.

 

Quando? – Muitas vezes fui abordado com a pergunta: “Qual a melhor época para se aprender a voar?” Esta pergunta pode se referir tanto à época do ano quanto época da vida, em qualquer um dos casos a resposta é a mesma. A melhor época é no momento em que você decide que quer voar. Quando bate aquela vontade de verdade e ela não passa.

É claro que se você for menor de idade, precisa da autorizarão dos pais. Se for muito menor, vai ter que esperar. Se for idoso vai depender da sua condição física.

Mas se fica pensando que talvez depois das férias, vai ter mais tempo, ou quem sabe no ano que vem, ou talvez depois do casamento, ou depois de... Então você não está assim com tanta vontade. Sente-se um pouco e espere a vontade passar.

Aprender a voar dá tanto trabalho quanto aprender a tocar piano (eu não toco, mas já ouvi dizer). Se você não treinar sempre e não perseverar, vai desistir. E voar não é como comprar uma bicicleta e sair de vez em quando para dar uma voltinha. Ou você treina, treina, treina e fica bom, bom mesmo, ou então nem começa. Se voar pouco, você nunca fica bom e sempre está correndo risco. Então se quer realmente voar, comece agora e se dedique.

 

Como e Onde? – Se na sua cidade ou perto dela existe um local de prática de vôo livre (nós chamamos de rampa de decolagem), então é lá que você deve ir. Se não tiver nenhuma rampa de decolagem na sua região então é mais difícil. Você vai ter que procurar a que esteja mais próxima e fazer uma visita. Se não existir nenhum local de vôo nem mesmo próximo de onde você está então procure um esporte mais adaptado à sua região.

Quando for visitar a rampa de decolagem, procure conhecer o local e os pilotos. Converse com os praticantes e procure informações sobre as escolas. É bem provável que logo na chegada você seja assediado pelos pilotos de vôo duplo, que vão lhe oferecer a forma mais fácil de sentir a sensação de voar. Ouso dizer que não é a mesma coisa. É claro que você vai voar. Vai voar acompanhado e sentir a sensação do vôo. Mas nem se aproxima da sensação de voar sozinho. Podemos comparar com andar de carro no banco do passageiro e dirigir o carro. São duas sensações totalmente diferentes.

Normalmente as boas escolas de vôo livre oferecem uma aula experimental gratuita, na qual você poderá ter um gostinho do vôo sozinho. É claro você irá voar baixo (mais ou menos um ou dois metros do chão), mas a sensação é bem mais parecida.

Continuando. Vá até a rampa de decolagem e procure informações sobre as Escolas de vôo e Instrutores. Não fique com o primeiro que aparecer, converse com os pilotos (que não são instrutores nem pilotos de vôo duplo) e pergunte a opinião de cada um. “Quem é o melhor instrutor?” “Qual é a melhor escola?”. Procure saber a opinião dos pilotos formados sobre seus próprios instrutores. Depois procure o mais indicado (ou os mais indicados) e vá conversar com ele(s) e ver se gosta do(s) sujeito(s).

 

Escolher um bom instrutor é tão importante quanto escolher um bom médico. Existem todos os tipos de médicos dentro da especialidade que você procura. E com os instrutores também é assim, lembre-se que sua vida vai estar sob a responsabilidade dele. Então não se deixe levar pelo papo bacana ou pela pinta do sujeito, o que interessa é o quanto ele se preocupa, cuida de seus alunos e como os ensina.

 

Um bom instrutor e uma boa escola não vão só te ensinar a voar. Vão transformar você num voador. Que é uma outra pessoa. Alguém que vai decolar não só porque quer voar, mas por que sabe que é a hora certa. Alguém que sabe principalmente quando não voar, sabe onde estão os seus limites, sabe como supera-los e até onde pode ir.

O bom instrutor vai te ensinar a ouvir, sentir, avaliar, considerar e principalmente a aproveitar o máximo do prazer de voar. Seja fazendo um vôo longo, alto e turbulento ou um vôo suave, liso e com um lindo visual. Cada vôo tem o seu valor e cada vôo tem algo para te ensinar e o bom instrutor vai te ajudar a descobrir isto.

 

E se fizer bem a sua escolha e seguir o que ele lhe disser, provavelmente vai voar com segurança e por muitos anos.

 

Espero ter ajudado em sua escolha e desejo a você bons vôos.

 

E lembre-se, quando em dúvida não deixe de perguntar.

 

Concéssio Cançado

Instrutor de Parapente

Fly By Nigth Escola de Parapente

www.flybynight.pro.br

 

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