Paulo Sergio/Lancepress Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press
A viagem do Cruzeiro ao Rio de Janeiro, nessa quinta-feira, foi mais do que proveitosa. Com uma vitória maiúscula sobre o Vasco, por 3 a 1, em São Januário, o time colheu seu 13º triunfo no Campeonato Brasileiro, o quarto fora de casa.
O resultado ganhou tons ainda mais positivos com o grave tropeço do Palmeiras, que foi goleado em São Paulo pelo Sport, por 3 a 0. O enredo de um dia perfeito para a Raposa valeu a reconquista da vice-liderança da competição, com cinco pontos de distância para o Grêmio, que ainda jogará na 24ª rodada e ainda poderá ampliar a vantagem. O compromisso dos gaúchos será contra o Fluminense, no Maracanã, neste sábado. Com certeza, a equipe de Cuca contará com o apoio de milhões de olhares gordos e estrelados mirados para Celso Roth.
Para sorte da Raposa, Ramires não foi seduzido pelos milhões da Rússia e provou, diante dos cariocas, que é mesmo uma das peças fundamentais do elenco azul. Volante que dá bom combate no meio, tem talento para sair com a bola dominada e avança rumo ao gol sem receio, na medida certa. Com mais uma arrancada em direção às traves deixou o Vasco com um a menos e ainda cravou sua marca na rede de Tiago.
No próximo dia 14, os comandados de Adílson Batista recebem a trupe de Vanderlei Luxemburgo no Mineirão. É a chance que a equipe terá para consolidar a segunda posição e seguir na caça ao Tricolor gaúcho.
SORÍN
A quinta-feira também foi de festa em Belo Horizonte. Sorín foi recebido com merecida pompa em Confins e começará seu tratamento para se recuperar de uma lesão no joelho direito. A esperança é que ele possa defender a camisa estrelada na próxima temporada.
O carinho dos celestes com o argentino é legítimo e o jogador merece mesmo este vínculo estreito que tem com os torcedores. Num futebol pasteurizado, permeado pelo pouco respeito dos atletas aos clubes, da troca fácil de caráter por dinheiro, das falsas juras de amor a um escudo, Sorín é mesmo muito diferenciado no respeito que demonstra ao Cruzeiro.
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Jorge Gontijo/EM/D.A Press
O Atlético recebeu o São Paulo no Mineirão e os ‘reis do empate’ do Campeonato Brasileiro 2008 mantiveram o enredo e deixaram o gramado com mais uma igualdade cravada na tabela: nove no total.
O 1 a 1 manteve o Galo na 12ª colocação e a equipe só volta a jogar no dia 13, contra o lanterna Ipatinga, no Vale do Aço. Com mais posse de bola e domínio da partida, o Alvinegro voltou a sentir sua carência mais crônica: um bom finalizador, aquele homem de área nato, especialista, talentoso, talhado para balançar as redes.
Os atleticanos reclamaram muito da arbitragem. Até o comedido Marcelo Oliveira falou sobre o tema. O pernambucano Nielson Nogueira Dias realmente esteve longe de um bom apito e deixou de marcar um pênalti para os mineiros, aos 34 minutos da etapa inicial, quando Jael foi puxado por André Dias dentro da área. Mas o Galo não perdeu por causa do árbitro. Voltou a errar muitas finalizações e pagou o preço da ineficiência.
Essa ‘ladainha’ da arbitragem - que realmente é péssima, mas não tem alvos prediletos e prejudica todas as 20 equipes, alternadamente - não pode voltar a ser o foco das atenções no Atlético. O clube tem preocupações mais urgentes. Não pode e nem deve distrair seu foco.
TELÊ SANTANA
A noite também foi de celebrações no Mineirão. Telê Santana ganhou um busto no hall do estádio. Homenagem mais do que merecida por um homem que deu mais dignidade ao futebol. Lá de cima, ele deve estar muito chateado com o péssimo trato que a camisa alvinegra tem recebido neste lamentável 2008.
É de gente como Telê e dos times que ele dirigiu no Galo é que os torcedores devem sentir saudades. Um clássico da envergadura de Atlético x São Paulo já mereceu bem mais do que os 6.393 pagantes que estiveram na Pampulha nessa quarta-feira.
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Paulo Filgueiras/EM/D.A Press Adriano Vizoni/ Futura Press
O domingo teve tons de decepção para celestes e alvinegros, já que Cruzeiro e Atlético saíram na frente contra seus oponentes, mas entregaram a igualdade de bandeja para Coritiba e Portuguesa.
No Mineirão, o gol de Espinoza, aos quatro minutos de partida, anunciava uma noite vitoriosa, que não se concretizou. Depois da ‘boa impressão’, o Coxa tomou as rédeas da partida, envolveu a Raposa e mandou no gramado. Com mais volume de jogo e maior posse de bola, a equipe de Dorival Júnior inverteu a ordem natural das coisas e roubou dos estrelados o papel de protagonista. O ‘Gigante da Pampulha’ se transformou no Couto Pereira e era o Coxa quem tinha a iniciativa. Acuados, os mineiros tentavam responder apenas nos contragolpes.
Mais uma vez Adílson Batista mexeu mal. Sacou Weldon, que realmente foi péssimo, e colocou Elicarlos entre os titulares. O raciocínio foi o de reforçar a marcação para possibilitar mais presença e rapidez nos contra-ataques. É uma postura bastante equivocada para um time que pretende brigar pelo título, vinha de duas derrotas seguidas e jogava sob os olhos de sua torcida. Depois, ele sacou Wagner e colocou Jajá em campo, mas já era tarde. De novo, ele ouviu o coro de “Burro, Burro, Burro…” e viu a diferença do clube que comanda aumentar para oito pontos em relação ao Grêmio, líder da tabela.
Sinceramente, com Camilo e Gérson Magrão entre os relacionados, o técnico não deveria ter optado por Elicarlos no lugar de Weldon. A escolha foi medrosa, conservadora, e o castigo veio ligeiro. Em 12 pontos já queimados no returno, o Cruzeiro soma apenas um terço de aproveitamento. Muito pouco para quem quer alcançar os gaúchos de Celso Roth.
GALO
No Canindé, César Prates até que tentou pavimentar uma vitória no Brasileirão, com um gol de falta aos 16 minutos do primeiro tempo, mas Washington acabou com a festa na etapa complementar, ao cravar o empate em São Paulo.
Dos 12 pontos do returno, o Galo somou cinco. Repetindo a tônica da primeira metade da competição, o aproveitamento fora de casa continua pífio: de seis pontos, apenas um foi conquistado. Em 12 duelos longe de seu terreiro, o Alvinegro venceu apenas um, empatou quatro e perdeu sete.
O próximo compromisso mete medo na torcida. O time de Marcelo Oliveira recebe o São Paulo no Mineirão. A equipe de Muricy Ramalho foi responsável por um dos vexames colhidos pelo Atlético em seu centenário. O confronto do primeiro turno terminou com um sonoro 5 a 1 para os paulistas, na quinta rodada do certame.
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