Sexta-feira, 05 de setembro de 2008

VITÓRIA MERECIDA

   Paulo Sergio/Lancepress                                                                                  Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press


A viagem do Cruzeiro ao Rio de Janeiro, nessa quinta-feira, foi mais do que proveitosa. Com uma vitória maiúscula sobre o Vasco, por 3 a 1, em São Januário, o time colheu seu 13º triunfo no Campeonato Brasileiro, o quarto fora de casa.

O resultado ganhou tons ainda mais positivos com o grave tropeço do Palmeiras, que foi goleado em São Paulo pelo Sport, por 3 a 0. O enredo de um dia perfeito  para a Raposa valeu a reconquista da vice-liderança da competição, com cinco pontos de distância para o Grêmio, que ainda jogará na 24ª rodada e ainda poderá ampliar a vantagem. O compromisso dos gaúchos será contra o Fluminense, no Maracanã, neste sábado. Com certeza, a equipe de Cuca contará com o apoio de milhões de olhares gordos e estrelados mirados para Celso Roth.

Para sorte da Raposa, Ramires não foi seduzido pelos milhões da Rússia e provou, diante dos cariocas, que é mesmo uma das peças fundamentais do elenco azul. Volante que dá bom combate no meio, tem talento para sair com a bola dominada e avança rumo ao gol sem receio, na medida certa. Com mais uma arrancada em direção às traves deixou o Vasco com um a menos e ainda cravou sua marca na rede de Tiago.

No próximo dia 14, os comandados de Adílson Batista recebem a trupe de Vanderlei Luxemburgo no Mineirão. É a chance que a equipe terá para consolidar a segunda posição e seguir na caça ao Tricolor gaúcho.

SORÍN

A quinta-feira também foi de festa em Belo Horizonte. Sorín foi recebido com merecida pompa em Confins e começará seu tratamento para se recuperar de uma lesão no joelho direito. A esperança é que ele possa defender a camisa estrelada na próxima temporada.

O carinho dos celestes com o argentino é legítimo e o jogador merece mesmo este vínculo estreito que tem com os torcedores. Num futebol pasteurizado, permeado pelo pouco respeito dos atletas aos clubes, da troca fácil de caráter por dinheiro, das falsas juras de amor a um escudo, Sorín é mesmo muito diferenciado no respeito que demonstra ao Cruzeiro.

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Votos: 1
Tags: Cruzeiro    Vasco    3x1    Campeonato  Brasileiro    Sorín 
Quinta-feira, 04 de setembro de 2008

EMPATE NO FINAL; JUSTA HOMENAGEM

                                                                                                                            Jorge Gontijo/EM/D.A Press


O Atlético recebeu o São Paulo no Mineirão e os ‘reis do empate’ do Campeonato Brasileiro 2008 mantiveram o enredo e deixaram o gramado com mais uma igualdade cravada na tabela: nove no total.

O 1 a 1 manteve o Galo na 12ª colocação e a equipe só volta a jogar no dia 13, contra o lanterna Ipatinga, no Vale do Aço. Com mais posse de bola e domínio da partida, o Alvinegro voltou a sentir sua carência mais crônica: um bom finalizador, aquele homem de área nato, especialista, talentoso, talhado para balançar as redes.

Os atleticanos reclamaram muito da arbitragem. Até o comedido Marcelo Oliveira falou sobre o tema. O pernambucano Nielson Nogueira Dias realmente esteve longe de um bom apito e deixou de marcar um pênalti para os mineiros, aos 34 minutos da etapa inicial, quando Jael foi puxado por André Dias dentro da área. Mas o Galo não perdeu por causa do árbitro. Voltou a errar muitas finalizações e pagou o preço da ineficiência.

Essa ‘ladainha’ da arbitragem - que realmente é péssima, mas não tem alvos prediletos e prejudica todas as 20 equipes, alternadamente - não pode voltar a ser o foco das atenções no Atlético. O clube tem preocupações mais urgentes. Não pode e nem deve distrair seu foco.

TELÊ SANTANA

A noite também foi de celebrações no Mineirão. Telê Santana ganhou um busto no hall do estádio. Homenagem mais do que merecida por um homem que deu mais dignidade ao futebol. Lá de cima, ele deve estar muito chateado com o péssimo trato que a camisa alvinegra tem recebido neste lamentável 2008.

É de gente como Telê e dos times que ele dirigiu no Galo é que os torcedores devem sentir saudades. Um clássico da envergadura de Atlético x São Paulo já mereceu bem mais do que os 6.393 pagantes que estiveram na Pampulha nessa quarta-feira.


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Votos: 1
Tags: Atlético    São  Paulo    1x1    Campeonato  Brasileiro    Telê  Santana 
Quarta-feira, 03 de setembro de 2008

NÚMEROS QUE NÃO MENTEM

                                                                                                           Renato Weil/Estado de Minas


Na semana passada escrevi aqui que o Galo estava matando o seu maior patrimônio, ao oferecer aos seus torcedores campanha tão ridícula no ano centenário, prometido como vencedor por essa diretoria que comanda o Alvinegro em seu ano mais importante.

Num rápido passeio pelas estatísticas oficiais da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, trago números inquestionáveis do mal que esse limitado time tem feito à sua gente, que anda desiludida, sem saber o que fazer, ou para onde correr, diante de tantos descalabros e vexames.

O Atlético fechou o Brasileiro do ano passado como dono do quinto melhor público da competição e uma média de 23.199 torcedores por duelo (em 19 jogos). Na atual temporada,  a média de público preta e branca
(a 11ª entre 20 clubes) despencou para 13.109 (em 11 partidas). A queda de 10 mil pagantes por compromisso nada mais é do que o reflexo da mágoa de uma turma que anda cansada de enxergar mediocridade no gramado.

Também disse aqui que achava que nem o rebaixamento para a Segunda Divisão do futebol brasileiro  tinha doído tanto nos alvinegros como essa sucessão de humilhações centenárias que o clube coleciona em 2008.  Os números comprovam a tese. Em 2006, longe da elite, os comandados de Levir Culpi foram os campeões de público, somando as Séries A e B, com média de 31.922 pagantes por rodada. O Grêmio, líder de popularidade naquele ano, levou média de 25.630 torcedores ao Olímpico.

Tenho um amigo alvinegro aqui na redação que diz que era feliz e não sabia em 2006. Atleticano de quatro costados, daqueles que compram quatro camisas por temporada, ele alimenta uma indiferença cada vez maior por um time que desrespeita a instituição que ele aprendeu a admirar. Não vai mais ao campo, não se machuca, nem se sacrifica mais por esse elenco e por essa diretoria.

No início da semana, perguntei se ele iria ver Atlético x São Paulo. “Tá louco?”, foi a resposta. Os 5 a 1 aplicados pelo Tricolor paulista no turno do Nacional ainda doem em muitos atleticanos.

E ainda tem jogador se revoltando quando é questionado sobre as seis goleadas que o time já sofreu em 2008. A receita para não ser mais confrontado com os vexames é simples: basta evitá-los!

PÚBLICO CELESTE

Em terceiro lugar na tabela, a oito pontos do líder Grêmio, o Cruzeiro mostra números semelhantes aos de 2007 no quesito público. A Raposa fechou o ano passado com o quarto melhor desempenho nas arquibancadas entre os 20 clubes da Série A, com 446.568 pagantes em 19 partidas. A média foi de 23.504 por compromisso.

Na atual temporada, somados os 11 primeiros jogos caseiros, os celestes mantêm a quarta colocação geral (soma total), com a quinta melhor média: 21.608 torcedores por duelo.



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Tags: Atlético    São  Paulo    Torcida    Público    Vexame    Goleadas 
Segunda-feira, 01 de setembro de 2008

EMPATES AMARGOS

   Paulo Filgueiras/EM/D.A Press                                                                   Adriano Vizoni/ Futura Press


O domingo teve tons de decepção para celestes e alvinegros, já que Cruzeiro e Atlético saíram na frente contra seus oponentes, mas entregaram a igualdade de bandeja para Coritiba e Portuguesa.

No Mineirão, o gol de Espinoza, aos quatro minutos de partida, anunciava uma noite vitoriosa, que não se concretizou. Depois da ‘boa impressão’, o Coxa tomou as rédeas da partida, envolveu a Raposa e mandou no gramado. Com mais volume de jogo e maior posse de bola, a equipe de Dorival Júnior inverteu a ordem natural das coisas e roubou dos estrelados o papel de protagonista. O ‘Gigante da Pampulha’ se transformou no Couto Pereira e era o Coxa quem tinha a iniciativa. Acuados, os mineiros tentavam responder apenas nos contragolpes.

Mais uma vez Adílson Batista mexeu mal. Sacou Weldon, que realmente foi péssimo, e colocou Elicarlos entre os titulares. O raciocínio foi o de reforçar a marcação para possibilitar mais presença e rapidez nos contra-ataques. É uma postura bastante equivocada para um time que pretende brigar pelo título, vinha de duas derrotas seguidas e jogava sob os olhos de sua torcida. Depois, ele sacou Wagner e colocou Jajá em campo, mas já era tarde. De novo, ele ouviu o coro de “Burro, Burro, Burro…” e viu a diferença do clube que comanda aumentar para oito pontos em relação ao Grêmio, líder da tabela.

Sinceramente, com Camilo e Gérson Magrão entre os relacionados, o técnico não deveria ter optado por Elicarlos no lugar de Weldon. A escolha foi medrosa, conservadora, e o castigo veio ligeiro. Em 12 pontos já queimados no returno, o Cruzeiro soma apenas um terço de aproveitamento. Muito pouco para quem quer alcançar os gaúchos de Celso Roth.

GALO

No Canindé, César Prates até que tentou pavimentar uma vitória no Brasileirão, com um gol de falta aos 16 minutos do primeiro tempo, mas Washington acabou com a festa na etapa complementar, ao cravar o empate em São Paulo.

Dos 12 pontos do returno, o Galo somou cinco. Repetindo a tônica da primeira metade da competição, o aproveitamento fora de casa continua pífio: de seis pontos, apenas um foi conquistado. Em 12 duelos longe de seu terreiro, o Alvinegro venceu apenas um, empatou quatro e perdeu sete.

O próximo compromisso mete medo na torcida. O time de Marcelo Oliveira recebe o São Paulo no Mineirão. A equipe de Muricy Ramalho foi responsável por um dos vexames colhidos pelo Atlético em seu centenário. O confronto do primeiro turno terminou com um sonoro 5 a 1 para os paulistas, na quinta rodada do certame.


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Tags: Cruzeiro    Coritiba    Atlético    Portuguesa    Brasileiro    1x1 
Sexta-feira, 29 de agosto de 2008

GALO ESTÁ MATANDO SEU MAIOR PATRIMÔNIO

                                                                                                             Jorge Gontijo/EM/D.A Press


Me formei em Jornalismo no final de 1996 e minha primeira missão como profissional foi cobrir o Atlético. Sou de um tempo em que o Galo ainda treinava na Vila Olímpica. Por isso, posso escrever, com segurança, que poucas vezes vi a torcida atleticana tão amargurada e magoada como vejo agora. Acho que nem a queda para a Segunda Divisão do futebol brasileiro doeu tanto nos alvinegros como essa sucessão de vexames centenários que o clube coleciona em 2008.

Nessa quinta-feira, um dia após a humilhação diante do Botafogo  - e imagino que ela não será a última coça do ano -, o ‘Girando a Bola’ foi invadido pela dor e indignação dos atleticanos. Foram mais de 250 comentários.

Percebo, pelas palavras que vi no blog, que grande parte da torcida está perdida, sem rumo. Para ela, pior do que o gravíssimo momento do clube é mirar o futuro e não enxergar perspectivas de melhora, algum alento. É isso que esgota as forças dessa gente abnegada, que está extenuada de ver um time ridículo em campo.

Um grande amigo que tenho levou o filho pela primeira vez no Mineirão, nesta quarta-feira. Cansado deste futebol porco que o Galo tem apresentado, ele foi embora ainda no intervalo. Sábia decisão. Poupou o garoto do desastre que seria escrito no segundo tempo.

Poderia replicar aqui as dezenas de mensagens que recebi também por e-mail, ou algumas das centenas de desabafos que estão aí no espaço destinado para comentários

Preferi escolher duas, emblemáticas, que representam o sentimento dessa nação envergonhada:


Valter Batista Fernandes Júnior:

“Gostaria de estar nascendo hoje, pra ver se meu pai me direcionaria para outro esporte, pois como todo atleticano vem de berço o sofrimento é muito forte. Fico me perguntando se neste Conselho do Atlético não tem nenhuma pessoa bem intencionada para que possamos dormir quando acaba um jogo. Como é difícil ter tanta paixão por um clube que não tem respeito pelo seu torcedor. Me sinto um verdadeiro ‘Kamikase’. Me sacrifico por ideologias imbecis”

Wilson:

“Tenho 40 anos de idade. Cheguei em casa na hora do segundo gol do Botafogo e, mais uma vez, tive que mudar de canal rapidinho, pois minha filhinha de 6 anos não podia ver mais um vexame do Galo. Cheguei hoje para trabalhar e vários amigos comentando que só viram um pedaço do jogo... Sabe o que está acontecendo? O patrimônio mais valoroso do time está se perdendo, está indo embora, não agüenta mais sofrer. A torcida está deixando o time de lado, a situação é ridícula, os amigos cruzeirenses ficam só esperando o próximo jogo do Galo, as gozações são certas. O Galo não merece a torcida que tem. Abraço!”


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CRUZEIRO

Em terceiro lugar na tabela, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Coxa, para seguir sua caça ao Grêmio, líder do Brasileirão.

Fora das quatro linhas de cal, a sexta-feira foi de novidades na Toca da Raposa II. O clube anunciou a contratação do atacante Thiago Ribeiro, ex-São Paulo, que estava no Catar. Com apenas 22 anos, ele merecerá uma seqüência de jogos para ser criteriosamente avaliado, já que estava atuando longe dos nossos olhos. É uma aposta para resolver o buraco deixado por Marcelo Moreno no setor ofensivo celeste.

Quem está de saída é Charles. O volante vai ocupar o lugar que os russos sonharam para Ramires no Lokomotiv. Do meio-campo titular da Raposa, Charles era o mais brigador e o menos técnico. Bom jogador, fará falta no encaixe de Adílson Batista. Dos quatro homens de confiança do técnico no setor é o que deixará menos prejuízos. Com certeza, as ausências de Fabrício, Wagner e Ramires seriam mais lamentadas.


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Tags: Atlético    Centenário    Vergonha    Crise    Botafogo    5x2    Cruzeiro   
Quinta-feira, 28 de agosto de 2008

TODO DIA ELES FAZEM TUDO SEMPRE IGUAL...

                                                                                   Jorge Gontijo/EM/D.A Press


Ao escrever o título acima me lembrei da música ‘Cotidiano’, uma das muitas obras-primas de Chico Buarque.  Num dos versos, Chico canta: “Todo dia eu só penso em poder parar...”. Após mais um vexame centenário é essa vontade que muitos alvinegros devem estar sentindo. Querem deixar o time de lado, não mirar mais paixão num grupo limitado, incapaz, que não os representam.

Segundo o dicionário, cotidiano quer dizer “que é comum; banal” e também “conjunto de ações, geralmente pequenas, realizadas por alguém todos os dias de modo sucessivo e contínuo; dia-a-dia”.

E é assim, pequeno, minúsculo, que tem sido o 2008 atleticano. Uma sucessão de vexames, humilhações que se atropelam, e sofrimento de sobra para uma gente que não vê seu amor correspondido dentro do gramado.

No mês passado disse aqui – e fui até questionado por muitos – que o Atlético não deveria pensar na Copa Sul-Americana, para se dedicar apenas à briga contra o rebaixamento. Agora, o Galo não precisa mais decidir. O Botafogo tomou do clube o devaneio de um título internacional, que teria que ser conquistado por uma equipe absurdamente carente de talento.

Planejaram festas, planejaram camisas douradas. Esqueceram apenas do essencial: um time.

E a peleja só termina em dezembro. Que o torcedor mais otimista não se iluda com os 4 a 0 sobre o Furação e a 11ª colocação momentânea na tabela do Campeonato Brasileiro. A Segunda Divisão estará no encalço do Atlético até o último sibilar do apito, a última volta do relógio.

O 5 a 2 caseiro – só não foi seis por causa da displicência de Gil, que isolou um pênalti – é a mais nova humilhação na prateleira centenária de Ziza Valadares.

OBS: Gostaria de informar aos usuários do blog que este espaço jamais será canal para ameaças absurdas e irresponsáveis, contra quem quer que seja. A violência e a intimidação jamais serão instrumentos de transformação. A equipe técnica dos Associados Minas tem como rastrear IP's de máquinas e descobrir os responsáveis por essa forma equivocada de protesto. E é isto que será feito!

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Quarta-feira, 27 de agosto de 2008

GALO TEM QUE QUITAR DÍVIDA COM A SUA GENTE!

                                                                                                                  Jorge Gontijo/EM/D.A Press


A quarta-feira é de parada indigesta para o Galo. O time recebe o Botafogo, no Mineirão, com a missão de vencer por 2 a 0 ou três gols de diferença para avança à próxima fase da Copa Sul-Americana.

Não será fácil e a torcida sabe disso. Mesmo com o time embalado pelos 4 a 0 sobre o xará paranaense, a equipe de Marcelo Oliveira terá dificuldades para aplicar um largo placar num adversário que tem sido o carrasco atleticano nos últimos tempos.

É bom que esse grupo de jogadores tenha a noção exata do que significa o embate desta quarta. Pisar na fase internacional da competição talvez seja a última chance para o início de uma reaproximação do clube com a sua gente, que vem sendo judiada neste centenário fadado ao fracasso.

O 2008 do Atlético anda bem diferente, muito fora de compasso, muito longe da ‘sinfonia’ de bola prometida por Ziza Valadares.

Para bater o Alvinegro carioca, Édson & Cia terão que encerrar um tabu de sete longos anos. O Fogão está entalado na garganta do Galo, após duas eliminações seguidas nas duas últimas edições da Copa do Brasil.

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