Jorge Gontijo/EM/D.A Press
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Na reta final, o Brasileirão 2008 reserva emoções cada vez mais intensas. Além da briga ferrenha nos dois extremos da tabela, o desmembramento de datas coloca mais adrenalina nesse caldeirão.
Como na semana passada, por causa das eleições, os compromissos válidos pela 29ª rodada do Nacional também serão realizados de quarta à sábado. Dessa vez, o motivo é bem menos nobre: não teremos jogos no domingo por causa do timeco de Dunga, que pega a Venezuela, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Como só Palmeiras e Grêmio dependem apenas das próprias pernas para chegarem ao título, o ato de secar os adversários e esperar por resultados favoráveis terá uma carga maior de aflição com as rodadas espichadas. Dos 12 times que entrarão em campo neste meio de semana, poucos terão certeza de sua posição na tabela antes do sábado. O coração será bastante exigido.
Nesta quarta, teremos líder e vice-líder em campo. O Palmeiras encara o ranheta Figueirense, em Santa Catarina, e o Grêmio recebe o Santos no Olímpico. No outro jogo da noite, o Vasco leva o seu desespero para a Ilha do Retiro, num difícil embate contra o Sport.
Na quinta, mais dois confrontos que reúnem aspirantes ao caneco: Cruzeiro x Ipatinga e São Paulo x Náutico. Na zona intermediária da tabela, o Botafogo pega o Vitória no Rio de Janeiro.
No sábado, o destaque fica por conta de um dos clássicos de maior rivalidade do futebol Brasileiro: o Galo vai ao Rio, onde enfrenta o Flamengo, para tentar diminuir a intensidade do furacão que sacode o clube no ano do centenário. Empurrado por sua fanática torcida, que só fala em taça, o Rubro-Negro será parada torta, num Maracanã lotado.
Livre dos ‘baladeiros’, que mereciam mesmo ser demitidos, o Alvinegro tenta juntar os cacos e ficar longe da lâmina da degola.
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A derrota alvinegra para o líder do Brasileirão, por 3 a 1, não foi surpresa. Mesmo sendo ingrato, o futebol costuma premiar a técnica e o Palmeiras é muito mais time do que o Atlético, principalmente do meio-campo em diante.
Mas o revés dentro do gramado ficou em segundo plano. A principal notícia alvinegra neste fim de semana foi a dos ‘baladeiros’, que foram pegos em flagrante pelos dirigentes. O diretor de futebol do Galo, Alexandre Faria, afastou o meia Lenílson e os laterais Mariano e Calisto por ato de indisciplina. Segundo Faria, os três atletas não dormiram em seus quartos no hotel em que a delegação estava hospedada em São Paulo, nessa sexta-feira, e só chegaram ao local com o ‘dia amanhecendo’, já no sábado, data em que, horas depois, o time seria derrotado por Luxemburgo e seus comandados.
O inferno em que o Atlético se transformou em seu centenário parece mesmo não ter fim. Nessa sexta, perguntei aqui qual seria o fundo do poço. Não arrisquei resposta e acho que fiz bem. Sabe-se lá o que os atleticanos ainda viverão neste indigesto e lamentável 2008. Fracassos em seqüência, goleadas acachapantes, um time limitado e incapaz, renúncia de presidente, ausência de comando, férias em meio ao caos, dois meses de salários atrasados e agora a farra escancarada – é bom que se diga que apenas três jogadores foram pegos e seria injusto colocar todo o elenco nesse balaio de irresponsabilidade.
Até agora, Mariano assumiu seu erro e pediu desculpas. Calisto mandou avisar, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que não fez parte do ‘bonde’ boêmio e que tomará providências para limpar sua barra. Já Lenílson não se pronunciou sobre a gandaia.
Atônita, a torcida espera os próximos desdobramentos de um enredo que envergonha e maltrata o Galo.
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A criatividade dos homens que ‘comandam’ o Atlético parece mesmo não ter limites. Pena que ela fomente apenas idéias absurdas, alimente um desleixo descabido e sirva, única e exclusivamente, para saciar vaidades desenfreadas.
Na tarde desta sexta-feira, a redação do Superesportes ficou estupefata com a mais nova 'medida' de João Batista Ardizoni, divulgada em primeira mão pelo site do Portal UAI: o presidente do Conselho Deliberativo do Galo mandou avisar que estará de férias, a partir de segunda-feira. Se você não acredita, leia a matéria e ouça o próprio dirigente declarando aberto o seu período de descanso, em meio ao caos que se instalou no clube após a renúncia de Ziza Valadares e de seus quatro vice-presidentes.
É mais uma demonstração inequívoca de que o Atlético jamais foi prioridade para muitos dos que juraram amor ao Alvinegro e trabalho em prol de uma instituição que, ironicamente, tem seu ano mais importante em curso. “Eu vou cuidar de mim. Eu não vivo de Atlético não, eu não ganho dinheiro lá não. Tem gente que me substitui lá no Conselho, tem o vice-presidente que é para substituir. Ele não renunciou não, ele está lá”, disse Ardizoni.
Questionado sobre o momento mais do que inadequado para um descanso - que pode até ser legal, embora totalmente inoportuno -, o presidente do Conselho limitou-se a dizer que suas férias já estavam marcadas. “Isso já está marcado há muito tempo. Eu estava esperando só a reunião de ontem (quinta-feira)”, declarou, ao se referir à reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Atlético, que acabou suspensa pela Justiça.
Estupefata também está a massa preta e branca, ao ver um clube sem rumo, à deriva, que afunda a cada dia, caminha de mãos dadas com o vexame e o descalabro. Em seu centésimo ano, o Galo carece de doses extremas de dignidade e deveria demonstrar mais respeito pelo seu maior patrimônio.
É óbvio que o clube precisa de novas e urgentes eleições, de um comando legitimado pelas urnas, de alguém que, efetivamente, faça algo pelo Atlético. Até lá, não atrapalhar já seria de bom grado. Fica o recado!
Qual será o fundo do poço? Não arrisco palpites...
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Jorge Gontijo/EM/D.A Press
A vitória sobre o Leão pernambucano, pela contagem mínima, colocou o Cruzeiro no cangote de Palmeiras e Grêmio, que jogarão no sábado, pelo complemento da 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de Atlético e Botafogo, respectivamente, os paulistas e gaúchos terão que enfrentar os olhares gordos da torcida estrelada, que está ávida por tropeços alheios.
A noite não foi de grande futebol no Mineirão, mas os três pontos foram para a conta de Adílson Batista da mesma forma. Nervosa em campo, por saber que um empate caseiro não seria admitido por sua gente, após o revés diante do São Paulo, a Raposa foi paciente, cozinhou o Sport e saiu com um triunfo do gramado, o 15º do Nacional, em 28 compromissos. Faltou técnica e ela foi compensada com determinação.
Dos nove pontos à disposição dentro de casa, em três rodadas seguidas, o Cruzeiro já somou o primeiro terço e agora terá uma semana para se preparar para o duelo contra o Tigre e seu desespero, no segundo passo de uma seqüência que pode ser fundamental para o desfecho de 2008 e o planejamento de 2009.
CENAS DANTESCAS
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Mais do que um presidente, o Atlético precisa de paz e ela é artigo em falta no clube, há muito tempo. Nesta quinta-feira, assistimos aos mais novos desdobramentos da crise política que assola o clube centenário em seu ano mais importante. Eventos lamentáveis, que depreciam ainda mais uma instituição que clama por credibilidade, dignidade e transparência.
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Jorge Gontijo/EM/D.A Press
Muito questionado por sua intervenção no time na derrota para o São Paulo, no último domingo, quando sacou Thiago Ribeiro para escalar Maurinho, o técnico Adílson Batista reclamou dos críticos em sua coletiva na Toca da Raposa II, na tarde dessa terça-feira.
“Não quero ficar justificando. Quando a gente está começando e faz uma substituição, os outros falam que é invenção. Quando determinados treinadores fazem a mesma coisa, a exemplo do Luxemburgo, aqui no Mineirão, tem gente que aplaude”, desabafou Adílson Batista.
Veja um trecho da entrevista do técnico:
Cristian Schneider/Futura Press