
![]() | ... ela seria sem dúvida uma colher Johnson “Silver Minnow”. Esta isca é para mim um verdadeiro talismã, não imagino minha caixa de iscas sem algumas colheres Johnson. As minhas preferidas são as de ¼ de onça (7 gramas) e de ½ onça (14 gramas), nas cores prateada e dourada. Com elas, já capturei várias espécies de peixes, como tucunarés, dourados, apaiaris, traíras, jacundás, trairões, matrinxãs, bicudas, e até espécies mais difíceis de serem capturadas com iscas artificiais, como pintados e corvinas.
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Acredito que as colheres Johnson estão entre as iscas mais versáteis que conheço. Elas podem ser trabalhadas desde o fundo até a sub-superfície, bastando para isso variar a velocidade do recolhimento. Seu dispositivo de anti-enrosco nos dá segurança para arremessos nos lugares mais complicados, onde nunca arriscaríamos uma isca de meia-água. Em minha opinião, ela tem um trabalho muito atraente com seu movimento oscilante, principalmente em dias com muita luz, realçando o seu brilho. Quando o peixe não quer atacar, costumo fazer um recolhimento em velocidade média, com toques de ponta de vara, fazendo então pequenas paradas, e reiniciando o recolhimento. Esse trabalho tem se mostrado muito eficiente, quase sempre provocando o ataque dos predadores.
Por ser provida de um anzol, ao invés de garatéia, sua fisgada é extremamente eficiente, principalmente para peixes saltadores, como as bicudas e matrinxãs. Comparada com outras iscas, ela não tem o glamour das iscas de superfície, que nos encantam quando os peixes as atacam, mas sem dúvida ela é funcional, e em muitas pescarias tem sido a salvação dos pescadores, pela sua versatilidade e eficiência. Portanto, se você não tem em sua caixa as colheres Johnson, sugerimos que adquira já. Se você quiser outras opções com a mesma ação, as da marca Rapala “Minnow Spoon” e as da Aicás e da Lori, esta última fabricada no Brasil, funcionam bem. Entretanto, na minha opinião particular a Johnson é imbatível. Experimente portanto as várias opções e eleja a sua. E não saia para pescar sem ela, pois ela pode ser a salvação da sua pescaria.
(Texto de autoria do Ailton Salgado)

Crédito foto: reprodução/internet www.wfn.tv/blog/JP/index.php?id=25
Alguns de nós, seres humanos, já nascemos pescadores, não importa o sexo. Homens e mulheres já nascem com o gene da pesca em seus corpos, não importa se nascem em cidade grande ou pequena, na fazenda ou na praia. Quem nasce com esse gene acaba se transformando num inveterado praticante da pesca. Pode ser que o indivíduo tenha esse instinto adormecido e que um dia ele se manifeste, pode ser que o instinto de pescador fique evidente logo nos primeiros anos de vida e o leve a pescar desde a mais tenra idade.
Mas a pior mutação desse “gene da pesca” é a que transforma pescadores comuns em pescadores com iscas artificiais. Uma vez contraído esse mal incurável, o indivíduo será pescador com iscas artificiais para o resto de sua vida. Ele passará horas seguidas visitando lojas de pesca, a Internet, e consultando catálogos de venda pelo correio, e ao longo de sua vida vai acumular, para desespero da esposa, dúzias e dúzias de iscas artificiais, e uma coleção de varas, carretilhas, molinetes, além da parafernália de linhas, acessórios, tubos, sacolas, etc.
Esse mutante não resiste a novos lançamentos, é só ver anúncio de uma novidade, seja isca, molinete, carretilha, vara, enfim qualquer item ligado à pesca esportiva,e ele se transforma: o olhar fica distante e sonhador, as mãos às vezes transpiram e ele começa a se imaginar de posse daquele novo objeto de desejo, pescando seja lá onde for e não importa qual o peixe: ele quer é ir pescar.
Existem casos extremos, em que a intervenção da esposa se faz necessária, porém é preciso ter certa cautela. Sabemos de um caso em que a esposa de um amigo, certa feita, tentou intimidá-lo dizendo e repetindo que ele estava gastando demais com coisas supérfluas, fato evidente pela sua farta e variada tralha de pesca. Como isso não surtiu efeito, ela resolveu pelo menos dar uma arrumação no seu “quarto de pesca”, onde ele cuidadosamente guardava sua tralha. Limpou a poeira, organizou e guardou iscas e linhas, varas, enfim, arrumou e limpou tudo. Quando o marido chegou e deu com aquela “arrumação”, teve um choque tal que o levou a perder a fala, e quase foi preciso chamar uma ambulância para trazer o homem de volta ao normal.. Passado o susto, ele só voltou a falar com a mulher depois que ela jurou que jamais poria de novo os pés no seu “reduto sagrado”...
Portanto, companheiro, se você se enquadra nesses sintomas, não se desespere. Este é um mal mais comum do que você imagina, e para o qual não existe vacina nem cura, a não ser um certo alívio chamado “ir pescar”. Conclusão: pesque sempre e viva mais...
Pescar com conforto no Brasil é mais fácil do que parece. Algumas pousadas de pesca (lodges) espalhadas por este país afora são sinônimos de excelência em termos de conforto e bons serviços, e invariavelmente estão localizadas em áreas de preservação permanente, onde só é permitido o abate de peixes para consumo local. Ali, então, encontraremos o paraíso dos pescadores esportivos.
Foi assim, como se estivéssemos retornando ao paraíso, que voltamos a Altamira, cidade situada às margens do famoso rio Xingu, no estado do Pará. Mais especificamente falando, voltamos à nossa velha conhecida POUSADA RIO XINGU. Construída no início desta década, essa Pousada foi projetada para aliar conforto e bons serviços à piscosidade da região, devido à sua localização (encontra-se entre duas cachoeiras que são de difícil transposição, deixando esse trecho quase que exclusivo para seus hóspedes). Suas acomodações foram planejadas para que os hóspedes tivessem o máximo de espaço e conforto: são apartamentos espaçosos, bem decorados, e com todo o conforto que se pode desejar, com ar condicionado, frigobar, telefone, etc.
O serviço de pesca é completo, e os barcos são longos, de 8,40 metros, apropriados para navegação em águas rápidas, com motores de 25 hp e motores elétricos, rádio comunicadores, caixas térmicas, cadeiras giratórias, e pilotados por guias dedicados e conhecedores da região.
A pousada tem como um de seus principais atrativos sua excelente cozinha, oferecendo três refeições diárias, além de deliciosos petiscos para tira-gosto, contando ainda com atencioso serviço de copa e bar, com a famosa caipirinha sempre oferecida antes das refeições. Está também a disposição dos hóspedes o serviço de lavanderia.

Pescar no Xingu é sempre muito prazeroso. A variedade de peixes, aliada à bela paisagem dessa região, faz o pescador se esquecer dos problemas cotidianos para se emocionar com as brigas com os peixes, e contemplar a natureza. A pescaria ali é definida basicamente em dois períodos: De março a junho, quando as águas estão altas e predominam os grandes peixes de couro, e de julho a novembro, quando ocorre a vazante, diminuindo as ações dos peixes de couro e dando lugar aos esportivos Tucunarés, Bicudas, Pacus, Cachorras e Matrinxãs.
Estivemos desta vez na Pousada no mês de outubro, e encontramos o rio baixo, com águas extremamente limpas, ideais para a pesca dos grandes tucunarés, que entretanto estavam muito manhosos, preferindo atacar iscas de fundo (colheres, jigs) e iscas naturais vivas e mesmo mortas. Creio que essa condição se deveu à transparência das águas, fazendo com que os peixes se abrigassem em águas mais profundas. Isso não impediu que os companheiros se divertissem bastante com exemplares médios, entre 2 e 4 kg. Já os peixes de couro estavam tímidos, tanto que a maior captura foi de um belo barbado, de aproximados 12 kg. Algumas bicudas e cachorras de bom tamanho completaram a festa dos pescadores.

Na foto: parte do grupo que pescou em outubro, o Ailton e funcionários da Pousada.

A pesca esportiva é uma atividade que nos dá oportunidades de conhecer pessoas, fazer novas amizades e fortalecer amizades antigas, como resultado do clima de camaradagem e igualdade que só uma pescaria proporciona. Por isso, quando companheiros de aventura se vão pela estrada da eternidade, sentimos e lamentamos suas ausências.
Estou escrevendo aqui para lembrar um amigo e companheiro constante no passado, meu concunhado Haroldo Vaz de Melo (foto), cuja lembrança me veio ao rever minha coleção de fotos de pescarias, onde ele aparece com freqüência. Fizemos muitas pescarias juntos, principalmente na barra do Guaicuí (rio São Francisco com rio das Velhas), onde tínhamos um barco e acampávamos junto das ruínas da igreja histórica.
Bons tempos, bons peixes e também boa comida... O Haroldo, além de gostar de pescar e de torcer pelo Atlético, era também um cozinheiro de mão cheia. Transformava a comida simples de barranco em pratos pra ninguém botar defeito. E eu, ignorante de cozinha porém apreciador de boa comida, só saía ganhando dessa situação.
Lembro-me que certo dia combinamos subir cedo o São Francisco até um pesqueiro conhecido. Sabíamos que lá perto, algumas árvores se debruçavam sobre o rio, e poderíamos aproveitar a sombra para fazer o almoço. Eu fiquei encarregado de por a tralha de cozinha no barco, mas me distraí e deixei no acompamento o fogareiro, só descobrindo isso na hora de preparar o almoço.
Com o barco encostado no pé do barranco, o Haroldo avaliou a “situação”, verificando que panela, frigideira e ingredientes estavam no barco. Meteu a mão em sua famosa sacola de tralha e tirou de lá um espeto de churrasco e um facão, e me pediu emprestado o meu bicheiro, que tinha cabo de metal. Com o facão, abriu um corte horizontal no barranco íngreme, enterrando de um lado o espeto e do outro o bicheiro, montando assim uma trempe improvisada. Depois, sem muito esforço, juntou gravetos e galhos secos disponíveis ali mesmo no barranco, e usando uma bola de papel higiênico, acendeu o seu “fogão”.
Eu até que me ofereci para fazer alguma coisa, mas ele me disse para aproveitar a sombra e pescar umas matrinxãs. Assim, enquanto eu me divertia com o equipamento leve, o velho companheiro mais uma vez brilhou como cozinheiro, transformando aquele improviso numa comida deliciosa.
O Haroldo Vaz de Melo já se foi, e a barra do Guaicuí não tem mais tantos peixes, mas as lembranças são boas, estão bem vivas e me permitem fazer a ele esta homenagem e enviar um cumprimento aos companheiros que já partiram. Que todos estejam pescando nos rios do céu.

A grande maioria dos equipamentos de pesca vendidos no Brasil é de origem estrangeira, e suas especificações e detalhes vêm expressos em medidas fora do sistema métrico. As informações aqui colocadas serão úteis na escolha desses equipamentos, como varas, carretilhas e linhas de pesca.
Varas de Pesca
| As varas apresentam medidas de comprimento em Pés e Polegadas Um Pé = 30.48 cm Uma Polegada = 2,54 cm |
Exemplo: Uma vara de 6’2” (seis pés e duas polegadas) tem aproximadamente 1,88 m de comprimento.
Apresentam também indicação da resistência das linhas a serem usadas nas mesmas, em Libras/peso.
Uma Libra (lb ou pound) = 453 gramas
Exemplo: 12 to 20 lb line = usar linhas monofilamento de 5,4 Kg a 9,0 Kg
Apresentam ainda a indicação do intervalo de pesos das iscas artificiais que devem ser usadas com as mesmas, em Onças (oz)
Uma onça = 28,3 gramas
Exemplo: ¼ to ¾ Oz Lures = Iscas de 7 gramas a 21 gramas
Molinetes e Carretilhas
| As caixas dos Molinetes e Carretilhas (e os carretéis dos Molinetes) trazem indicada a capacidade de Linha dos mesmos, em Jardas e Libras. |
Uma jarda (yd) = 91 cm
Exemplo: 160 yd 12 lb Mono = 145 metros de Monofilamento resistência de 5,4 Kg
Linhas de Pesca
| As linhas importadas têm usualmente seu comprimento e resistência expressos em Jardas (yd) e em Libras (lb ou pound). |
Exemplo: Carretel com “275 yd 12 pound mono” = 250 metros de linha Monofilamento com resistência de 5,5 Kg
Iscas Artificiais
| As iscas importadas têm seu peso indicado nas embalagens, em Onças ou frações de Onças. |
Uma Onça (oz) = 28,3 gramas
Exemplo: ½ Oz = 14 gramas
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Boa pescaria para todos!

Procuramos sintetizar aqui os procedimentos para o correto embarque, manuseio e liberação dos peixes capturados, de modo a evitar ou minimizar danos físicos aos mesmos:
Os procedimentos acima, se seguidos com rigor, certamente manterão alta a taxa de sobrevivência dos peixes capturados e devolvidos à água.

Pescar na Amazônia em um Barco Hotel é o mesmo que uma viagem à “ilha da fantasia” para a maioria dos pescadores. Esses barcos são estruturados para atender, com conforto e bons serviços, aos mais variados estilos de pesca. De “flaizeiros”, “pinchadores”, até a turma da pesca “barra pesada”, todos encontrarão seu espaço, e foi assim em recente viagem no Barco Hotel “Karen Julyana”, com uma turma simpática e bem heterogênea.
Partimos de Nova Olinda, às margens do rio Madeira, para alcançarmos o rio Sucunduri, famoso pela quantidade de tucunarés e outros peixes. Para alcançarmos os bons pontos de pesca existentes na Amazônia, é recomendável passarmos primeiro por Manaus. Quem nunca visitou a capital do Amazonas não deve perder a oportunidade de conhecer seus encantos turísticos, tais como o Teatro Amazonas, o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, o Hotel Tropical e muitos outros.
De Manaus, vamos pegar os vôos para as regiões de pesca, que variam de acordo com as cheias. Normalmente, pesca-se no sul do Amazonas, (rio Madeira e afluentes) ou no rio Uatumã até setembro. De outubro a março a região escolhida é quase sempre a do rio Negro e afluentes.
Durante nossa permanência a bordo do “Karen Julyana” tivemos a oportunidade de conhecer e pescar nos rios Sucunduri, Acari e nos lagos da região, de grande beleza e com pouca pressão de pesca. Entretanto, uma frente fria provocou algumas chuvas e a conseqüente queda de temperatura, reduzindo também as ações dos peixes. Nessas condições, os arremessos precisos, as iscas certas e bem trabalhadas, fazem a diferença. Engana-se quem pensa que o tucunaré ataca qualquer isca. Como todo predador, ele será atraído pela isca quando ela atingir a sua “janela de captura”, isto é, ele atacará a isca se ela passar próxima à estrutura onde ele está abrigado. A isca deve se parecer ao máximo com suas presas naturais, e se movimentar como se estivesse ferida, com dificuldades para nadar, ou representar uma ameaça ao seu território ou seus filhotes. Portanto, recomenda-se ao pescador procurar informar-se sobre as condições de pesca na região escolhida, os tipos de iscas mais produtivas, e fazer treinamento de arremessos, porque na maioria das vezes é necessário arremessar bem no meio das pauleiras para capturar bons exemplares.

Mas a pescaria na Amazônia não é feita só de tucunas: os bagrões também andaram na ponta da linha dos companheiros da expedição ao rio Sucunduri. Muitas ações e alguns bons exemplares (jaús, pirararas, jundiás, barbados) deixaram lembranças e muitas fotos para comprovar o tamanho dos brutos devolvidos ao rio. Entretanto, sempre fica alguma dúvida sobre o tamanho dos peixes, e eu explico: é que depois de algumas cervejas no bar do Barco Hotel, o tamanho dos troféus costuma aumentar, e aí só as fotos para acabar com as “polêmicas”.
Eu diria que o que marcou a viagem foi a ótima atenção e o profissionalismo da tripulação, a convivência super agradável com os excelentes companheiros em plena floresta amazônica, os exemplos de amizade e solidariedade demonstrados por todos durante a viagem, e a certeza de que voltaremos em breve.

Em pé: Coiote, Serjão, Lucílio, Emerson, Marcelo, Everardo, Alfredo, Parreiras, Elion, Jader. Agachados: Triginelli, Rodrigo, Caio, Caverna e José Lúcio.
(Texto de Ailton Salgado)