Quinta-feira, 09 de outubro de 2008

Atores cinquentões estrelaram campanhas levando os velhinhos a pegar empréstimos consignados. Veio a crise, os juros subiram. E agora?

 

A crise financeira dos Estados Unidos não afetou apenas Bush e seu candidato republicano McCain. Não prejudicou apenas os investidores da bolsa em todo o mundo. E nem jogou farinha no ventilador da economia brasileira, como um todo, que vinha de vento em popa.

 

Tem um segmento que foi bastante afetado: os aposentados. Estimulado por campanhas publicitárias estreladas por artistas famosos da televisão – e Lima Duarte foi um dos principais garotos-propaganda dessas campanhas – parte considerável dos brasileiros da terceira idade estão hoje mergulhados até o pescoço nos empréstimos consignados.

 

Isso porque o aposentado, conforme afirmam as próprias instituições financeiras, não pega um empréstimo, quita e volta ao seu dia-a-dia. No meio do financiamento, com sua aposentadoria espremida pelos descontos das parcelas, ele refinancia a dívida. Faz um novo empréstimo.

 

Mas agora, com a crise americana, que se tornou mundial, os juros subiram consideravelmente: a taxa média cobrada pelos bancos para empréstimos aos aposentados já subiu de 1,5% para até 2,9% ao mês.

Mais uma pancada: os prazos, outro atrativo do empréstimo com desconto em folha, foram encurtados para cinco anos. Antes, era possível esticar as prestações em até 84 meses, ou sete anos.

 

Detalhe: a combinação das duas medidas – juros maiores e prazos mais curtos - provocou um aumento de 35% no valor das prestações para os novos empréstimos aos aposentados. “Uma medida sozinha já seria suficiente para espantar o cliente. As duas juntas, ninguém sabe no que vai dar. Neste momento, nenhum tomador vai querer trocar a dívida por outra mais cara; “só se ele for bobo”, declarou um executivo bancário, em reportagem publicada no “Estado de Minas”.

O jornal dá um exemplo claro : um aposentado que em março pegou R$ 1 mil de empréstimo, com juros a 2,20%, está pagando a dívida em módicas prestações de R$ 26,21, divididas em 84 vezes, prazo até então autorizado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Agora, se ele quiser pegar os mesmos R$ 1 mil, terá de se sujeitar a pagar uma parcela mais alta, de R$ 35,36, com menos tempo para quitar, 60 meses. No final dos cálculos, a dívida sairá com um aumento de 35%. O mesmo cálculo pode ser aplicado se o aposentado quiser refinanciar seu empréstimo, para aliviar um pouco seu já combalido bolso.

 

Em suma: será que esses garotos-propaganda cinquentões, sessentões, que usaram sua imagem, sua fama na TV para embolsar cachês dos bancos, estrelando as campanhas publicitárias, não estão com remorsos?

Será que esse “bico” publicitário vai continuar sendo praticado por esses atores ricos e famosos, e os velhinhos que se danem, que se atolem ainda mais nos empréstimos consignados?

 

Ética, como democracia, é uma das expressões mais usadas no Brasil. E também das menos praticadas.

 

Esta postagem de hoje endereço, principalmente, aos nossos estudantes de Publicidade e Propaganda. Não criem, não sugiram campanhas que possam redundar em crises, em tormentos para a população, como esta que atinge hoje os aposentados brasileiros. Quanto aos garotos-propaganda sessentões... bem, eles não são do nosso ramo. Que fiquem em paz com sua consciência. Se puderem. Se tiverem.

 

Até segunda...

Segunda-feira, 06 de outubro de 2008

Novos prefeitos, novas licitações em 2009. Agora, é lutar pela lisura nas concorrências

Encerradas as eleições em quase todo o Estado. Só algumas cidades com mais de 200 mil eleitores terão segundo turno. E nem em todas elas. Em Betim, por exemplo,  a briga foi resolvida no primeiro round.

 

Tudo bem, a partir do dia 26 teremos confirmados todos os novos prefeitos eleitos – alguns reeleitos. E cada um terá de colocar em prática sua filosofia de trabalho (muitos não têm e nem sabem o que é isso) e, para implementar suas idéias, vão contratar agências de publicidade.

 

Eis aí o ponto “G”. É hora de todo o mercado, desde o mais humilde estagiário ao CEO das empresas de propaganda, unirem suas forças, através das entidades de classe, em busca de moralização nas concorrências públicas nos executivos municipais.

 

As agências que têm foco também, no marketing político sabem do que estou falando. Prefeituras abrem concorrência até mesmo através de pregão eletrônico. E, no “presencial”, alguém cobre a proposta, num leilão inverso do tradicional.

 

Isso quando, nos municípios de maior porte, caixa forte, os editais são elaborados de maneira a beneficiar determinada empresa, geralmente ligada umbilicalmente ao prefeito: pertence ao filho do, sobrinho ou mesmo ao irmão da amante.

 

Então, é publicado o edital, agências sérias se debruçam, apresentam propostas técnicas criativas, de qualidade. Mas “sobram”. Ficam de fora, porque não “atenderam aos requisitos”. E quem ganhou foi a empresa protegida, talvez uma agência de fundo de quintal, que vai dividir a verba com o próprio prefeito.

 

Como corrigir essas distorções, esse crime, falando rasgado? Seria, reforçado o que dissemos anteriormente, o Sindicato das Agências de Minas Gerais – o Estado possui quase 900 municípios – promover um amplo debate sobre lisura nas licitações públicas (e aproveitando o ensejo, também as da iniciativa privada).

 

Do contrário, vai continuar a desonestidade. Ou, pior, aumentar, já que impunidade estimula a criminalidade.

 

E uma das primeiras providências é exigir das empresas que abrem licitação ou concorrência que remunerem as agências habilitadas na licitação. Paguem, independentemente se a agência saiu vencedora ou não, pelo esforço despendido, pelas centenas de horas trabalhadas pela sua equipe, na elaboração da proposta técnica.

 

Se o momento é de mudanças, palavra utilizada em todos os discursos dos candidatos, inclusive os que queriam a reeleição, por que não promover uma mudança radical na comunicação da prefeitura? Por que não introduzir e praticar ética, honestidade e transparência total nas concorrências para a escolha das agências de publicidade?

 

Um abraço e até quinta...

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Quinta-feira, 02 de outubro de 2008

Vem aí nova campanha sobre a “lei seca”, agora mostrando os resultados. Mas falta algo: e os motoristas que dirigem movidos a pó e outras drogas?

Uma de minhas primeiras postagens, ainda novato e neófito na área, apanhando das manhas e artimanhas da "globosfera", foi sobre a "lei seca", quando o governo federal decidiu fazer guerra de guerrilha a quem dirige embriagado, ou com dosagem elevada (acima de 0,2% de álcool), constatado pelo bafômetro.

Minha principal crítica era de que o governo não havia deflagrado uma campanha alertando a população de que não apenas a cerveja, o uísque, a cachaça, vodca etc continham o etanol, mas também produtos singelos e ingênuos, como o Cepacol (odorizador bucal), biotônico Fontoura e até aquelas deliciosas balas com recheio de licor. Ou seja, quem saísse de uma festa e tivesse chupado umas dez balinhas, cairia na blitz. Ou seja, o governo deveria informar melhor a população sobre o que contém álcool, e como distinguir os gatos das lebres.

Recebi, naquele dia, 30 de junho deste ano, diversas mensagens-comentários. Vou reproduzir algumas delas, preservando o nome dos "missivistass gatos das lebres. noveria informartando a populaagens-comewntvada (acima der 0,2":

- "Cocaína não precisa de bafômetro !!! Êta país sem comunicação. Uns pagam pelos outros, adeus happy - hour !!"

- "O governo esqueceu de falar para o seu público, que quem usa cocaína tá liberado do bafômetro !! Mas coloca a vida dos outros em grande risco, ao contrário de quem bebe umas cervejinhas depois do trabalho e vai embora para a casa (deu para entender?). País sem educação, e cultura é assim, um evangélico faz uma lei ou emenda e um "presidente" sanciona !!"

- "Tomara que essa medida não seja mais uma "farra" promovida pelo Sr. Lula! Tomara que continue assim e que, "bebuns" políticos, autoridades e etc que sejam flagrados bêbados sejam punidos de verdade!"

- "O Brasil e seu recorde mundial de leis. Essa será mais uma para fazer parte das muitas que não serão cumpridas. Se não houvesse impunidade nos crimes de trânsito, se tivéssemos um sistema penal eficiente e, principalmente, se não fossemos coniventes com a cultura do "você sabe com quem está falando?", esse tipo de lei não seria necessária. Até quando o Brasil vai querer mudar comportamento através de lei, esquecendo-se da educação? O custo político das políticas a longo prazo são mais elevados que o bem-estar do povo. Parabéns mais uma vez para os fantásticos legisladores brasileiros."

- "Estou cansado da incoerência do brasileiro que reclama dos acidentes mas quer dirigir bêbado. Reclama da corrupção, mas quer "levar o seu". Sua crítica é pertinente, porque cobra o papel da propaganda . E olha que, ao contrário de mim, que abandonei o álcool há 18 anos, você que toma sua cervejinha de leve. Não está legislando em causa própria. O Brasil precisa urgentemente da imposição da lei e esta veio em boa hora. E você tem toda razão: cabe ao governo informar. Gol de placa! E quando precisar de um abstêmio para motorista, me chama pra farra, hehe! Abração!"

Bem, tudo isso para dizer que o governo federal lança, nos próximos dias, uma campanha publicitária. Mas não para dizer o que contém álcool, e o que não contém. É para dar um balanço no número de acidentes de trânsito com vítimas fatais, desde a edição das medida, em junho. E faturar eleitoralmente, claro, com a redução de mortes após a vigência da "lei seca".

Mas endosso a principal crítica dos internautas leitores deste blog: como fica o cara que varou a noite e madrugada cheirando todas, pega o carro, 220 por hora, invade a contramão, bate e mata uma família inteira?

Tem como criar "cheirômetro" ou outro artefato para quem usa crack, cocaína, ecstasy, LSD e outras drogas pesadas? Ou só os motoristas bêbados - e não estou fazendo apologia deles - continuarão como os únicos criminosos em acidentes trânsito?

Não caberia uma ação pesada do governo, acompanhada de uma forte campanha publicitária, para punir os motoristas cheiradores?

Só em Brasília, de onde saem as leis, haveria a necessidade de se construirem diversos presídios para acomodar esses "novos" presidiários...

Um abraço e até segunda...

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Segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Alguns locutores e atores vendem remédios e até a alma. Mas esses incentivadores da automedicação estão na mira do governo

De repente, em pleno debate, tipo mesa-redonda, sobre esportes na TV, ou no intervalo de um jornalismo no rádio, você é surpreendido, fuzilado, com uma mensagem comercial altamente nociva: “Está com problemas na próstata? Ora, é fácil. Tome Prostatec (ou outro nome alusivo à doença) que sua vida vai melhorar”. “Hemorróidas? Fique livre desse mal em três dias. É só tomar Hemorrodil”. “Dor de cabeça ou enxaqueca? A solução é Dorxaqueca. É a última invenção da medicina para esses males...”.

 

São locutores - os próprios apresentadores dos programas- , ou atores com avental e até medidor de pressão nos ouvidos vendendo medicamentos na mídia. Estimulam a automedicação, levando incautos, a maioria classes C e D, que não têm planos de saúde, a ir à farmácia da esquina e adquirir o medicamento sugerido.

 

As famílias, o cidadão semi-analfabeto e sem o necessário discernimento, confiam e acreditam piamente em pessoas que aparecem na telinha ou dão falsos depoimentos nos rádios. Eles são formadores de opinião, têm credibilidade junto ao seu público, e se aproveitam disso para, a troco de qualquer cachê que lhes ofereçam, para dizer que usa o tal medicamento, e que ele é tiro-e-queda, como se dizia décadas atrás.

 

Se uma pessoa tomar medicação para cuidar da próstata, já diagnosticada pelo médico como necessitando de tratamento, e acreditar no locutor ou ator e deixar as águas correrem, não demora a doença se agrava, vira câncer, e a morte é quase certa.

 

Mas o governo finalmente vai acabar com esse crime, bastante praticado hoje na mídia. E começando pelos remédios. A Associação Nacional de Vigilância Sanitária anuncia que agora em outubro virão normas severas contra anunciantes – os laboratórios – e também os demais elos da corrente – locutores, veículos e as próprias agências. Pôxa, você deixaria um parente ou amigo tomar algumas cartelas de comprimidos para curar de enfisema? Ele tem é de procurar um médico especialista com urgência, parar de fumar imediatamente, e rezar para que a doença ainda possa ser contida, estacione.

 

Locutores e atores (principalmente aqueles que gostam também de tomar dinheiro dos velhinhos, recebendo cachês para incentivá-los a tomar empréstimos consignados) vão perder sua boquinha, ou se adaptar às novas regras da Anvisa..

 

E são duras:

 

a)      O apresentador ou locutor terá de mencionar a possibilidade de riscos e efeitos colaterais do medicamento.

b)      O apresentador ou locutor terá de falar frases de advertência específicas sobre os princípios ativos mais usados em medicamentos. Por exemplo: “Se você tem problemas cardíacos, não tome Viagra. Pode levar à morte”. Ou casos mais leves, remédios que contenham cânfora: “Não use em crianças menores de dois anos”.

c)      E um recado para as agências: nos anúncios impressos para revistas e jornais (e também na web) a frase de advertência não poderá ter tamanho inferior a 20% do maior corpo de letra usado no anúncio. (Isso me lembrou outra coisa, de cunho doméstico: em meu bairro existe uma associação comunitária, presidida por um antigo morador e candidato em toda eleição que aparece. No muro da entidade, em letras minúsculas: “Associação Comunitária do Bairro Ouro Preto”. E em letras garrafais - PRESIDENTE MOACIR SIDÔ. Precisa falar que ele é candidato, mais uma vez, a vereador)?

 

Bem, voltando à vaca fria, à frieza dos picaretas dos remédios, termino a postagem de hoje dizendo que a nova resolução da Anvisa sai até final de outubro, publicada no Diário Oficial da União. E que as empresas – agências e veículos – terão 180 dias para se adaptarem às novas regras.

 

E mais: o Ministério da Saúde está lançando uma campanha publicitária para conscientizar a população sobre os riscos da automedicação. . Serão distribuídas cartilhas, cartazes e no rádio o principal locutor – este sim, pessoa séria – será o médico Dráuzio Varela.

 

Até quinta...

Quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Duda cria uma franquia tupiniquim: marketing político

 Deu na Folha de S. Paulo de quarta-feira, na coluna sobre política nacional. Depois do título “Fui”, vem o texto, curto mas incisivo: “Duda Mendonça deixou definitivamente Antonio Imbassahy em Salvador. Em declínio, o tucano vinha desgostoso com o marqueteiro, que pilota várias campanhas ao mesmo tempo, e à distância”.

 

Trocando em miúdos: um profissional de marketing político ou governamental pode muito bem, como fazem agências de publicidade, atender a clientes diferenciados, desde que não concorrentes entre si, sem que a qualidade e os resultados propostos e esperados corram risco.

 

Só que Duda Mendonça fez um contrato com o PSDB baiano para trabalhar a campanha de Imbassahy à Prefeitura de Salvador. E o que o cliente desejava de um profissional com a fama e carisma de Duda? Pelo menos sua presença física.

 

Mas Duda sumiu do comitê, deve ter entregue o comando da campanha para um auxiliar, e, como bom baiano, ficar descansando na rede em seu iate vip. Ou trabalhando, na surdina, uma candidatura mais palatável, já que o candidato baiano vem despencando nas pesquisas, hoje lideradas por ACM Neto, do Democratas, que tem 27% dos votos. Imbassahy, segundo as últimas pesquisas, vem caindo a cada semana, e já está praticamente em empate técnico com os candidatos do PMDB e do PT (isso, antes de Lula dar um pitaco em favor de seu correligionário, o que deve ocorrer e levantar a candidatura do petista Valter Pinheiro.

 

Duda simplesmente decidiu abrir franquias. E a Prefeitura de Salvador é uma das cobaias do marqueteiro baiano, com o publicitário assumindo o compromisso de pelo menos acompanhar e monitorar o processo, exigência de qualquer franquia que se preze. Não cumpriu, e foi dispensado.

 

Uma prova concreta da existência da franquia Duda Mendonça Marketing Político está no blog do publicitário: www.blogdoduda.com.br. E óleo de peroba na mão, minha gente. Ele é cara de pau mesmo: “Desculpe galera, mas estou sendo consultor de um montão de campanhas por esse Brasil afora e não sobra tempo pra fazer o Blog. Depois... Quem sabe? Obrigado. Duda”. E aproveita para fazer comercial de um outro produto de seu show-room:  Acesse o meu livro aqui”. E aparecem capa e links dos capítulos do livro “Duda Mendonça – Casos & Coisas”, da Editora Globo.

 

Mas voltando ao caso Imbassahy, a propaganda mineira também foi vítima de Duda Mendonça. No episódio do mensalão, onde a SMPB e DNA naufragaram, faliram, desativando as agências e demitindo centenas de funcionários, a Duda Mendonça, mergulhada até o fundo naquele lamaçal, continuou atendendo ao governo. Se não me engano, trabalhando a conta da Petrobras, verba fantástica...

 

Não que as mineiras SMPB e DNA tenham sido injustiçadas naquele episódio, naquela campanha que teve como garoto-propaganda low-profile o lobista Marcos Valério. As agências tiveram culpa, sim. Receberam  castigo por isso, por terem participado, em menor ou maior grau, do escândalo que começou com um alto executivo dos Correios recebendo e embolsando propina, dinheiro vivo, e que teve seu auge com Roberto Jéferson, líder nacional do PTB, dando depoimento-bomba, espalhando merda (não encontrei outra palavra) pra todo lado.

 

O tsunami passou, mas as seqüelas ficaram. Com a extinção da SMPB, Cristiano Paz, que dirigia a agência, fundou em 2005 a Filadélfia. Com apenas três anos, a nova agência tem hoje 41 funcionários, que fazem comunicação de 30 clientes. Detalhe: nenhuma conta pública, só empresas da iniciativa privada.

 

Xico Castilho, ex-dono da DNA, juntamente com a também ex-sócia Margareth Queiroz (viúva do genial Daniel de Freitas), fundou a Bárbara. A agência vem crescendo, atende contas importantes, e só a humildade e estilo low-profile impedem o mercado de saber mais detalhes da empresa.

 

Pois bem, enquanto os mineiros do mensalão pagaram alto pelo envolvimento no episódio, Duda Mendonça não sofreu respingos. Prefere ser chamado de consultor, já que marqueteiro virou pejorativo. E continua faturando, principalmente com suas franquias.

 

Este blog mesmo está contribuindo para o caixa do Duda, divulgando seu “Casos & Coisas” – algum curioso deve ir a uma livraria e adquirir o livro, porque ler no computador é osso, gíria do novo século.

 

É, também vou dar uma espiada, mas pela web. É bom conhecer o pensamento de quem a gente tem restrições, ou até mesmo ojeriza. Já li Golbery do Couto e Silva, Armando Falcão, e até o da Zélia Cardoso – “Zélia, uma Paixão”, escrito por Fernando Sabino.

Ler Duda Mendonça não vai doer tanto...

 

Até segunda...

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