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<category>Blog Tão Você</category>
<description>blog para quem ama ou gostaria de amar Brasília</description>
<copyright>UAI - Nenhum é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
<title>Blog da Conceição</title>
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<title>Blog da Conceição</title>
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<language>pt-br</language>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21270</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><FONT size=5>Danem-se eles</FONT></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><FONT size=5></FONT></FONT>&nbsp;</P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>
<P><BR><STRONG>Exceto os internos do Caje, a mãe dos internos,</STRONG> mais alguém que tenha afeto por alguém que lá está e um ou outro bravo defensor da dignidade humana, a maioria de nós acha é pouco o Caje, está se lixando para os garotos do Caje. Até faz pose de ‘nossa, que horror’, mas no fundo no fundo queria ver todos os adolescentes perdidos da periferia entregues às celas frias do Caje. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR>Reproduzo trecho de um dos relatos publicados na edição de ontem do <STRONG>Correio</STRONG>: </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>"Aquilo lá é imundo. Fede, tem rato. Rato não, ratazana. A gente chega e veste um uniforme: bermuda azul, camiseta branca. Uma semana depois eles te dão outro. Você toma banho e veste roupa suja. Só troca a cueca. Aquele negócio lá faz um frio que você nem imagina. O cobertor é fininho, fininho. E muito fedido a suor. O mais velho do barraco fica com a cama. Quem chega tem que ter humildade, saber respeitar a casa. Não pode "dar grave" de jeito nenhum (…) Essa história que falam aí de oficina e escola, é tudo mentira".</STRONG></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR>O autor do relato acima tem apenas 15 anos, cinco passagens no Caje por roubo e furto e um destino demarcado: mais roubos, mais furtos, mais Caje.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Os 111 mortos do Carandiru são a matemática mais próxima do que nós,</STRONG> os do lado de fora, pensamos a respeito dos adolescentes dos Cajes e dos presidiários das Papudas deste imenso e torturante país. A palavra foi escolhida a dedo: o que se faz com os encarcerados é tortura diária, é a destruição cotidiana e perversa de um ser humano. Por tudo o que se sabe do que acontece nas prisões, não é fácil sair de lá de dentro com alguma força positiva, alguma crença nos homens e na vida. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>E o Caje é uma prisão sem disfarces</STRONG> e dane-se o Estatuto da Criança e do Adolescente, instrumento legal, civilizatório, uma aposta no futuro de quem tem menos de 18, um anteparo para lhes dar uma chance de começar de novo, mas que até hoje não foi bem aceito pelos brasileiros. Convicção que me vem de ouvido, do que dizem e escrevem autoridades e pessoas comuns, ricos, remediados e pobres (com exceção, claro, das mães do Caje), instruídos e nem tanto.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Temos pavor dos adolescentes do Caje,</STRONG> muito mais do que dos presidiários da Papuda. Aos olhos da boa gente, pai e mãe de família, pagadores de imposto de renda e de promessas, devotos dos santos e dos pastores, aos olhos da boa gente, os adolescentes do Caje são bárbaros incontroláveis, selvagens travestidos de adolescentes. Quanto mais longe dos nossos olhos, melhor.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Enfeita-se&nbsp;o Caje, mas ele continua o mesmo.</STRONG> Denuncia-se, idem. Depois de uma seqüência escandalosa de crimes ocorridos dentro da instituição, no governo anterior, houve um período de aparente calmaria. É porque ninguém põe os ouvidos grudados na parede das alas em forma de labirinto. O Caje é a ferida escondida. Apodrece nas celas porque os que representam o Estado já condenaram os adolescentes do Caje à Papuda ou à morte. </FONT></P>
		]]>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21200</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br style="font-weight: bold;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Waldick e eu</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Com todo o respeito aos do sexo masculino </span>que eventualmente estejam lendo esse pé de página, mas Waldick Soriano foi o homem mais sedutor que conheci.&nbsp; Tive com ele uma noite de repórter e fã, mais desta do que daquela. Ele já não era um jovem, estava com 62 anos, e há muito não era atração dos grandes programas de tevê. Mas continuava com o porte de ídolo, um Mick Jagger brega, um Pavarotti derramado. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Tinha vindo a Brasília para três shows numa mesma noite:</span> começou pelo Forró do Júlio, na EPTG, seguiu para o Forró Guarapari, no Setor de Postos e Motéis do Núcleo Bandeirante e daí para a Casinha da Roça, no trevo do Gama. Nenhum dos três existe mais. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Era uma noite de sexta-feira e de muito frio, treze anos atrás</span>. A repórter estava ansiosíssima: a voz de Waldick retumbava nos restaurantes e postos da beira da Belém-Brasília, nos radinhos de pilha das empregadas domésticas. Waldick era cantado pelos bêbados apaixonados nos botecos das periferias do Brasil (“Amigo, por favor leve esta carta…”). Havia cantado no Chacrinha, no Raul Gil e no Silvio Santos. Waldick cantava no coração da repórter fazia muito tempo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">O fotógrafo Edson Gês e eu fomos encontrá-lo num dos hotéis</span> daqueles perto do SIA, não lembro qual. Ele apareceu inteiramente vestido à moda Waldick: terno príncipe de Gales, chapéu Prada acoplado à cabeça em diagonal, cabelos impecavelmente tingidos e um olhar de adorável sedutor canastrão.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">A repórter confessa que esperava uma sucessão de frases feitas e malfeitas</span>. Lascou-se e ficou ainda mais apaixonada. Pernas cruzadas, chapéu sobre o joelho, braços e mãos abrindo-se em gestos largos, porém elegantes, Waldick saiu-se com alguns ensinamentos: <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“As pessoas ricas são as mais infelizes. Precisam pagar para ser enganadas por alguém”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“Já fui muito em zona. Mas hoje não existem mais zonas. Qualquer lugar é zona, tudo quanto é clube é zona. O cabaré acabou”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“Antigamente o rádio recebia a gente com mais respeito. Hoje o radialista quer ser mais importante que o artista”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“O amor é o sustento da alma. Quem não ama vegeta”. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">E tome sustento. Waldick foi um encantador de mulheres.</span> Fala-se em quatro (oficiais), mas a quantidade de viúvas que ele deixou deve superar os dois dígitos. Falo pelo que vi naquela noite. Um homem que se aproxima de uma mulher como se ela fosse a jóia mais preciosa da natureza. E a única. Diante dela, o mundo deixa de existir. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Me lembro que ao atravessar o salão de uma casas onde se apresentou</span>, Waldick foi interrompido por uma moça — nem bonita nem feia, nem nova nem velha, uma moça comum. Ela lhe pediu um beijo e ele beijou o canto da boca da fã. Vi suspiros, ouvi gemidos.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Waldick era tão sedutor que seduzia até os homens.</span> Houve um, com jeito de caminhoneiro, que se aproximou do palco e beijou os pés do ídolo. As mulheres de Waldick devem contar isso muito melhor do que eu, mas eu vi de perto um sedutor de mulheres, daqueles que o mundo moderno, virtual, apressado e cínico já não produz mais.&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[WALDICKIANAS]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21174</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 426px; height: 281px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/d38603ec513db88799d647b16b0229a0.jpg"><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Waldick Soriano no Forró do Julio, na EPTG, 1995 (Foto do Edson Gês)</span></font><br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Coisas que ouvi de Waldick Soriano na única entrevista que fiz com ele</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> num período em que ele já estava no ostracismo, não dava mais Globo nem Silvio Santos. Vivia cantando nas quebradas das grandes cidades e no interior do Nordeste:<br><br><br></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">“As pessoas ricas são as mais infelizes. Precisam pagar para ser enganadas por alguém”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">“Ensinei muita gente na chamada elite. Comigo, a Beth Klabin (socialite com quem foi casado) conheceu o mundo de se viver feliz”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Já fui muito em zona. Mas hoje não existem mais zonas. Qualquer lugar é zona, tudo quanto é clube&nbsp; é zona. O cabaré acabou”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Já namorei muita prostituta. Elas tinham vergonha, respeitavam os homens. Prostituta que falava palavrão era vagabunda. Hoje não existe prostituta, existem levianas”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“A melhor coisa do mundo é sentir saudade de alguém, sentir a ‘subaqueira’ da pessoa amada”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“O amor é o sustento da alma. Quem não ama vegeta”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Que eu tenha conhecimento, tive seis filhos (oito, segundo a viúva)”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“As novelas estão uma pouca vergonha, não respeitam ninguém. Não é coisa pra família”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“A gente pensava que a tevê fosse educar o povo, mas não”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Antigamente o rádio recebia a gente com o maior respeito. Hoje o radialista quer ser mais importante que o artista"</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Hoje em dia qualquer um canta. O cara aparece na novela e resolve ser cantor, uns bagulhos que não têm gamanho”&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>“Música baiana é Dorival Caymmi. Ary Barroso também fazia música baiana. Essa turma nova está regredindo a música baiana. Eles não têm melodia, não têm&nbsp; poesia, não têm conteúdo”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>


		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[Waldick na EPTG e no Gama ]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21151</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br><br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <img style="width: 428px; height: 338px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/db39b906df4ddad00744a74084b2c1ed.jpg"><br><br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Tenho o maior orgulho desta foto. Foi feita numa madrugada fria de junho de 1995, depois de eu e o fotógrafo Edson Gês termos acompanhado Waldick em show pelas cidades-satélites de Brasília. O homem da voz possante, do jeito meio canastrão, de um cavalheirismo à moda antiga, tocou em barracões de chão batido na EPTG e na entrada do Gama para um público composto de empregadas domésticas, pedreiros, porteiros, gente sem profissão, desempregados. Waldick compareceu com seu terno príncipe de Gales,&nbsp; sapato preto e chápeu Prada. O dono da bodega anunciou a atração especial da noite: o Frank Sinatra do Nordeste.</span></font> <font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Waldick portava-se como grande astro que era, mesmo tocando para um público minguado</span></font>.<font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">E, claro, cantou "eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhado".</font> <font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">Se foi humilhado, Waldick não perdeu a envergadura de grande astro. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </font><br>


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		<title><![CDATA[O blog está de luto]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21150</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/9ba134503d748fc0aa50860d65961840.jpg"> <br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Morreu Waldick Soriano. Este blog está de luto e não há nisso nenhuma ironia. Waldick era um homem que se apaixonava inteiramente, e sucessivas vezes, um Don Juan bem brasileiro. Derramou-se de amor por Cláudia Barroso, trocaram declarações de amor e de mágoa em músicas desbragadas dos anos 70. Este blog hoje será inteiramente dedicado a Waldick Soriano.&nbsp;</span></font> <br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21148</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font style="font-weight: bold;" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Lua </span></font><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5">nua</font><br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Estamos na temporada de Lua crescente,</span> redonda, curva e estreita como uma foice reluzindo a luz do Sol. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;"><br>Seria assim, e já estava de boníssimo tamanho,</span> não fôssemos habitantes de uma cidade de peito aberto para o cosmos. Aqui, a Lua crescente é crescente e é cheia ao mesmo tempo. É crescente porque a gente vê a foice brilhante no céu escuro e é cheia porque também se vê, com muita nitidez, a borda inteira da Lua. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-weight: bold;">A Lua aparece redondinha</span> mesmo estando na fase crescente. Veste-se de branco-incandescente onde o Sol incide sua luz. Mas ao mesmo tempo dá pra vê-la por completo, em seus 360 graus de circunferência, por causa do efeito da claridade da Terra, que reflete a luz do Sol. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-weight: bold;">Temos, então, o privilégio de,</span> a cada Lua crescente, termos duas fases da Luas em uma. Privilégio que poderia ser igualitariamente distribuído no mundo inteiro, mas que está reservado a locais distantes das grandes cidades ou grandes cidades especiais — Brasília, por exemplo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">A cidade de horizonte aberto (por enquanto), </span>do gabarito de seis andares (também por enquanto) foi feita à perfeição para esse fenômeno que bem poderia se chamar Lua Negra. A claridade da Terra sobre a parte escura da Lua, na fase crescente, só incide nela quando perto do horizonte. Depois, quando ela está no alto de nossas cabeças, já não podemos vê-la por inteiro, como me explicou pacientemente o astrônomo amador Wilton Costa, do Clube de Astronomia de Brasília.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">O céu limpo</span>, sem uma gota de nuvem, e a atmosfera igualmente límpida, sem os efeitos nebulosos da poluição, permitem que os brasilienses vejamos a Lua reluzente e negra, crescente e cheia ao mesmo tempo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">De vez em quando, um outro fenômeno</span> transforma os luares de Brasília em luares mais luares do que os outros. É quando a Lua crescente, cheia ou minguante, aparece envolvida num halo, como se um imenso holofote lançasse da Terra seus fachos poderosos sobre a superfície lunar e a contornasse como a aura coroa os santos. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">O astrônomo que colaborou com este pé (lunático) de página</span> me explicou que isso pode ocorrer por efeito da luz da Lua em nuvens muito tênues que ficam flutuando na alta atmosfera. Da Terra não conseguimos enxergar essas nuvens, mas elas estão lá. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Outra coisa que o Wilton me explicou</span> é que nem a Lua nem o Sol se transformam em bolotas gigantes no nascente ou poente. Que tudo é ilusão de ótica. Se a Lua ou o Sol estão próximos do horizonte, o olhar humano fatalmente vai compará-los com o objeto terráqueo mais próximo — um carro, uma casa, uma árvore, uma pessoa. Então, a gente ficará com a impressão de que o Sol está imenso. Mas, se se usar um instrumento de medição apropriado se verá que ele continua com a mesma proporção, salvo uma diferença muito pequena, quase imensurável.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Pouco importa.</span> O que importa é o que os nossos olhos registram e nosso peito palpita e nossa alma se encanta.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>
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		<title><![CDATA[O amor impossível de Behr]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21095</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>A poesia de Nicolas Behr tem uma geografia definida, única, inteira, é Brasília. Não é um poeta ufanista (ufa!). É um poeta da paixão cotidiana, do olhar urbano, que resignifica a cidade do jeito moderno que ela é, só que um tanto mais despretenciosa. </span><span style="font-style: italic; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Laranja Seleta, </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">o livro selecionado pelo Prêmio Portugal Telecom,</span> <span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">é uma antologia em comemoração aos 30 anos da poesia de Behr.<span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Eis um pouco do poeta:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">quando deixo o meu amor impossível na rodoviária,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">de noitinha, meus olhos 
compridos seguem-na até perdê-la</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">no turbilhão das gentes</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">imagino meu 
amor impossível na fila do ônibus, altiva,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">altaneira, orgulhosa de si e de 
mais um dia de trabalho</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>os olhares em direção ao meu amor impossível são 
muitos</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">— olhares de cobiça como os meus (o olhar dos famintos)</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>alguém 
oferece ao meu amor impossível</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">um pastel, um caldo de cana ou um 
chocolate</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">hoje não, outro dia (meu amor impossível é 
educadíssima!)</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>meu amor impossível entra no ônibus, passa pela 
catraca</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">— o cobrador finge que separa o troco mas olha os seios do</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">meu 
amor impossível, de soslaio, exatamente como eu faço</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		</item>
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		<title><![CDATA[Nicolas Behr entre os dez]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21084</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		&nbsp;<br><font size="5">&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font><font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <img style="width: 234px; height: 353px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/a8e3749ed0f834fa32f7394f1a0fefc5.jpg"> <br></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Behr em</span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> foto de Paulo H.Carvalho)</span></font><br><font size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bela notícia para o primeiro dia da Bienal Internacional de Poesia de Brasília: o poeta do iogurte com farinha, das pernas tortas de Garrincha e do cerrado, é um dos dez finalistas do cobiçado Prêmio Portugal Telecom 2008. <span style="font-weight: bold;">Nicolas Behr </span>chegou entre os dez com<span style="font-style: italic;"> Laranja Seleta</span>, editado pela Língua Geral. Os finalistas saíram de uma lista de 51 títulos, escolhida por um júri&nbsp; de professores, escritores e críticos literários das cinco regiões do país. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br></span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Alé, de Behr, foram selecionados: </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>20 poemas para seu walkman</span>, de Marília Garcia (poesia, Cosac Naif/7 Letras)</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>Antonio</span>, de Beatriz Bracher (romance, Editora 34) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>Eu hei-de amar uma pedra</span>, de António Lobo Antunes (romance, Objetiva, Portugal)</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>Histórias de Literatura e Cegueira</span>, de Julián Fuks (contos, Record) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>O amor não tem bons sentimentos</span>, de Raimundo Carreiro (romance, Iluminuras) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>O filho eterno</span>, de Cristovão Tezza (romance, Record) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>O sol se põe em São Paulo</span>, de Bernardo Carvalho (romance, Companhia das Letras) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>Os da minha rua</span>, de Ondjaki (contos, Língua Geral, Angola)&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br>Tarde</span>, de Paulo Henrique Brito (poesia, Companhia das Letras) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font>  <br>


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		<title><![CDATA[Palmeiras da ostentação]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21076</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span></font><br>&nbsp; &nbsp; <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; <img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/4ad2a688c1fa83579ff3c2609d96b998.jpg"><br><br><br>Motivada pelo comentário do Wagner&nbsp; sobre a&nbsp; Avenida das Palmeiras, no Condomínio Sol Nascente, fui atrás de uma foto da Rodeo Drive (em Beverly Hills), uma das avenidas mais caras do planeta. Arborizada com imensas palmeiras,&nbsp; a RD reúne as grifes mais famosas do mundo ocidental. Não é qualquer mortal que entra em algumas das lojas da RD.&nbsp; É preciso marcar hora e, mais importante, dizer quem é. Se o candidato a cliente não estiver na lista da Forbes ou se não for parente ou aderente de célebres e milionários famosos, não tem acesso às lojas. Para muita gente, isso é o máximo. Pois eu acho um triste retrato de nossa pobreza de espírito. Antes de se tornar a rua da ostentação, a RD era um estábulo, daí o Rodeo. Foi urbanizada na década de 70, depois da explosão de Beverly Hills, o berço das patricinhas. Foi na RD que Julia Roberts se vestiu de<span style="font-style: italic;"> Uma linda mulher</span> para se sentir à altura de seu príncipe (e que príncipe!) Richard Gere. &nbsp; &nbsp; <br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21073</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><font size="5">Solidão sem ponte</font><br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><span style="font-weight: bold;">Fale-me de amor — </span>é esse o nome do recital que vai abrir a 1ª Bip, sigla simpática de um nome mais pomposo, 1ª Bienal Internacional de Poesia de Brasília. A Bip começa hoje, a Feira do Livro começou na sexta. Brasília, portanto, é a capital da poesia e da prosa — da palavra que se descola do cotidiano e faz sobrevôos delicados ou contundentes na alma de seus amantes.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Poetas, escritores, cineastas, cantores, atores, repentistas, contadores de história, leitores, espectadores, meninos e gente grande, gente anônima e gente famosa,</span> todos reverenciando sua excelência a palavra, em sua estranha complexidade que ora aproxima ora afasta, ora desvela ora esconde, que pode ser isso, mas também aquilo.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Em prosa ou poesia, em recital-poético, f</span>azendo dobraduras de papel ou ouvindo Vladimir Carvalho e Reynaldo Jardim contar de suas vigorosas estripulias de 1968, ouvindo Afonso Romano de Sant’Anna, Maitê Proença ou Thiago de Mello, Brasília está sob o manto da palavra. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Escritores e poetas vivem de namorar a palavra</span>, tentar seduzi-la, deixar-se dominar por ela. Vivem de esperar uma deixa de um novo sentido para um velho dizer. Constróem mundos, inventam sentidos, desinventam verdades. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Para o escritor e o poeta,</span> a festa do livro e da poesia não é muito mais que um happy hour com mais gente e mais idéias. Na hora do vamo-vê, poeta e escritor só têm um lugar onde se ancorar: na ponte sem pilastra, a solidão. Poeta e escritor precisam do silêncio para que a palavra deles se aproxime. E com ela, eles possam construir a representação mais próxima de seu jeito de estar no mundo.<br><br>&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Certa vez, um jovem poeta mandou uma carta para Mario Quintana</span> querendo do mestre ensinamentos sobre a poesia. “Modéstia à parte, disse ele, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade”. E aconselhou o iniciante a ler apenas os poetas de seu agrado. “(Leia) simplesmente os poetas de que gostares e eles assim te ajudarão a compreender-te, em vez de tu a eles. São os únicos que te convêm, pois cada um só gosta de quem se parece consigo”.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Nas célebres</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;"> Cartas a um jovem poeta,</span><span style="font-weight: bold;"> Rainer Maria Rilke </span>dá o conselho que considera mais importante: “Entrar em si e examinar as profundidades de onde jorra sua vida; na fonte desta é que encontrará resposta à questão de saber se deve criar. Aceita-a tal como se lhe apresentar à primeira vista sem procurar interpretá-la. Talvez venha significar que o senhor é chamado a ser um artista. Nessa caso aceite o destino e carregue-o com seu peso e a sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. O criador, com efeito, deve ser um mundo para si mesmo e encontrar tudo em si e nessa natureza a que se aliou”.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">A festa do livro e da poesia</span> vale pelo que é, uma grande festa, um jogo de sedução com o leitor, mas na hora do pega-pra-capá, poeta e escritor não têm pra onde correr. É tu e tu mesmo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[As palmeiras do Sol Nascente]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21043</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>&nbsp;&nbsp; <img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/e9c74fdccddfb8d7fc6c6cf479f5fb74.jpg" align="left"> <br>&nbsp; <font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br><br><br><br>O <span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;">Condomínio Sol Nascente</span>, na Ceilândia, é uma região à espera de infra-estrutura, urbanização. Os barracos são sem reboco, as ruas esburacadas, do jeito mesmo de um assentamento quando ele começa. Na apuração da série A Cor das Cidades, Zuleika, a fotógrafa, Charles, o motorista e eu sacolejávamos nas ruas do condomínio quando, no fim de uma rua, uma imagem arrebatou nossos olhos. Interjeições simultâneas de surpresa. Uma galeria de palmeiras imperiais, portentosas como as do Congresso Nacional, enfeita a Avenida das Palmeiras. Herança da chácara que antes havia ali. &nbsp; </span></font><br>
		]]>
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		<title><![CDATA[O vão-livre dos índios]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=21006</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 380px; height: 250px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/3e839a0188aa37c758bd2b85735d8f74.jpg"><br><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <img style="width: 380px; height: 242px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/049d0798a9c13b706906f8d3cf8aa9e5.jpg"><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Ao mesmo tempo em que pesquisadores brasileiros e norte-americanos constatam, após escavações, que os índios do hoje Parque Nacional do Xingu viviam em espécies de cidades-Estado, autônomas e ligadas por densa rede de caminhos pela floresta, o fotógrafo e antropólogo Milton Guran apresenta a habitação tradicional dos povos indígenas do Xingu. Dá pra ver riqueza de tramas da arquitetura xinguana e o capricho niemeyriano de esticar o vão livre. Guran, que já trabalhou como repórter-fotográfico em Brasília, tem&nbsp; farta documentação do Xingu entre nos anos 1978 e 1984. As fotos fazem parte da exposição A Casa Xinguana -- Casas do Brasil 2008, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo .&nbsp; O MCB expõe mobílias brasileiras do século 17 ao&nbsp; 20.<a href="http://www.mcb.sp.gov.br/"> Para saber mais, clique aqui.</a></span></font><br>


		]]>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20996</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Nós, os intrusos</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Não fosse a capacidade humana de materializar o sonho,</span> ou de pelo menos tentar, talvez ainda vivêsssemos pendurados em árvores (O que, a meu ver, não seria nada mau, mas já que descemos, tivemos de inventar uma ramagem de quereres e buscas). Sonhamos com uma cidade de 500 mil habitantes, perfeita para um país desenvolvido, sem migrantes nem miséria. Uma “flor pousada naquela terra agreste abandonada”, como escreveu Oscar Niemeyer neste jornal dias atrás.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Pena que o Brasil real tenha acachapantemente invadido o sonho</span> de uma cidade perfeita. E nem deu tempo de concretar de todo o sonho. Em 1958, o Nordeste viveu uma de suas mais implacáveis secas, e o povo sedento desceu o país no rumo do Eldorado ou da grande São Paulo. Parou na beira da Cidade Livre e obrigou Juscelino a criar Taguatinga, primeira alteração no sonho perfeito. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-weight: bold;">— Que droga, a gente tem tudo: poder, dinheiro, grandes arquitetos, urbanista,</span> atrevimento, e agora vem esse bando de miserável estragar nosso sonho?, alguém deve ter pensado quando viu a leva de nordestinos à procura de trabalho e abrigo na capital em construção.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Desde então, a Brasília de planejados 500 mil habitantes </span>se transformou na verdadeira capital dos brasileiros. A casa grande não esperava pelo avanço da senzala, mas ela avançou ininterruptamente. E continua a se escorar nas beiradas da capital de maior renda per capita do país</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Dia desses, uma jovem repórter vinda do Nordeste</span> me contou de seu espanto quando viu as superquadras sem guaritas, muros, seguranças, condomínios fechados. Elas são assim porque foram criadas para uma vida mais humana, mais comunitária, mais ajardinada, menos privatizada, menos enjaulada, menos paranóica.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-weight: bold;">Invenção mais-que-perfeita</span>, não fosse o Brasilzão batendo na porta de mala, cuia e anseios de aproveitar de um cadinho disso tudo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-weight: bold;">Por isso, administrar Brasília à altura dela mesma é proteger a flor </span>que é o Plano Piloto e ensinar às gerações presentes e futuras como a capital do país poderia ter sido, toda ela, não fosse o monumento de desigualdade social que é o Brasil. Mas é administrar, de igual modo, as cidades ao redor. Lamentar que a cidade não tenha ficado nos 500 mil habitantes é desprezar 3,5 milhões de brasileiros que vivem nas bordas do sonho, no DF e no Entorno, mais empobrecido ainda. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><span style="font-style: italic;">PS. Se o viaduto Israel Pinheiro não foi construído para resolver o congestionamento da EPTG, isso tinha de ter sido dito claramente para a população que esperou ansiosamente pelo golpe mágico que a salvaria do castigo diário. O secretário de Transportes avisa, agora, que as novas obras começarão primeiro pela construção dos desvios, para só então se construir novos viadutos. “Para não cometer o erro do primeiro viaduto e deixar o usuário irritado”. Entendi.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span></font>
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		<title><![CDATA[Marta, a princesa colorida]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20914</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br>Marta Amaral é uma princesa do PSul. Desde menina, quando via a mãe plantando flores coloridas, ela vive do encantamento das cores. Veste-se de tons fortes, de manhã, de tarde, de noite, em casa, na igreja, pra dormir. São vestidos e saias compridas, que enchem o guarda-roupa, e tecidos que estão guardados na banheira. O marido, Antônio, compartilha do mesmo encantamento. E veste-se com cores igualmente fortes. Os filhos, Wander e Wagner, são os fotógrafos dos sonhos coloridos da mãe. &nbsp;  </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 344px; height: 229px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/67039c6f850046a3333a376afe1f7371.jpg"><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 230px; height: 346px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/6fc3e4008e906901db6ce5d50986a7e2.jpg"><br><br><img style="width: 222px; height: 335px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/98f782c09dc0ef985a736f0ab5c612aa.jpg"><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 214px; height: 323px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/6d8b55985fbfc2caeb5b9cf335ad7f11.jpg"><br>


		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20890</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=5>Maria José</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2></FONT>&nbsp;</P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>
<P><BR><STRONG>Quando conheci Maria José,</STRONG> não gostei do seu jeito exageradamente educado: ‘Senhora Conceição, bom-dia’. ‘Senhora Conceição, pode entrar’. ‘Senhora Conceição, até logo’. Esse ‘senhora Conceição’ me dava nos nervos. Uma apropriação antinatural do inglês pra se somar ao gerundismo que ainda ecoa vez ou outra por aí. Mas deixei pra lá. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Os acontecimentos que se seguiram aos primeiros</STRONG> ‘senhora Conceição’ me deixaram envergonhada comigo mesma. Maria José me daria lições, muitas. Quando seu marido sofreu um acidente no Eixão, pude conhecer uma mulher brava e ao mesmo tempo docemente educada. Quando ela me contou que o médico do Hospital de Base, um rapaz novo, disse que seu marido ia ficar inválido para o resto da vida, que nunca mais iria falar, andar, que iria viver em estado praticamente vegetativo, ela falava sem se deixar dominar pelo choro nem pelo desespero. Havia dor, mas havia força dominando a dor.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Naqueles primeiros dias, Maria José</STRONG> acompanhava o marido supostamente semimorto no hospital e ao mesmo tempo cuidava de sua filha e enteada, as duas de 9 anos, em Valparaíso, dos muitos problemas decorrentes da tragédia, polícia, inquérito, seguro, despesas. E ainda chegava às 7h30 ao trabalho, depois de duas horas de congestionamento, com o salto baixinho, o uniforme impecavelmente branco, o sorriso com um batom suave, e profunda tristeza no olhar.<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>—Como está seu marido, Maria José?</STRONG> Está nas mãos de Deus, senhora Conceição, ela com um quase invisível sorriso bem-educado.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR><STRONG>Foram semanas não-dormidas. Maria José,</STRONG> que já era magra, virou um palito. "Não consigo comer, senhora Conceição. A comida não desce".<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>Os dias foram se passando e o seu marido vagarosamente melhorando</STRONG>, a despeito do diagnóstico perverso do médico. "Hoje ele riu pra mim, senhora Conceição. Ah, senhora Conceição, tenho fé em Deus que ele vai melhorar, que vai sair dessa. Deus é maior que tudo."<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>Algumas semanas mais tarde, o marido pôde ir para casa,</STRONG> mas levava uma escara enorme nas costas e era preciso uma ambulância para transportá-lo e uma cama de hospital em casa. Como Maria José conseguiu tudo isso, não sei, mas ela conseguiu, com seu jeito doce e firme, fibra escondida num corpo frágil. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>Nova escala de sofrimento até que Maria José</STRONG> conseguiu uma vaga no Hospital de Apoio. O marido já estava reconhecendo as pessoas, conseguia ficar de pé, conversava e aos poucos recompunha a memória.<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>"Ah, senhora Conceição, graças a Deus ele vai ficar bom de novo</STRONG>. Deus é grande demais, senhora Conceição. Não é que ele já está querendo me namorar?, Maria José me disse, há dias, com um sorriso timidamente maroto.<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>Que força descomunal e ao mesmo tempo que doçura existe em Maria José</STRONG>. Virei fã.</FONT> </P>
		]]>
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		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[O Xingu tinha Lucio Costa]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20886</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <IMG src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/98848f81a845b316d4506f9427e840f2.jpg"></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Muito antes de Cabral aportar por aqui, havia Lucios Costas de cocar e tanga. Os índios do Xingu viviam em uma área urbanisticamente organizada. Escavações feitas por pesquisadores brasileiros e norte-americanos revelaram uma trama de estradas que cortavam a região onde hoje está o Parque Indígena do Xingu. Vilas muradas de até <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:metricconverter w:st="on" ProductID="50 hectares">50 hectares</st1:metricconverter> e aldeias menores, todas ligadas por estradas a grandes praças. A pesquisa divulgada na revista <EM>Science</EM> calcula que havia até 100 mil pessoas vivendo no aglomerado, digamos, urbano. Onde hoje está a floresta, havia, entre os anos 1200 e 1600, grandes roças, pomares e tanques para criação de tartarugas. Ao que parece&nbsp;as “cidades” dos índios xingus eram autônomas, a exemplo das cidades-estado gregas.&nbsp;&nbsp;</FONT></SPAN></P>
		]]>
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		<title><![CDATA[Cantando nos pingos de chuva]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20865</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <IMG height=349 src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/0bb5e46f74b040f90867aca4f04ed987.jpg" width=264></P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2> Depois de 122 dias de seca cruel,&nbsp;caíram as primeiras gotas de chuva sobre&nbsp;Brasília, pinguinhos, nada mais.</FONT>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>
		]]>
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		<title><![CDATA[O cavalo e o poeta]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20855</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=5></FONT>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <IMG style="WIDTH: 368px; HEIGHT: 300px" height=337 src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/54357d259d1820e2bbb083522644f9b0.jpg" width=413></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><STRONG>Mario Quintana não gostava&nbsp;de escrever em prosa. Dizia, modestissimamente, não possuir "o dom discursivo e expositivo</STRONG>".&nbsp;Dizia que a prosa não tem margem, "nunca se sabe quando, como e onde parar".&nbsp;Com&nbsp;o poema é diferente, dizia o poeta. Ele "descreve uma parábola trancada pelo próprio impulso (ritmo)". Em&nbsp;carta a um poeta que lhe pedia conselhos, Quintana escreveu:</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><EM>“A poesia é um fato consumado, não se discute; perguntas-me, no entanto, que orientação de trabalho seguir e que poetas deves ler. Eu tinha vontade de ser um grande poeta para te dizer como é que eles fazem. Só posso te dizer o que eu faço. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre em qualquer parte, nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras. Por vezes até uma rima ajuda, com o inesperado da sua associação. (Em vez de associações de idéias, associações de imagem creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna.) Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia releio, já esquecido de tudo (a falta de memória é uma bênção nestes casos). Vem logo o trabalho de corte, pois noto logo o que estava demais ou o que era falso. Coisas que pareciam tão bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema) tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com o cavalo. <STRONG>Por não ter nada de mais nem de menos é que o cavalo é o mais belo ser da Criação</STRONG>."</EM></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><EM>&nbsp;&nbsp;</EM></FONT></P>
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		<title><![CDATA[O pai do móvel bem brasileiro]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20817</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><br><br><img style="width: 303px; height: 201px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/f316c65166b95166add45f192e1e4915.jpg"><br><img style="width: 265px; height: 265px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/f52bc40bc30e624deaf036a0653daea5.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Bancos de SR no Itamaraty e uma <br>cadeira </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">de safra bem mais recente</span></font><br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>A Enciclopédia Larousse o classificou como o pai do móvel brasileiro. O arquiteto <span style="font-weight: bold;">Sergio Rodrigues</span> é sim um dos mais importantes nomes do mobiliário brasileiro. É dele a poltrona Mole (que eu já postei aqui) e são dele muitos dos móveis do Itamaraty. <br><br><br>Eram deles as poltronas do<span style="font-weight: bold;"> Teatro Nacional</span>, do<span style="font-weight: bold;"> Cine Brasília </span>e do auditório<span style="font-weight: bold;"> Dois</span> <span style="font-weight: bold;">Candangos</span>, na UnB, mas a negligência dos funcionários públicos para com os bens do Estado fizeram com que as peças fossem destruídas ou desaparecessem.&nbsp; Diz <span style="font-weight: bold;">Oscar Niemeyer</span>: “Naquela época (no começo da cidade), não se tinha tempo de pensar em desenhar móvel nenhum. Nós usamos móveis correntes no mercado, selecionando como o Palácio exigia. O principal designer a quem solicitei móveis foi Sergio Rodrigues”. <br><br><br>O arquiteto conta que chegou a esboçar alguns móveis para o Congresso, mas Israel Pinheiro queria que ele se mudasse para Brasília. “Ele disse que para fazer qualquer coisa em Brasília, eu tinha de vir morar aqui. Eu tinha começado a fazer a Oca, não tinha condições de ir para Brasília e esse trabalho foi esquecido”, disse Sergio Rodrigues à repórter Nahima Maciel. (Oca foi uma fábrica dos móveis de Rodrigues criada em 1955.&nbsp; <br><br><br>Com a <span style="font-weight: bold;">Oca</span>, disse <span style="font-weight: bold;">Lucio Costa</span>, o arquiteto “integrou a ambientação de interior no movimento de renovação de nossa arquitetura”. Sergio Rodrigues juntou a tradição indígena brasileira com madeira nativa e criou um mobiliário genuinamente brasileiro -- e bem casado com a arquitetura. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br><br>


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		<title><![CDATA[Arquitetura baiana e japonesa]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20779</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Em Madre de Deus,perto de Salvador</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">Em Tóquio</font><br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><img style="width: 270px; height: 167px;" src="../../static/user//18/18744/a499172993f916a09d99eb920d48b8d6.jpg" align="left"><img style="width: 239px; height: 320px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/be32ea4c9fc428ef5d5a209bff1e7c52.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Uma casa que vem sendo chamada de palito virou ponto turístico na cidade de Madre de Deus, a 50 km de Salvador. Ela tem 1,1 metro de largura na frente e vai se alargando até alcançar três metros no fundo.  O proprietário construiu o que pôde no terreno que tinha. Na casa de três andares vive uma família de seis pessoas e o dono, o contador Marco Antonio de Mesquista Minho, de 47 anos, o Popó, diz que ninguém dorme em pé. Não se tem notícia se Popó conhece o arquiteto japonês Kiyonoti Kikutabe, um dos grandes do país. Kikutabe fez um hotel-palito, o Sofitel, em Tóquio.</span></font> 

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		<title><![CDATA[crônica da cidade ]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20769</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font style="font-weight: bold;" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Fogo de agosto<br><br><br></span></font><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 377px; height: 251px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/4e6de65665b376a4079a4cb936d382ee.jpg"><br><br><br><br style="font-weight: bold;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Não é de hoje que agosto deixa um rastro de cinzas no cerrado.</span> Desde eras remotas, o mês oito põe fogo na casa, afugenta os bichos e devora árvores, matinhos e flores. Diz-se que o cerrado é assim, retorcido e encrespado, de tanto enfrentar a combustão (menos espontânea do que se imagina) do tempo da seca.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">O arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, </span>tem uma história que gosto de repetir: quando veio para Brasília, no final dos anos 50, ficou extasiado com a combustão espontânea do cerrado. Ele jura que viu, com os olhos que a Terra, infelizmente, um dia há de comer, que a mata desgrenhada e contorcida, de árvores anãs e flores miúdas, que tudo isso pegava fogo sem a ajuda de nenhum toco de cigarro. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Se o Lelé disse que viu, é porque viu</span>, mas a ciência considera a combustão espontânea mais mito — belíssimo, diga-se — que fenômeno real. São necessárias condições bastante específicas para a aparição do fogo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">A combustão acontece com o cruzamento do oxigênio</span> com uma substância combustível e sob a ação de uma fonte de calor. Qualquer tipo de matéria orgânica é um combustível, se estiver seca mais ainda. Mas é preciso um “fósforo” para produzir o fogo. O fósforo propriamente dito, não o que está no palito, mas a substância química in natura, é tão explosivo quanto o velho Zagalo ou Ciro Gomes ou Edmundo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>Nossos ossos também são poderosa fonte de fósforo. </span>Se uma pedra rolar estrepitosamente até uma ilha de ossos num cemitério malcuidado (onde haverá, hein?), essa combinação pode resultar em fogo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>Um raio pode provocar uma combustão, </span>mas ele só cai com chuva, portanto o fogo dificilmente se alastra. O reflexo da luz do Sol numa superfície espelhada também tem o efeito de um palito de fósforo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br style="font-weight: bold;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>O sertão de onde Brasília brotou tinha mato seco</span>, ossos, pedras rolando e muita luz do Sol — um paraíso para a combustão espontânea. Quando os candangos construíram as primeiras casinhas de madeira, uma grudadas nas outras, o cenário do fogo estava completo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>No segundo agosto da construção, </span>o de 1958, os candangos foram avisados de que haveriam de aprender a enfrentar o fogo . Como tudo aqui foi inaugural, até o primeiro incêndio não espontâneo ficou registrado no Diário de Brasília. Em 30 de julho de 1958, por volta das três da madrugada, o fogo destruiu a cozinha da Construtora Rabelo, no acampamento perto do Palácio da Alvorada. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>Muitos outros viriam nos dias seguintes.</span> Em 2 de agosto, foi-se a primeira agência bancária da cidade, a do Banco Nacional de Minas Gerais, na Cidade Livre. Vinte e cinco minutos, durante à noite, foram suficientes para o fogo engolir o prédio. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>O mês oito de 1958 levou dois candangos,</span> mortos em incêndios. Mas os primeiros bombeiros (voluntários) só chegariam à cidade três meses depois, no mês onze, já nas primeiras chuvas. A propósito, cadê elas, meu São Pedro? </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


		]]>
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		<title><![CDATA[Dicionário de piauiês]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20747</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><br></font><font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Bonito pra chover</span> -- É o que se diz quando o céu anuncia a dádiva da chuva que faz brotar roças e espalha o verde nos pastos. Tempo feio, no Piauí, é o do sol que prenuncia a seca. Para nós, tempo bom e quando está bonito pra chover.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">Xis com</span> --&nbsp; Em diagonal com. Forma inteligente que o piauiense encontrou para ensinar um endereço. “A casa de Zequinha Manguaça? Fica xis com o Boteco Pinga ni Mim”.<br><br><br></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Bê-erre-o-bró</span> -- Os meses mais quentes do ano, todos terminados em BRO -- setembro, outubro, novembro e dezembro.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Empaiar </span>-- Ocupar, atrapalhar</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Licute </span>-- Namoro chameguento</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Aqueles montes</span> -- Muito, por demasia. “Se ele gosta dela? Não, só aqueles montes”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Esses são alguns dos verbetes da <span style="font-weight: bold;">Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês</span>, do jornalista Paulo José Cunha. A terceira edição de tão importante obra será lançada durante a 27a. Feira do Livro de Brasília, no próximo 4 de setembro (a partir das 19h). Tem tanto piauiense na cidade que Paulo José costuma dizer que Teresina é a segunda maior cidade do Piauí. A primeira é Brasília. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span></font>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA["Eu tenho um sonho"]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20717</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;  <img style="width: 254px; height: 356px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/2225d05987eb0d25eafdb2eb980f655e.jpg"><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Martin Luther King sendo preso</span></font><br><br><br><span style="font-weight: bold;"><br>H</span><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">oje faz 45 anos que Martin Luther King </span>pronunciou um dos discursos mais importantes da história moderna ocidental, que ficou conhecido como <span style="font-weight: bold;">Eu tenho um</span> <span style="font-weight: bold;">sonho</span>. Discurso que criou as condições para que negros e brancos pudessem usufruir do mesmo país, da mesma liberdade, do mesmo lugar no ônibus, nos hotéis e nas escolas. Uma aula de história, de dignidade, de oratória, de humanidade, de fé e de força. </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Seguem alguns trechos:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="4"><span style="font-weight: bold;">“</span></font><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Eu estou contente em unir-me com vocês</span> no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história da nossa nação.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;">Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.</span><font size="4">”</font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">.....</span><br><br><br><font size="4"><span style="font-weight: bold;">“</span></font></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"></span></span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Agora é o tempo para transformar</span> em realidade as promessas de democracia.<br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"></span></span>
<span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Agora é o tempo para subir do vale das trevas</span> da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.<br>
</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"><br><span style="font-weight: bold;">Agora é o tempo para erguer nossa nação</span> das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Há </span></span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;">tempo para fazer da justiça uma realidade</span> <span style="font-style: italic;">para todos os filhos de Deus</span>.<font size="4"><span style="font-weight: bold;">”</span></font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">....</span><br><br><br><font size="4"><span style="font-weight: bold;">“</span></font><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo</span> que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada</span> <span style="font-style: italic;">indissoluvelmente à nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só</span>.<font size="4"><span style="font-weight: bold;">”</span></font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><span style="font-weight: bold;">....</span><br><br><br><font size="4"><span style="font-weight: bold;">“</span></font><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro </span>for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não puderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova York acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza</span>.<font size="4"><span style="font-weight: bold;">”</span></font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">....</span><br><br></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="4"><span style="font-weight: bold;">"</span></font><span style="font-weight: bold;">E</span><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">u digo a você hoje, meus amigos</span>, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. <span style="font-weight: bold;">Eu ainda tenho um sonho</span>. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.<br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"></span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Eu tenho um sonho que um dia</span> esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença -- nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">Eu tenho um sonho</span> que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa fraternidade.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>E</span><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">u tenho um sonho que um dia</span>, até mesmo no estado do Mississipi, um estado que transpira o calor da injustiça, que transpira o calor da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;"><br>Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças</span> vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.<span style="font-weight: bold;"> Eu tenho um sonho hoje!</span><font size="4"><span style="font-weight: bold;">"</span></font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span>(...)<br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/discursoking.htm">leia aqui a íntegra do discurso </a></font><br>


		]]>
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		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20699</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5">Folhas secas <br><br></font></span></font><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 355px; height: 266px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/1204734fd5ff7e1c750a8ae5a122b108.jpg"><br><font style="font-weight: bold;" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;">Cento e vinte e um dias sem gota d’água sobre a cidade.</span> </span>Estamos todos em estado de pré-combustão espontânea. Tudo estala: a pele, as pálpebras, o peito, as árvores secas, a vegetação rasteira, os telhados das casas. Todos sedentos de um chuvisco que seja, mas tudo com uma estranha beleza de deserto. <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">Cento e vinte e um dia depois da última chuva,</span> uma camada de folhas secas cobre o chão da cidade. Folhas miúdas, graúdas, arredondadas, compridas, cônicas, galhos secos e painas acolchoadas deitam-se ao redor das árvores, no teto dos carros, no telhado das casas, sobre nossas cabeças, anunciando chuva e nova floração para logo mais.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Tem gente que acha que folha seca é lixo</span> e varre o tapete crocante para a lata do lixo, levando não somente a beleza tão admirada nas fotos do outono no hemisfério norte, mas a vida que ela contém. E com isso interrompendo o ciclo natural que alimenta e protege a Terra. Tem um montão de inseto e vermes, as minhocas que o digam, esperando ansiosamente que a folha caia da árvore. É o alimento deles, e deles sairá o excremento que vai enriquecer o solo. <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;">(Quanto mais se conhece a natureza, mais perto se fica do espantoso e muito bem encadeado milagre que a vida é).</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">As folhas secas que crepitam sobre nossos pés protegem o solo da erosão.</span> Terra nua não consegue reter a água que virá — um dia virá. Sem a camada de folhas e galhos secos, o chão fica desprotegido e recebe todo o chuvaréu sem a ajuda do filtro carinhoso e paciente que a natureza inventou para ajudá-la a recompor a umidade. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Contam-se que moradores das casas do Lago Norte e do Lago Sul,</span> e dos condomínios, e do Park Way, tratam as folhas e ganhos secos como se lixo fossem. Varrem o presente crocante que as árvores dão ao solo, tocam fogo ou os transformam em enormes sacões do que eles passam a chamar de lixo e que daí em diante lixo será. Interferem na ordem natural da vida da Terra em nome talvez de uma assepsia desnecessária e de uma beleza artificial e vazia. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Onde o rastelo e a vassoura não passam,</span> o chão da cidade está coberto de ondas crepitantes de folhas e galhos secos. Em pequenos bosques de paineiras, como aquele na entrada do Sudoeste/Cruzeiro, em frente à Polícia Civil, o chão se transforma num espetáculo de natureza morta — que de morta não tem nada. Faz dias que a meia dúzia de paineiras lança ao chão fibras sedosas, finas e brancas, parentes bem próximas do algodão. Servem para enchimento de travesseiros e bichinhos de pelúcia. Mas quando passo por elas, todas as manhãs bem cedinho, servem para amaciar o começo do dia. Os chumaços de paina se misturam às sementes, folhas e galhos, mas se sobressaem como uma neve tropical.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Estamos há cento e vinte e um dias sem chuva, mas <span style="font-weight: bold;">há sinais vivos de beleza sobre o chão arisco e sedento. </span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[Irlam, Chico, Caetano, Roberto e João ]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20643</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </span></font><br><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <img style="width: 448px; height: 400px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/059065185c8df396b749f379d71194c9.jpg"><br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Desde a década de 70, Irlam acompanha os grandes da&nbsp; MPB. Na semana passada, ele assistiu aos históricos shows de João Gilberto e o do Roberto e Caetano</span></font><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. Há mais de 30 anos, Irlam acompanha as feras da música popular brasileira. Na foto, Irlam persegue o adversário, Chico Buarque, em jogo no Clube da Imprensa em 1982  <br></span><br>&nbsp;<br><br>Texto de</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> Irlam Rocha Lima</span></font><br><br><div style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><font size="2">
<p><br></p><p><span style="font-style: italic;">Adolescente em Santo Amaro, </span><span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;">Caetano Veloso</span><span style="font-style: italic;"> foi ao êxtase ao ouvir numa rádio 
local, há 50 anos, </span><i style="font-style: italic;">Chega de saudade</i><span style="font-style: italic;"> (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) na 
interpretação de </span><span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold; font-style: italic;">João Gilberto. </span><span style="font-style: italic;">Quatro anos depois, já em Salvador, músicas do 
repertório do "pai da bossa nova" faziam parte do </span><i style="font-style: italic;">Nós por exemplo</i><span style="font-style: italic;">, show 
no qual Caetano dividiu o palco com Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa e 
Alcivando Luz, entre outros. É mais ou menos da mesma época </span><i style="font-style: italic;">Coração 
vagabundo</i><span style="font-style: italic;">, uma autêntica bossa criada pelo compositor, inspirado em João. Na 
década de 1980, ele teria a "suprema honra" de estar ao lado do mestre, 
juntamente com Gilberto Gil, no antológico álbum </span><i style="font-style: italic;">Brasil</i><span style="font-style: italic;">.</span></p><p style="font-style: italic;"><br></p>
<p style="font-style: italic;">No começo da década de 1960, um cantor originário de Cachoeiro do Itapemirim 
lançou um LP cantando bossa nova, no qual imitava João Gilberto. Era  
<span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);">Roberto Carlos,</span> que em seguida viria a liderar um movimento musical voltado para a 
juventude, sob o título de jovem guarda – que deu nome, também, a um programa de 
televisão de sucesso.</p><p style="font-style: italic;"><br></p>
<p style="font-style: italic;">Demorou para que João, Roberto e Caetano viessem a se juntar num mesmo 
projeto, o ItaúBrasil, comemorativo do cinqüentenário da bossa nova. No último 
final de semana, tive o privilégio de ver os shows dos três, no Theatro 
Municipal do Rio de Janeiro. Ao olhar do repórter e à tentativa de manter 
distanciamento crítico se sobrepôs a emoção do fã. Estar frente a frente com 
Caetano e Roberto (de quem já assistira incontáveis apresentações individuais), 
vendo-os e ouvindo-os revisitar a obra do genial Tom Jobim, é algo que vai ficar 
eternizado na minha retina e nos meus ouvidos. Como esquecer esses dois craques 
da moderna música popular brasileira cantando em duo Tereza da praia e 
Chega de saudade, reverenciando o eterno maestro soberano?</p><p style="font-style: italic;"><br></p>
<p style="font-style: italic;">E o que falar do concerto de João Gilberto? Concerto sim, pois, mesmo 
solitário na imensidão do palco do Municipal, tendo a companhia apenas do 
violão, o que o mestre faz é mais que simples recital. Anteriormente, havia 
aplaudido João em alguns shows. Dois em São Paulo: o primeiro, no antigo Palace, 
ao lado de Tom Jobim – obviamente inesquecível. O outro, na inauguração de uma 
grande casa de espetáculos, no qual reclamou de parte da platéia que, aditivada 
pelo champanhe servido antes no coquetel, insistia em conversar. A reclamação 
foi seguida por vaia. João rebateu, afirmando, em tom de blague: "Vaia de bêbado 
não vale". A frase entrou para o folclore que o cerca. Em Brasília, me deliciei 
com o canto sussurrante do mito e a "batida diferente" do seu violão, também, em 
duas oportunidades. A primeira, na Sala Villa-Lobos, e a segunda, na Academia de 
Tênis.</p><p style="font-style: italic;"><br></p>
<p style="font-style: italic;">Ao revê-lo no Theatro Municipal, fiquei conhecendo outra faceta de um ídolo, 
sempre visto como difícil, exigente, perfeccionista, inacessível e até 
rabugento. O João que foi ovacionado do começo ao fim do espetáculo de quase uma 
hora e 40 minutos era um artista simpático, tolerante (não se importou com os 
ruídos provocados pelo público), brincalhão e generoso. Foi bacana a homenagem 
que prestou a antigos companheiros de ofício, como Dorival Caymmi, Tito Madi, 
Sérgio Ricardo e o grupo Os Cariocas. E até engraçado vê-lo convidando os fãs 
para acompanhá-lo no bis, quando reprisou Chega de saudade. Momentos como 
esses ficarão gravados para sempre na memória do repórter que, desde a década de 
1970, acompanha de perto a trajetória desses heróis da nossa música. <br></p></font></font></div><br>


		]]>
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		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[Casa de lado e de ponta-cabeça]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20639</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><img style="width: 367px; height: 245px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/dbd8fb00434115c88b0dcfe9c8014f44.jpg"><br><img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/2253cceea1b41cdcd14e0667981d3ef0.jpg"><br><br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Deu no G1, matéria de Glauco Araújo:</span><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O advogado Eduardo José Lima, 64 anos, construiu duas casas de maneira 
inusitada em Belo Horizonte. Uma delas tem o telhado no chão e a varanda no 
teto. Como não se contentou com a novidade, ele construiu&nbsp;outra residência&nbsp;ao 
lado, só que dessa vez o mineiro mandou o construtor colocar o telhado no lugar 
da parede.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p>
<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em fase de conclusão, as duas residências não têm moradores e viraram ponto 
turístico no bairro.</font></p>
<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A idéia da obra surgiu durante um sonho em janeiro deste ano. A construção 
começou a ser levantada no mês seguinte. "Ele tem essa mania de acordar no meio 
da noite e anotar tudo que sonha. Daquela vez, ele desenhou uma casa com o 
telhado de lado. Quando foi de manhã, me disse que iria construir uma casa desse 
jeito", disse&nbsp;Maria Neide Oliveira Lima, 58 anos,&nbsp;mulher do advogado.</font></p>
<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ela afirmou ainda que não se surpreende mais com as invenções do marido. "No 
começo eu achei uma loucura, mas sempre soube que ele consegue tudo o que quer. 
Até perdi minha bicicleta, que foi parar no teto da casa, como se estivesse 
encostada na parede", disse a dona-de-casa.</font></p>

<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem passa na rua até pode imaginar que alguma ventania passou por ali e 
derrubou o telhado da casa. As luminárias externas estão viradas para cima, há 
até um cachorro pregado no teto e vasos ornamentais para compor a ilusão óptica. 
Até mesmo a grade das falsas varandas estão invertidas. "As portas da casa ficam 
na janela do segundo andar, caso estivesse com o telhado para cima."</font></p>
<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Lima disse que a motivação para tocar a obra foi o cansaço com o cenário 
avistado da janela de sua casa, no bairro Ouro Preto. "Eu moro numa região muito 
alta e estou acostumado a ver telhado para todo lado. Então,&nbsp;decidi fazer uma 
casa com o telhado para baixo."<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL737403-5598,00-ADVOGADO+CONSTROI+CASA+DE+CABECA+PARA+BAIXO+EM+MG.html"> Leia mais aqui</a><span style="font-style: italic;"></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p>
<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><br></font></p><font size="2"></font><br>


		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20604</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;"><br></span></font><br>Wim dos desejos</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Consta que Wim Wenders tem por desejo, </span>certamente um de muitos, o de filmar Brasília. E se em vez de sobrevoar Berlim e observá-la do topo dos prédios, os anjos Cassiel e Damiel, os de Asas do desejo, tivessem sobrevoado Brasília e tivessem se sentado cada um numa das torres do Congresso, perninhas balançando na fachada lateral, ora de frente para a Esplanada ora de frente para o lago? </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;<br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Que cidade os anjos de Wim Wenders veriam? </span>Em tradução literal do alemão, Der Himmel über Berlin que dizer O céu sobre Berlim — que os brasileiros trocaram para Asas do desejo. Os dois anjos haveriam de voar sobre a história da cidade, tal qual voaram sobre o vazio de Berlim destruída pela guerra. No filme, aparecem imagens documentais do período imediatamente pós-guerra, quando os destroços ainda fumegavam. No Asas do desejo 2, viagem a Brasília, os dois anjos voariam sobre uma região fumegante de obras e de vontade de inventar um novo mundo — pós-guerra. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Wim Wenders procura rastros de humanização nos despojos da guerra</span> ao mesmo tempo em que seus dois anjos sentem falta de experimentar o que é ser humano. Eles vivem na eternidade, no tempo que não se transforma, que não é ontem, nem hoje, nem amanhã. São tão-somente espectadores do mundo terreno. Não sentem a dor de uma torção no tornozelo ou de um amor que partiu ou prazer sensorial de uma lambida num sorvete de manga ou num pirulito de calda de açúcar queimado. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">Fosse em Brasília, e não em Berlim, </span>fosse durante a construção da nova capital do Brasil, e não na cidade devorada pela guerra, os anjos Cassiel e Damiel acompanhariam, sentados no alto das duas torres do Congresso, a intervenção direta do desejo e da vontade dos homens na paisagem antes deserta. Não mais Berlim destroçada, mas Brasília em estado de nascimento.<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">O adolescente Wilhelm Ernest Wenders nasceu em 1945,</span> portanto, durante a guerra. Tinha 11 anos quando Brasília começou a ser construída. Na cidade onde nasceu, Dusseldorf, hoje um pólo financeiro e cultural da Alemanha, o garoto ficou sabendo que no distante e impreciso Brasil uma cidade estava sendo construída no meio da selva. “Na parede do meu quarto tinha todas as informações e imagens que podia ter sobre Brasília”, ele disse ao jornal <span style="font-style: italic;">Folha de S. Paulo.</span> <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Pronto. <span style="font-weight: bold;">Brasília deitou seu sonho no peito do adolescente</span> que mais tarde estudaria medicina e filosofia e que depois largaria tudo para, aos 20 anos, desembarcar em Paris com o desejo de fazer cinema. <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;">“Se eu fosse fazer um filme amanhã sobre o Brasil, disse ele à <span style="font-style: italic;">Folha,</span> não hesitaria em filmá-lo em Brasília, um lugar extraordinário, um exemplo para o mundo. Passaria algum tempo lá, até encontrar a história que a cidade me contasse”.</span> <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;">O alemão Wim Wenders tem Brasília no peito,</span> coisa que a maioria dos brasileiros não tem. Bem poderia ensinar Brasília ao Brasil. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[O artista de São Sebastião]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20564</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <img style="width: 354px; height: 260px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/6771d38c45574701381d1b067d653ce3.jpg"><br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font size="2">&nbsp;</font>  </span></font><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"><br>Gersion de Castro</span>, artista plástico de <span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;">São Sebastião</span>, ganhou o prêmio Incentivo da <span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;">9ª Bienal Naifs do Brasil</span>, realizada pelo Sesc de São Paulo. Gersion pinta a cidade onde mora, mas já pintou e muito a Vila Paranoá, onde passou a infância. Suas telas têm a cor da terra vermelha do cerrado e as marcas da vida difícil dos candangos. Claudimar Gonzaga Pereira, de Pirenópolis, recebeu o mesmo prêmio, e mais três artistas de outros três estados. A Bienal começa em 5 de setembro e vai até 14 de dezembro, com 107 obras de 70 artistas selecionados. A Sala Especial, a dos maiorais da exposição, tem a curadoria de Olívio Tavares de Araújo, um fera em artes plásticas. Sobre a arte naif, ele disse, ao portal <span style="font-style: italic;">www.vitruvius.com.br</span>: “Igualmente, <span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;">o termo naif (ou ingênuo) estabelece uma hierarquia, como se o artista erudito fosse emocional e/ou intelectualmente mais maduro, mais lúcido, mais inteligente. Nada disso. Pode ser, quando muito, mais informado</span>”. Os artistas que estarão na Sala Especial são: Chico Tabibuia, do Rio de Janeiro; Alcides Pereira, da Bahia; Nuca de Tracunhaém, de Pernambuco; Ranchinho, de São Paulo; Eli Heil, de Santa Catarina; e Chico da Silva, do Acre.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br>(A foto é de uma obra de Gersion. Quando conseguir a premiada, postarei)</span></font><br>


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		<title><![CDATA[Mil livros por dia!!!]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20552</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="5"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><img style="width: 244px; height: 368px;" src="http://www.eunaotenhonome.com.br/static/user//18/18744/075b57eb932570022acfef92fe9ef057.jpg" align="left"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"><br><br><font size="3">Para quem (ainda) acha que Brasília é uma cidade fria, o projeto Parada Cultural está provando que ela tem o calor da leitura nos pontos de ônibus. Já são 35 bibliotecas em toda a W-3 Norte e mil (MIL!!!), livros emprestados todo dia, segundo informações da assessoria de imprensa do T-Bone. Agora, os espanhóis estão de olho na idéia. Duas consultoras da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid) estão em Brasília durante toda esta semana para fazer conhecer o projeto, fazer propostas para melhorá-lo e levar a idéia ao governo espanhol.</font></font><br>
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20545</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font style="font-weight: bold;" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="5"><br><br>O bem e o mal</font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;"><br>Nos mais de sete anos como repórter de polícia, </span>nunca vi um bandido mau. Eram todos bonzinhos, humildes, conversavam de olhos baixos e invariavelmente negavam as acusações. Os di-menor, como a gente dizia antes da vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente, os di-menor tinham uma voz quase infantil. E eu saía das entrevistas com uma baita interrogação na alma: o mal é invisível? onde está a maldade nesse homem? como esse adolescente de voz e gestos de criança foi capaz da crueldade de que ele é acusado?<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold;"><br>Naqueles anos 80, de recomeço de democracia, </span>havia em Goiânia um delegado de polícia que se destacava pela cordialidade com que tratava os repórteres. Facilitava a nossa vida, nos deixava entrevistar o preso, ler o inquérito. As portas de seu gabinete estavam sempre abertas. Era a fonte que todo repórter queria ter. Às vezes, ele interrompia a conversa para atender o telefone: “Filho querido, tudo bem, pode ser. Beijo”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;"><br>Essa flor de delegado tinha a fama de ter sido torturador de preso político</span>. E de seguir torturando preso comum (No meu tempo de repórter de polícia tortura fazia parte rotineira dos métodos de investigação da polícia. E as coisas não devem ter mudado muito desde então para preso pobre, com ou sem algemas).</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O mal tem muitos disfarces, mas suspeito que tenha uma única origem, o próprio mal. Vejam matéria de Renato Alves no www.correiobraziliense.com.br, de domingo passado. Ele descobriu que o goiano Mohammed D’Ali dos Santos, assassino confesso da inglesa Cara Marie, carrega uma tragédia sem tamanho na sua história. O pai dele, um cabo da PM, foi morto a tiros e pauladas, foi enforcado e decaptado quando Mohammed tinha 2 anos.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;"><br>Na mesma Goiânia,</span> a empresária Silvia Calabrese Lima estarreceu o país quando a polícia descobriu que ela torturava, acorrentava, amordaçava e batia em Lucélia Rodrigues da Silva, a menina de 12 anos que fazia o serviço da casa. Desde os 5 anos, Silvia viveu em orfanatos ou trabalhou como doméstica. Ela conta que foi violentada e espancada nos lugares por onde passou.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><span style="font-weight: bold;"><br>O germe do mal não se instala em todos aqueles que dele foram vítimas</span>, fosse assim não haveria tantos sobreviventes do holocausto que refizeram suas vidas, criaram, inventaram, foram capazes de multiplicar o bem. Mohammed e Silvia haverão de pagar pelos crimes terríveis que praticaram. A tragédia de que foram vítimas e que depois devolveram ao mundo em forma de outra tragédia, tão ou mais hedionda, só nos ensina que a violência é um germe que se reproduz insidiosamente. Ela está no bandido de voz de criança, no delegado cordial, na empresária bem-sucedida. Ficou 18 anos germinando na alma de Mohammend. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;"><br>Mas o bem não está adormecido.</span> Ele também tem capacidade de reprodução, também germina na alma dos que o recebem. Senão, como se explica que tantas vítimas do holocausto que perderam toda a família nas condições mais cruéis que a história pôde testemunhar, como esses filhos das vítimas do terrível mal sobreviveram, inventaram um mundo novo, venceram o destino e multiplicaram o bem? Havia uma fonte de bondade que os acalentou e deu força. Há sempre alguém, algo, uma inspiração, um gesto. É só procurar. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		</item>
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		<title><![CDATA[Na derrota e na vitória]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20509</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font></font><font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><font size="2">Bernadinho, o técnico do vôlei masculino, deu uma coletiva ontem para falar da derrota nas Olimpíadas. Estava com um papel plastificado na mão, era um poema do inglês Rudyard Kipling. O pai do técnico leu para o Bernardinho, que por sua vez leu para o filho, Bruno e para os outros jogadores. Os on-line não esclarecem qual é o poema, mas posso apostar que é este, o mais conhecido do autor. Infelizmente, não consegui saber quem foi o tradutor. &nbsp;  <br><br><br><br><br><font style="font-weight: bold;" size="3">Se</font><br style="font-weight: bold;"><br><br>Rudyard Kipling<br><br><br><br><br>Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,<br>Quando os outros os perdem, e te acusam disso;<br><br><br>Se és capaz de confiar em ti, quando de ti duvidam<br>E, no entanto, perdoares que duvidem;<br><br><br>Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança<br>E não caluniares os que te caluniam;<br><br><br>Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine<br>E pensar, sem reduzir o pensamento a vício;<br><br><br>Se és capaz de enfrentar o triunfo e o desastre,<br>Sem fazer distinção entre esses dois impostores;<br><br><br>Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,<br>Transformada por velhacos em armadilha aos ingênuos;<br><br><br>Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira<br>E construí-lo outra vez com ferramentas gastas;<br><br><br>Se és capaz de arriscar todos os teus haveres<br>Num lance corajoso, alheio ao resultado<br>E perder e começar de novo o teu caminho<br>Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado;<br><br><br>Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos<br>E fazê-los servir se já quase não servem<br>Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,<br>A não ser a vontade que diz: Enfrenta!<br><br><br>Se és capaz de falar ao povo e ficar digno<br>E de passear com reis, conservando-te o mesmo;<br><br><br>Se não pode abalar-te amigo ou inimigo<br>E não sofrem decepção os que contam contigo;<br><br><br>Se podes preencher todo o minuto que passa<br>Com sessenta segundos de tarefa acertada;<br><br>Se assim fores, meu filho, a Terra será tua,<br>Será teu tudo o que nela existe.<br><br>E não te receies que te roubem.<br><br>Mas (ainda melhor que isso tudo)<br>Se assim fores, será um HOMEM&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>&nbsp;<br><br><br></font></span></font></font><br>


		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[Na derrota e na vitória]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.eunaotenhonome.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=20507</link>
		<!--<pubDate>Sábado, 06 de setembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.eunaotenhonome.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font size="2"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br>Bernadinho, o técnico do vôlei masculino, deu uma coletiva ontem para falar da derrota nas Olimpíadas. Estava com um papel plastificado na mão, era um poema do inglês Rudyard Kipling que Bernardinho ouviu do pai e leu para o filho, Bruno, e para os demais jogadores.Os on-line não esclarecem qual é o poema, mas posso apostar que é este:&nbsp;&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><font size="4">Se</font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Rudyard Kipling</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Quando os outros os perdem, e te acusam disso;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Se és capaz de confiar em ti, quando de ti duvidam</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E, no entanto, perdoares que duvidem;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E não caluniares os que te caluniam;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E pensar, sem reduzir o pensamento a vício;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de enfrentar o triunfo e o desastre,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Sem fazer distinção entre esses dois impostores;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Transformada por velhacos em armadilha aos ingênuos;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E construí-lo outra vez com ferramentas gastas;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de arriscar todos os teus haveres</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Num lance corajoso, alheio ao resultado</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E perder e começar de novo o teu caminho</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E fazê-los servir se já quase não servem</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A não ser a vontade que diz: Enfrenta!</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se és capaz de falar ao povo e ficar digno</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E de passear com reis, conservando-te o mesmo;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Se não pode abalar-te amigo ou inimigo</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E não sofrem decepção os 